09 junho, 2010

Definiu-se. Definiram-me. Ela sorriu e ofereceu-me uma foto

Trocamos letras. Ela, sobre a forma de poema. Eu, com essa pretensão. Apropriei-me da sua rua, tornei-a minha, mandei-a ladrilhar, com pedrinhas de rubi, para o seu amor passar e, assim, dei-lhe "oquestrada". Apresentou-se dizendo quem era:

— Sou Portugal
— Sou borboleta
— Sou Maio
— Sou chuva de Maio
— Sou flor de Maio
— Sou primavera
— Sou azul
— Sou o azul dos olhos da minha mãe
— Sou a flor azul de Novalis
— Sou espírito de contradição
— Sou mulher do meu tempo
— Sou bola de fogo
— Sou viajante errante
— Sou liberdade
— Sou a Alemanha
— Sou Fausto
— Sou Mefisto
Lançou-me o desafio: Agora é a tua vez! Desafios, resolvo-os sempre. Não querendo expor a minha desastrada arte, lembrei-do que Zeca Afonso me definiu uma vez. Foi assim, cantando por conta sua:

Já fui mar já fui navio

Já fui chalupa escaler

Já fui moço, já sou homem

Só me falta ser mulher.

Não lhe disse, mas se vier a ser mulher, gostaria de ser azul como ela...
E depois? Depois ofereceu-me esta