27 junho, 2011

Contos que tenho que contar a quem espera me escutar...


Saramago conta-me contos e tenho-os que contar a alguém. Tenho dois debaixo de olho a Maria e o Diogo. Contar à Maria, que nasceu no outro dia, ainda é muito cedo. Apesar de dar já atenção, o seu entendimento ainda se fica por coisas muito primárias, palavras curtinhas ou soletradas, palminhas e gestos de adeus mesmo que ninguém se afaste dos olhos seus. Com o Diogo começa a ser diferente. Tem quase dois anos, que fará em Agosto. Está quase preparado para escutar o que recontei do conto de Saramago. Lembram-se disto? E disto? Lembram-se de um tal escaravelho ter despertado a curiosidade do menino? Falava da amizade e de como ela se inicia, começando normalmente por uma impressão forte causada no primeiro encontro. Contava que se seguia o interesse e, logo de seguida, a expressão primária da posse e da exclusividade. O menino, aprisionava o surpreendido escaravelho. Querendo-o só para si. Pretendendo-o só seu. Contava que isso era comum nas amizades, na sua fase inicial e, por vezes prolonga-se por mais do que seria devido e perde-se… O resto da estória já a conhecem mas quando a contar ao meu Diogo ele vai-se comover e não propriamente espantar. É que ele já fez uma tentativa de fazer amizade com um pequenino escaravelho. Ambos pequenos demais para uma amizade assim dar certo. Não acreditam? Vejam a aventura do meu neto:



Despois desta aventura mal sucedida, tenho de lhe contar esta outra bem bonita