19 dezembro, 2014

Contagem final: a cinco dias deste Natal

Entre a alegria e o desespero, meço o que escrevo. Meço a dimensão da palavra e do verso e da alma. E se valesse a pena o poema, não teria pena, por muitas penas que contivesse, de o lançar sobre o teu olhar.
Escrevo e, de seguida, apago tudo. O que queria escrever já está escrito, a cinco dias deste Natal, num outro postal.

18 dezembro, 2014

Só quero lembrar que o futebol é a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar!


«Saindo da lição aos netos, fico pensando noutra que retiro para mim próprio: a alienação para ser eficaz precisa de ser praticada por gente capaz, pois só assim produz efeito. Mesmo que à custa de muito dinheiro. A imprensa, bem oleada, trata do resto.»
 Me assino, O Mouro 
(não confundir com o Mourinho)

17 dezembro, 2014

Redacções do Rogérito 21 - "Quando Um Homem Quiser"

Tema de redacção: "O NATAL"

A minha redacção bem podia ser uma carta mas estou confuso à farta por não saber a quem a dirigir se ao Menino de Belém se ao tal a quem chamam Pai Natal e esta dúvida que me inquieta também é por não saber qual a morada certa pois se soubesse a morada dos dois o assunto ficava arrumado e eu ficava muito mais descansado. 
Para quem não tenha compreendido porque tenho andado confundido eu digo que quando usava lacinho me diziam e juravam a pés juntos que quem nos ama punha os presentinhos debaixo da cama e imitavam assim os reis magos que traziam ouro incenso e mirra e eu achava a isso graça mas pouca piada aos presentes pois aquilo com que gostava mais de brincar era com coisas de imaginar cavalgar ou voar e não de presentes que de tão antigos e raros lhes perdemos o sentido e do uso o tino.
Depois veio o tal Pai que dizem que não é "de Natal" porque então seria igual a qualquer pai nem é "do Natal" pois não consta que o velho tenha tido qualquer filho mas eu bem sei que o Pai Natal é que tem um pai do qual ninguém fala para não desfazer aquele encanto que senhores da publicidade sabem tão bem fabricar que até se passou a vender em tempos mais água mineral e coca-cola e que agora se vende de tudo e até se dá mais esmola.
Para este trabalho de casa recomendou-me a sôtora para eu não me esquecer de dizer que esta é uma quadra santa onde a gente pede paz e não guerra nem faz maldades nem diz asneiras feias nem vê a casa dos segredos nem deve haver violência doméstica e deve-se sorrir ao pobrezinhos e dar-lhes saquinhos de massa grão arroz conservas e outras coisas para essa pobre gente compradas no Pingo e no Continente que são quase lugares santos que devemos santificar e que se escrever assim até os senhores do governo ficam a gostar mais de mim. 
Pensando bem e esperando que mereça mais que um suficiente nesta minha redacção se ela fosse mesmo a tal carta pedia ao Menino e ao Pai Natal que mandasse à mesma hora todos os do governo embora e que pusessem os senhores da publicidade a dizer que Natal é "Quando Um Homem Quiser". 
Rogérito
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16 dezembro, 2014

O Caso BES - II


«Ricardo Salgado falou verdade (...). O problema não teria rebentado se a ESI (holding de topo do BES) não fosse a crise. O que quis dizer foi que, não fossem os prejuízos resultantes dos resultados da área não financeira do GES, ainda hoje, o Governo, o Banco de Portugal, a CMVM, o ISP estariam calados, como sempre estiveram, a ver o banco desviar depósitos dos clientes para financiar o "empreendedorismo" da família Espírito Santo. Isso demonstra bem que todos consideram isso normal. Ou seja, o problema não está no facto de terem existido ao longo de décadas desvios de dinheiro que ascendem a muitos milhares de milhões de euros, o problema está no facto de ter corrido mal.»
Extrato do melhor que li, até aqui