19 outubro, 2017

Irá Costa romper com o paradigma?



Há muito que não comprava um jornal e hoje decidi quebrar a promessa que a mim mesmo fizera. Nesta quebra, há a evidência que é tão difícil romper com hábitos antigos, como sair de qualquer toxicodependência. Isso, comprei o DN por vicío. Gostei da "chamada de capa" e fui diretamente à 4ª página.  E continuei a ler o texto encabeçado pelo título: «Costa admite flexibilizar défice publico por causa dos incêndios». 

Boa! Até que enfim que o Costa sai do paradigma do sacrossanto défice. 

Há hora (agora) de escrever algo sobre isso neste espaço, procuro a notícia. No google, coloco o título e como resposta... nada. Coloco o já referido subtítulo da 4ª página... e nada. Tento outras hipóteses no "motor de busca" e vou parar a parte nenhuma. Que se passa? 
Talvez que simplesmente "alguém" tenha considerado que a pressão de fecho da edição tivesse consentido algo inconveniente de ser escrito? Terá sido isso?   É que ceder em matéria de aumento da despesa pública agravando o défice é heresia. Na versão editada na net, o texto desaparece.
[ocorre-me o que, sobre a matéria, disse em Outubro de 2015  um herege: «Gostava que um economista me explicasse por que é que o défice tem que ser de 3% em vez de 4%»]
Sabem que mais? 
Não comprem mais jornais! 
Se querem saber, vão beber à fonte

18 outubro, 2017

Por mim, o PS só não continuará a ser Governo se não quiser! (mas onde é que eu já ouvi isto?)


Nascer em berço como o nascido dá valores e dá destino. Pode o Mundo dar muita volta (e deu), pode ser até que ele tenha empatia (e tem), pode até ele parecer equidistante (e parece), pode até ele ser apaziguador (e é). Mas vem sempre à superfície algo que irremediavelmente o denuncia. Chamemos a isso, por mera facilidade de expressão, "opção": 
 "Marcelo alinhando, como alinhou, nesta culpabilização absurda de considerar politicamente responsável quem tenta no quadro existente – que tem limitações de toda a ordem, desde os meios que são finitos, até à própria situação sobre que incidem, passando pela excepcionalidade das condições atmosféricas – minimizar os prejuízos materiais e humanos, sabe que está a dar alento à direita, tentando projectá-la para um patamar político que ela não está em condições de alcançar. "

17 outubro, 2017

É insanidade estar-se contra e depois dedicar-lhe dia festivo. Salva-se o poema, apesar de não ter sido dito

Ontem celebrou-se o 4º aniversário do dia da criação da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias. 
Na primeira celebração, 16 de Outubro de 2014, assinalei o meu protesto. Hoje, assinalo ter havido o bom-senso de se dispensarem loas e discursos, tendo a cerimónia oficial sido concentrada na atribuição de título honoríficos propostos e aprovados por unanimidade pelos eleitos. Seguiu-se a parte festiva em que nós, representantes da CDU, saímos da sala por consideramos ser insanidade estar-se contra uma medida e depois juntar-se à data que lhe é festiva...
Como saldo de tudo isso, fica o poema, que não chegou a ser dito.
A FLOR E A ARMA

Dei-vos a flor das armas que não tinha
- ou tinha e quereria nunca usar... -
E a dupla imensidão desta alma minha
Num corpo que a mal sabe resguardar.

Entreguei-vos a espada, sem bainha,
Na baioneta, pronta a disparar,
E ninguém reparou que ela, sozinha,
Se transformava em flor pr`a vos cantar,

Por isso já não sei se arma, ou se flor,
Mas seja ela aquilo que ela for,
Ninguém pode negar-lhe a dupla vida

E, ao entregá-la com tão grande amor,
Com ela disparei, sem mágoa ou dor,
Um verso em flor por pétala caída...

Maria João Brito de Sousa no momento em que recebia a medalha
 TÍTULOS HONORÍFICOS ATRIBUÍDOS
ARTE E CULTURA
Maria João Brito de Sousa (na imagem) e Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles CIDADANIA E SOLIDARIEDADE
Associação Pombal XXI – Associação dos Moradores Bairros Pombal/ Bento de Jesus Caraça; Associação Coração Amarelo (Delegação de Oeiras) e Edson Moreira - Projecto “MoreiraTeam Kickboxing”
DESPORTO
Mário Wilson
ECONOMIA E EMPREENDEDORISMO
 Pedro Fidalgo

16 outubro, 2017

Os fogos florestais e os crimes cometidos


A imagem acima integra a página da Celpa e expõe razões que estão na base do drama dos fogos florestais. O crescimento da floresta, nos últimos anos, foi exponencial e  centrada no eucalipto em prejuízo das espécies autóctones, que cumpre salvar. Tal crescimento foi acompanhado por políticas coniventes com o desregramento e com o desleixo. A isso eu chamo crime e os criminosos são conhecidos.
Outros criminosos andam por aí, sem rosto nem rasto, como aqui é denunciado