19 janeiro, 2017

"Reabilitação ou comercialização de 30 monumentos nacionais? " - O caso do Paço e da Quinta Real de Caxias


Trazer aquela coisa, de tantos anos passados, a trabalhar nestes anos que vão passando não terá sido "pêra doce". Nem tento reconstruir a descrição do Professor Beloto, aquando da nossa vista, nos pormenores do restauro, do que foi preciso, nisto e mais naquilo. Lá que a "Cascata Real" funciona, funciona. Prova-o a imagem e serão testemunhas os mirones, jovens interessados no património histórico... até por sermos a memória que temos.

Mas porque vem isto a propósito? Vamos por datas:

Ary? Ele anda por aí, de punho erguido contra o medo, declamando seus poemas com versos pintados de fresco

(reeditado)

A cidade é um chão de palavras pisadas

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

José Carlos Ary dos Santos

17 janeiro, 2017

Redacções do Rogérito (35) - "A minha visita à Assembleia da Freguesia"

Tema da redacção: A Assembleia da União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Eu gostei muito da ideia da stora em ir fazer uma visita àquela sessão e estar de corpo presente a assistir a uma demonstração de democracia que foi poder ver e ouvir tim tim por tim tim o que os nossos eleitos diziam dos problemas locais e de como eram apresentadas as queixas de quem lá estava para se queixar e de como eram dadas as respostas às queixas apresentadas e de como estas também não eram dadas pois o poder da freguesia é um poder poucochinho a crer num senhor que estava sentado que dizia até não mais se calar que fazia mails para a câmara até se cansar só que a outro executivo não executava o que este executivo por lei devia ser ele a executar como disse um senhor que lá estava e que eu até gostei muito de ouvir pois até falou numa lei que estava ainda por cumprir.
Gostei muito de aprender muitas coisas só não gostei foi que a Assembleia  se iniciasse a hora tão tardia e eu quando lá cheguei a sala estivesse vazia e só começasse a encher à hora de eu me ir deitar pois já minha mãezinha me dizia que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer e assim eu acho que ou há mais disciplina de horário ou aquela gente nem fica saudável nem cresce.
Eu gostei muito do diálogo entre diferentes mas só não gostei de perceber que entre os iguais havia gente que falava demais e fazia um barulho do caraças muito perturbador sem que o presidente pusesse ordem naquela gente nem nele próprio pois metia os pés pelas mãos sem que percebesse que eu estava ali para aprender como é que uma assembleia funciona e se não fosse a stora a dizer-me que as coisas se passam noutros lados de outra maneira eu ficava com uma ideia da democracia pouco lisonjeira.
Eu gosto muito de coisas bem combinadas e fiquei com a impressão de que há gente ali que se combina coisas entre elas não o sabem fazer como se combinam noutras assembleias tais como naquelas em que as unanimidades se conseguem sem confusões nem grandes abdicações como parece ter acontecido com aquele senhor há poucos dias falecido num voto de pesar que ainda vai dar muito que falar que espero não dê muito que falar pois há remédio para tudo menos para a morte.
Eu gosto muito de viver num município que é muito bonito e que dizem ser muito rico pois há aqui muita gente educada graduada e de posse elevada só não gostei de saber que entre a malta o pessoal que para a junta trabalha há muita gente precária.
Quando eu for crescido quero dar volta a isto!
Tenho dito, e me assino
Rogérito
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Nota: Ocorreu-me este texto pelo facto de um grupo de alunos da Escola Secundária Quinta do Marquês ter estado ontem a assistir à Assembleia de Freguesia na qual sou eleito. Qualquer leitura que possa levar o leitor a pensar que os jovens presentes pensaram como este escrito é mera especulação (ou talvez não)

Congresso do jornalismo, o que na verdade me inquieta...

Não sei ao certo quantos jornalistas haverá, nem quantos foram os que passaram por lá, os que intervieram e o que disseram.
O que me inquieta nem é tanto o que por lá foi dito, mas o pouco interesse que o público leitor lhe dedicou. O que me inquieta é a pouca solidariedade de classe...
Vejam só, para uma amostragem desses quatro vídeos editados no youtube, o que elejo, tinha (às 2h30 do dia 17 de Janeiro) apenas 83 visualizações (e os outros vídeos não estavam melhor, antes pelo contrário).

Vale a coragem de quem não se cala... e se a classe se une...