25 novembro, 2010

"Caminhos do Meu Navegar", a ler amanhã , 6ª feira...

... e a partir de amanhã, também às segundas e quartas feiras, passarei a publicar páginas do meu livro, onde os meus três personagens principais trarão para os tempos de hoje a memória explicada de como eles se foram inconformando ao longo de percursos que nos dão história. Acelero assim a marcha, respondendo a inúmeras solicitações. Para já, dou destaque ao comentário do querido amigo Carlos Albuquerque, não só pelas palavras de incentivo, mas fundamentalmente por ter andado pelos mesmos lugares, vivendo situações certamente semelhantes. Escreveu ele:

"Mas eu sabia, caro Rogério, eu sabia!
Sabia que os seus "Caminhos do Meu Navegar" nos haveriam de pôr a bordo,na barca das suas "viagens", levando-nos na aventura em que está a transformar-se a leitura do que escreve. Escrita a um tempo empolgante, crítica, mordaz e criativa, fugindo ao convencional, trazendo para o presente, quer o passado como o futuro! É inegável que Saramago o está a acompanhar. Escreve, portanto, na melhor companhia.
Espero, expectante, por Maquela do Zombo. Como já lhe disse estive na Buela, indo algumas vezes a Maquela do Zombo. Não sei qual foi o seu itinerário, o meu foi por aqui: Luanda/Caxito/Ambriz/Ambrizete/Tomboco/São Salvador/Cuimba/Buela. Daqui por vezes ia a Maquela, mas, quase sempre, descia até à ponte do Rio M'Bridge a socorrer tropas chegadas da "Metrópole", por regra ali emboscadas.

O meu trajecto faz parte dos pesadelos. Quando deles acordamos fica-nos a estranha sensação de um sonho mau que a memória, defensivamente, esquece. Eu não me lembro de grande parte da viagem de Luanda a Maquela do Zombo. Falarei daquela que a memória ainda regista.

Até amanhã