12 dezembro, 2011

CELAC impede CPLPC como Plano C?

Se a História da Humanidade fosse uma mulher, ela não teria idade, seria bela e seria irónica para toda a eternidade. Hoje mesmo iria colocar-nos o ridículo de termos combatido o iberismo por receios de perda de soberania com Espanha para, imprudentemente, o estarmos fazendo com a Alemanha, numa Europa que, segundo notícias de agora, se afunda. A História, desdenharia de não ter a família real, em tempo ido, ter permanecido no Brasil e ter continuado o Rio de Janeiro a ser a capital do Império falante em português. A História riria também do iberismo não ter sido a aposta de Filipe II, pois se este o tivesse sido com visão, teria localizado em Lisboa a sua coroa e transferido, para esta porta da Europa, a capital do seu reino. Não sendo um iberista convicto não posso deixar de sofrer a influência desse lado de Saramago mas também de muitos outros, políticos e escritores. Quem, dos que agora por aqui se inquietam e apertam, discorda de Miguel Torga?: «O meu iberismo é um sonho platónico de harmonia peninsular de nações. Todas irmãs e todas independentes.»  

Falar em iberismo é regressar à falada "jangada", (convertida em meio de salvação) mas agora por esta outra forma: CPLPC. Capicua de letras só pode trazer é sorte... O  que significa? Comunidade dos Países de Línguas Portuguesa e Castelhana.  Do outro lado, o assunto está praticamente arrumado, com a recente fundação da CELAC, que foi festejada assim:

La Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) nacerá oficialmente hoy en la sesión final de la Cumbre de jefes de Estado y Gobierno de la región, reunidos desde ayer en esta capital (Caracas) con ese propósito. (3 de Dezembro e fora dos destaques dos média nacionais)

Será também assim que o Plano C será festejado, lá no outro lado...
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Este post foi-me inspirado pela amiga Ana Tapadas, do blogue Rara Avis