23 fevereiro, 2017

Afinal, o Zeca não nos deixou!

(este titulo é de um outro texto)


Não se separa um homem inteiro,
das partes e facetas que lhe dão a dimensão. 
Não se separa o andarilho, dos trilhos percorridos. 
Não se separa o professor,
dos seres a quem deu saberes. 
Não se separa o cantor, dos seus cantos. 
Não se separa o poeta, dos poemas que nós dizemos.
Não se separa o criador, da obra criada. 
Não se separa o resistente, da luta travada. 
Não se separa o sonhador, da utopia sonhada. 
Não se separa a razão, da alma. 
E quando o homem parte,
fica-nos a memória de um homem digno,
de um homem inteiro.
E sempre vivo.
(texto reeditado, revisto)

Percebo, pelo que leio, que cumprir por cima é também incumprimento


Em Setembro passado, o Conselho das Finanças Públicas mostrou cartão vermelho ao Governo, num claro erro seu. Como qualquer má arbitragem, devia ser a equipa suspensa de arbitrar durante uma boa porção de jogos e, num limite, dispensada até final da temporada.

Teodora Cardoso, previa que o modelo do incentivo ao consumo desse com "os burrinhos na água". Espetou-se, coitada, pois não houve incumprimento.

Contudo, e porque 2,1% é muito abaixo do limite consentido, também se pode dizer que o deficit não foi cumprido. Disse-o um meu camarada e amigo:
 "Cada décima adicional ao défice representa uma margem orçamental de 190 milhões de euros" (...) "Se o défice fosse 2,5% ou 2,6% permitiria, saindo do défice excessivo, a libertação de centenas de milhões de euros para a reposição de rendimentos"
Entretanto, não é só de Teodora o espanto...

Reproduzo este vídeo ao abrigo de um acordo de cooperação Geringonça / Tornado. Isto é, foi aí roubado

21 fevereiro, 2017

Os opressores, os deprimidos e a tal revolução pré-anunciada


Andava há muito com um conto metido na cabeça e um dia resolvi escreve-lo. Registei então que a sinopse mereceria mais atenção que todo o resto do texto. 
Não retorno a edita-lo por outra razão que não seja dar resposta às inquietações manifestadas hoje por uma senhora-editora-executiva-adjunta que cita, de Bill Gates, este alerta: "daqui a 20 anos, trabalhos de armazém, condução de veículos ou serviços de limpeza serão assegurados por robôs".
E depois conclui a referida senhora, descobrindo a pólvora:
«A revolução está aí e os políticos fazem de conta que é ficção científica. Os outros, Bill Gates incluído, não encontram alternativa à taxação. A multidão que dará o seu emprego a uma máquina terá de sobreviver. E uma maneira de evitar a convulsão social é seguir o conselho do investigador Pedro Lima: criar um rendimento básico social para que os robôs trabalhem e as pessoas continuem a ter condições de viver. Pois só faz sentido as máquinas tomarem o lugar do homem para o libertar.»
Desengane-se ela, o tal Gates e o Pedro Lima. A revolução será outra. A data? Em Abril. A senha? "Conversa Avinagrada"!
Tal como o texto do meu conto pré-anuncia...

20 fevereiro, 2017

Requisitos para que um texto mexa comigo, a partir de um texto que não vai mexer com ninguém...


Considero um bom texto aquele que reúne duas ou três características: a primeira, é que leve o foco da minha atenção mais para o outro do que para o próprio autor do escrito; a segunda, que faça com que me lembre dele, pelo menos no dia seguinte a tê-lo lido; a terceira, caso tenha sentido de humor, deve-o ter bem colocado e sem me provocar riso.
Estas exigências, que faço aos outros, não cumpro eu próprio neste meu escrito: primeiro, porque só falo de mim; segundo, amanhã, ninguém se lembrará deste escrito; terceiro, tem um sentido de humor bem risível.