08 junho, 2010

O dinheiro voa, voa, voa! Por vezes salta, salta, salta. Anda...

Este post tem várias partes, se não tiver tempo, leia a parte que lhe é dedicada. Contudo há dois conceitos que são comuns a todas elas. São de consulta obrigatória, eles são "Circulo Virtuoso da Economia" e "Circulo Vicioso da mesma, dita Economia".

!ª Parte, dedicada à minha mulher, desesperada por ainda não termos planeadas as férias
Cavaco Silva lançou o repto. Não, não foi só um. Foram dois, sendo um deles mais ou menos encapotado. Ao primeiro, “Vá para fora cá dentro”, respondi de imediato, embora não tenha a certeza de ter interpretado bem. Estou candidato a acampar nos jardins do Palácio de Belém, pois entendo que por “cá dentro” Cavaco se estaria a referir à sua acolhedora residência presidencial… Como entender de outra maneira? Com “as medidas do costume” onde estará o poder de aquisição para aceder a um T2 no mercado paralelo, dois quartos num hotel de 3 ou 4 estrelas…O segundo repto, mais ambíguo, resulta do facto de ele parecer estar a passar recados ao Governo e, assim, estar alinhado com o meu "Circulo Virtuoso da Economia". Escrevo isto ao entender que Cavaco, ao defender que o consumo interno junto dos operadores nacionais de turismo e restauração, iria estimular a economia e, também, evitar a saída daquele dinheiro que deveria ser canalizado para as PME. A ambiguidade resulta do facto de, no seu longo curriculum político, Cavaco Silva ter estado sempre, sempre ao lado do povo… endinheirado. O mesmo é dizer, que sempre se manifestou pelo "circulo Vicioso da dita Economia". De forma sustentada por todos os ex-ministros da economia…

2º Parte, dedicada ao meu amigo “Folha Seca, desesperado por ver o dinheiro voar para o PSI20
As PMEs poderiam ser o motor da economia. Poderiam ser a solução para o desemprego. Poder podiam, mas não são. Por várias razões e já vimos que, contradição das contradições, Cavaco Silva “gostaria” que fossem. No “Circulo Virtuoso”, não se atingiria o poder aquisitivo de milhões de portugueses que assim, poderiam manter a sua dieta intocável, comprar umas roupitas no pequeno retalho, andarem calçados como as pessoas,, comprar leite e pão com o IVA na conta certa e aceder a serviços públicos (agora em risco). Quem pagava o equilíbrio das contas? Outros que não os mesmos. Houve propostas para isso… O crédito privilegiaria as Micro e Pequenas
Empresas com menos de 10 trabalhadores (que segundo a Prodata, são cerca de 94% do total das empresas, incluindo as do PSI 20!). As Médias empresas, também em risco são cerca de 19 mil (segundo a Prodata, o que corresponde a cerca de 8,5% do total de empresas…) . Estão em risco porque estão descapitalizadas e mesmo as de exportação estão vendo as suas encomendas em risco, agora aumentado pelas medidas da Sr.ª Merkel com medidas semelhantes que levam os milhões de alemães a reduzir o consumo. Salvem-nas Lula da Silva, Hugo Chaves e o Rei de Marrocos, entre outros…

Sem consumo e sem crédito, ou com ele muito mais caro, as PME levarão um rombo do caraças. E como empregam 2/3 da população activa. Adeus ò vindima… Queriam “clusters” sectoriais? Bancos de Terras? Energia mais em conta? Combustíveis a preços acessíveis? Boa execução do QREN? Mas não vão ter. Não vão ter, nem os patrões falidos terão onde se agarrar, em situação de patrão desempregado

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3ª Parte, dedicada a apoiantes de Manuel Alegre, desesperados pelas divisões da esquerda

Apoiem o gajo, mas apertem com ele! Isto de vir dizer, como ele disse ao 18º minuto da sua entrevista, que a política económica de Lula da Silva é que é bom (lembro que Lula é o pai do “Circulo Virtuoso da Economia brasileira), tem que ser apoiado. A imprensa de referência omitiu qualquer comentário a essas afirmações. Se as mantiver, fará o pleno da esquerda e terá com ele, cerca de 200 mil pequenos e médios empresários e muitos muitos dos seus trabalhadores… Se ele recuar, nada de Fernando Nobre. Podem, em alternativa, apoiar o próprio Lula (se é verdade que Pepe, Deco e o Levezinho é que vão safar a selecção de todos nós, porque não há-de Lula salvar o Portugal desses mesmos?).

4ª parte, dedicada aos “Gato Fedorento, desesperados por terem deixado de ouvir falar em “Nano, Mini, Micro, Pequenas e Médias Empresas”

Desde as últimas eleições, que a imprensa deixou de falar disto: