16 maio, 2011

Nova sondagem, para congelar as dúvidas e o pensar. Tudo muito próximo do resultado anterior, mudando um pouco o teor...

Passaram-se várias coisas desde a última sondagem. A imprensa, eficaz e eficiente, aguentou possíveis veleidades de alteração da opinião e, assim, permanecem as hesitações nas classes média e média baixa quer quanto à situação quer quanto ao sentido da sua votação. Outras sondagens vão-se sucedendo como forma de controlar a eficácia da mensagem dos fazedores de opinião. Ao menor desvio à esquerda, pimba. Nevoeiro para cima...

-Imagens do estado de espírito de cada classe quanto à decisão sobre a sua votação (as classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, com os programas do PS e PSD na mão)

Como resposta à única questão sondada: Qual o sentido de voto, vejamos os resultados e a sua análise:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado estão mais radiantes que antes. Nem leram qualquer programa partidário, pois os partidos que assinaram o acordo, agora não iriam propor o contrário. Estão radiantes pois os paraísos fiscais ficam como antes. A troika também não prevê mecanismos de combate à corrupção nas reformas do sector público e da Justiça e o Movimento Transparência e Integridade está contente, tal como essa gente . A maioria tende para votar no CDS, porque... merece.
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda vida e, tal como na sondagem anterior, a coisa anda distribuída entre o Passos e o Sócrates. Em votação andam quase iguais, pouco afastados ou praticamente empatados. Lêem programas, declarações, insultos, promessas e sermões. Passam o tempo em aritmética, não na da economia nacional nem sequer na caseira. Fazem contas e previsões aos resultados e ao número de deputados. Quanto a alternativas, nem pensar pois essa coisa de reestruturar a dívida era logo para doer e, assim, vá se lá saber. Pelo menos até ao fim de 2011, não acontece nada e cada um diz ter a data de férias já marcada...
  3. A classes D, 20,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação. Uns até falam na necessidade de nova revolução...
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    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.