06 novembro, 2010

Fala do homem nascido

Folha Seca, um meu querido amigo, comentou no meu post de ontem, que o poema de António Gedeão era um inesquecível referencial de infância. Que tal poema, cujo link eu lembro aqui, lhe havia chegado num caderninho. Que o cantou, não tendo já memória a quem o teria ouvido. Eu lembro-me a quem o ouvi. Adriano Correia de Oliveira. Aqui fica seu canto e parte do poema:

"Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu.

Este cantar faz parte integrante da minha obra "Caminhos do Meu Navegar"