08 março, 2011

Hoje, andarei por aí, no corso da blogosfera, vestido de arco-íris


Acreditando
que o hábito faz o monge
quis ir bem mais longe...
mascarar-me de Deus
e, milagrosamente
alterar os meus sentidos,
por estar farto de ouvir, ver, sentir
cheirar
o mesmo sabor, paladar
deste vinagre
acre e agre,
que exala da missão de avinagrar

Resoluto e puro, meti-me no corso
Ninguém deu por mim
Assim:
A ouvir o azul daquele céu de todos
A ver o grito do verde esperança
A tactear aquele outro vermelho
com sabor a mudança
e aromas de cor anil Abril
gerando um cravo e uma violeta

Dei que errei no traje e fiz careta
Eu, que queria ser Deus, vesti-me de arco-íris

Quarta feira voltarei à condição de humano,
com os sentidos que Deus me deu, por engano...
A mesma máscara do ano passado, mas revista