30 abril, 2010

Porque é que, não devendo lá estar, vou para a rua gritar?

Após o 25 de Abril, Maio nasceu com esperança e festa. Na festa entrei eu, tu, este, aquele, nós vós e os outros. Tal não escapou a João Abel Manta, que na altura, desenhou um esclarecido "cartoon", comigo mesmo ali, à direita do operário, mascarado de Povo Unido:
Amanhã, esperam alguns, algo de novo vai acontecer. Vai estar quem deve: Que a raiva se sobreponha ao desanimo; que a consciência se junte à determinação; que a desesperança se transforme em resistência...


Eu não devia estar na rua:
- Não estou entre os 700 mil desempregados

- Não estou, nem nunca estive, em condições precárias de emprego
- tenho uma pensão de reforma jeitosinha
- Nunca fui operário
- Não sou funcionário público
- Não pretendo ser presidente da junta, nem da câmara
- Nunca disse que na URSS é que era bom
- Nunca paguei cotas de um sindicato

Mas acho que devo ir para a rua gritar, por opção de classe! As palavras de ordem lá estarão...