18 janeiro, 2011

DN, o seu ADN e os jogos de espelhos...

O efeito de espelho está no ADN da nossa imprensa: Ela escreve e o povo pensa

O Carlos Barbosa de Oliveira escreveu um texto. Texto algo extenso. Demasiado para o visitante apressado que quer curto e grosso. Contudo, quase sempre as sínteses servem para dizer o que já foi dito sob uma forma criativa ou com um boneco bonito. Um post curto dá sempre conta de uma realidade encurtada. Ir ao fundo das questões requer mais tempo. Para quem escreve e para quem passa. Diz ele:

Há uma semana elogiei aqui o trabalho de investigação do DN, que se propunha traçar um retrato do Estado. Concluída a publicação, mantenho o que então escrevi: o jornalismo de investigação, liberto das imposições de agenda, é a essência da profissão e, por isso, sempre digno de louvor.
Acontece, porém, que o trabalho dos jornalistas do DN me deixou com água na boca e a sensação de estar a ver uma fotografia desfocada. Fui ao longo da semana bombardeado com números (que não me surpreenderam) mas continuei sem encontrar explicações, sem conhecer detalhes, que me permitam fazer uma avaliação correcta. Pior… em virtude de os dados apresentados se referirem, quase exclusivamente, à última década, fiquei com a sensação de que o Estado é um corpo de 10 anos, imberbe mas monstruoso e não um corpo maduro de 36- os anos da nossa democracia- que foi engordando ao longo do tempo, por falta de exercício e práticas alimentares saudáveis" (...).

(continuar a ler aqui)