26 maio, 2017

Sem atacar a génese da coisa, a coisa cresce... qualquer coisa, até mesmo o terrorísmo...


Depois de cerca de 2800 posts, é quase impossível evitar que me repita. Mas faz sentido insistir pois a imprensa talvez nunca o tenha dito. Regresso ao tema, por interposta pessoa:
«O caso particular do bombista de Manchester parece ser ainda mais explícito: dizem-no filho de «fugitivos» ao regime líbio de Muammar Khaddaffi, agora cidadão britânico que se terá «licenciado» em terrorismo islâmico junto dos grupos de assassinos que a NATO usou para derrubar o mesmo Khaddaffi e a seguir transformaram o território líbio numa anarquia produtora de terroristas. O terrorista de Manchester é, pois, um fruto da «libertação da Líbia» pela Aliança Atlântica, desencadeada com especial envolvimento do governo de Londres.
Em pouco mais de duas palavras: os familiares dos inocentes de Manchester, Londres, Paris e Nice deveriam antes pedir responsabilidades aos governos dos seus países por fomentarem o terrorismo que os vitimou.»
Ler tudo, aqui 

24 maio, 2017

Obrigado Octávio... por me teres citado


Ando por aí debitando palavra, nada de criativo nem inventado mas que venho colocando em lugar destacado (a ponto de ser entrada desta minha página, figurando em cabeçalho).
Esta "citação" feita pelo Octávio é mera montagem minha, ou talvez não... 
«Sem soberania monetária não dispomos de instrumentos essenciais da política económica para prosseguir os interesses nacionais; por não termos um prestamista de última instância, não podemos controlar o sistema financeiro e sujeitamos as necessidades financeiras do Estado à dependência dos mercados financeiros; não temos efectiva autonomia nas decisões orçamentais e, em consequência, não temos verdadeira possibilidade de escolha de politicas alternativas decorrentes da vontade popular, o que significa não termos real soberania democrática.
A recuperação da soberania monetária apresenta-se, pois, como uma necessidade objectiva para travar a devastação a que Portugal e os portugueses têm estado sujeitos, e para permitir um futuro para o país.»

22 maio, 2017

Os papelinhos coloridos, os trocadilhos e os grunhidos


A questão, tal qual me surge, lembra aquela, bem colocada, de saber o que teria aparecido primeiro, se o ovo se a galinha. 
Transposta essa para este post, a pergunta é outra, o que apareceu primeiro? 
O grunhido* ou o papelinho?

Dizia um amigo que nem Mia Couto se livrara da tendência de enveredar pelo trocadilho curto, ele que é hábil nas palavras. Certamente que Mia não foi o único e instalou-se a generalizada tendência, com sucesso absoluto. Quanto mais curto, mais os cliques no "gosto", chegando estes a atingir centenas a que se juntam largas dezenas de comentários, esses inexplicavelmente longos e quase sempre adulatórios.  

O marketing facebookiano, sempre atento, passou a disponibilizar ambientes coloridos para trocadilhos e grunhidos* e, assim, passar a concorrer com o seu mais aguerrido concorrente, o twitter**.

E que tal regressarmos ao tempo da comunicação escrita?
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* "Nem sequer é para mim uma tentação de neófito (escrever no Twitter). Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido." - José Saramago, entrevista à GLOBO, Setembro de 2009
**(...) Um dos maiores riscos para o mundo é ter um presidente dos EUA que governa pelo Twitter como um adolescente, com mensagens curtas, sem argumentação, que, para terem efeito, têm de ser excessivas e taxativas.(…) Se acrescentarmos que muitos consumidores das redes sociais obtêm aí quase toda a sua informação, percebe-se os efeitos devastadores no debate público e como servem para a indústria das notícias falsas e para alicerçarem o populismo com boatos, afirmações infundadas, presunções, invenções (...)Ler só aquilo com que concordamos pode ser satisfatório psicologicamente, mas destrói o debate público fundamental numa sociedade democrática.» - José Pacheco Pereira in "A ascensão da nova ignorância"

21 maio, 2017

Esta fotografia não fui eu que a tirei...


Esta fotografia foi tirada pela Francisca, filha do meu camarada Daniel. A manhã era descomprometida de qualquer objectivo associado à sua candidatura e por isso concentrei toda a minha preocupação em saber operar com a minha nova "Sony" e a Francisca foi preciosa nessa minha fixação.
Para o zoom, eu nem sabia onde ficava o botão.
"Espectacular!" exclamava a Francisca enquanto focava.
"Espectacular!" dizia-me a mim mesmo ao visionar a foto acabada de tirar. Dali, à distância da partida, ia exactamente a distância da prova: 1000 metros, da Praia de Santo Amaro à Marina de Oeiras, uma travessia a ser feita a nado.


Sobre a prova, há outro lugar para falar dela.
Falemos então do que aqui assiste: as lições sobre fotografia; as festas dispensadas àquele "labrador" tipo
"chocolate" que correspondeu ao mimo com a reconhecida sociabilidade; aquele sorriso sobre a timidez  dos primeiros e hesitantes  passos de uma criança que passava; aquelas gargalhadas sublinhando quedas desajeitadas de quem não se equilibrava na prancha; aquele senhor com idade de reformado, que na mesa ao lado, convencia estar ali o projecto da sua vida; o empregado solicito, simpático, muito provavelmente com contrato precário; aquela senhora de olhar perdido à sua volta....

O resto, foi a espera pelo desenrolar da prova.

E, já agora, esta foto é minha!