22 maio, 2015

Redacções do Rogérito 24 - "O meu exame serviu para o professor ser avaliado e o senhor director ficar enrascado"

Tema da redacção: Os Exames

Eu gosto muitos de exames e de ser examinado pois é uma oportunidade de eu demonstrar que sou melhor que os outros e dos outros demonstrarem que são melhores que eu porque dos piores de todos não rezará a história até porque quando abandonarem a escola ficam sem pena de sair porque a aprendizagem era coisa para que não tinham vocação e assim o abandono escolar fica mais que explicado sem que ninguém se sinta culpado a menos que seja um menino endinheirado mas esse não sai para o privado.
O exame é também uma forma de os meus professores não ficarem a armar-se em doutores e de serem também eles avaliados e de os directores ficarem enrascados se não forem bons os resultados e descobri que isso era assim pois deram suspiros de alívio quando fui entregar a prova cedo e eles a olharam com medo mas depois foram-na lendo e o sorriso foi-se abrindo e até me disseram que eu era um lindo menino.
A pressão sobre a escola só dá para perceber hoje pois agora não basta chegar à quarta classe e saber ler escrever e contar como nos tempos do senhor Salazar que também era professor e os exames eram uma boa forma de provar que os meninos sabiam ler escrever e contar e que os professores sabiam ensinar pois até era raro algum menino ficar reprovado mesmo se tivesse muitos erros no ditado se lesse bem e tivesse metade das contas certas também.
Eu até ando cá com umas ideias de que se a escola voltar aos tempos do senhor professor Salazar que se forem bem organizados os exames todos andarão felizes como dantes.


21 maio, 2015

Sobre "o ter Culhão" (...e o resto é só preguiça e covardia)

Voltei a ver o vídeo de ontem, depois de ver este, e cheguei a uma conclusão diferente: o homem não estava a dissertar sobre Deus, mas sobre o que Marx escrevera sobre Deus. Mas fê-lo com tal veemência, com tal sofreguidão e entrega que me ficou essa impressão. Mas ele não falava sobre Deus, não. É que sobre o que ele pensa de Deus, não importa. Ele, segundo ele, não conta. Marx, sim. E muito. Daí o calor que ele deu à aula. Hoje é o contrário, ele não fala sobre Kant, ele fala sobre outra coisa! E que coisa, meu Deus, que coisa!
Acho que me vou encher de brio e... ler "O Capital". A ver se tenho culhão para tal?

20 maio, 2015

Deus!


Não o procurei, veio ter comigo (o vídeo) pela "mão" de um amigo. Depois fui ver quem era, e dei com o seu perfil, fiquei a saber que era professor livre-docente na área de Ética da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e coordenador do programa de mestrado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e que é autor de inúmeros livros. Dele próprio fala assim:  
«É que eu adoro o que eu digo. É impressionante como eu me encanto com o que o eu mesmo falo, é impressionante o quanto eu entendo quando eu mesmo explico. Porque tem gente que condena, as pessoas consideram isso arrogância. Mas pare para pensar: Se você vai ter que conviver com você mesmo até o fim, se você vai ter que se aguentar até o fim, se você vai ser espectador de você mesmo até o fim, é melhor que se encante com o que faz.»
Clóvis de Barros Filho

18 maio, 2015

«O que há de característico e fundamental no desporto é, justamente, o que define e caracteriza a sociedade em que ele se realiza»

 Prof. José Esteves, citado aqui

Ao ver este vídeo, ler os jornais e telejornais, não posso deixar de pensar como tudo é excessivo, agressivo e emocionalmente virado para nos preencher por dentro. Tanto, que recuo no tempo e sinto um arrepio ao situar-me na época marcelista.
E veio-me à lembrança um livro antigo, 1970, do Prof. José Esteves ("O Desporto e as Estruturas Sociais"), do qual extraio esta passagem, que até parece ter sido escrita hoje, embora se tenham passado 45 anos:

NOTA: O livro emprestei-o e nunca me foi devolvido, esta passagem encontra-se num artigo de Carlos Fino, que pode ler aqui