02 dezembro, 2011

Estarei lá, "No Outro Lado do Cais"

No tempo em que crescíamos

a noite bramava tão parda
que nem parecia noite
 .
De súbito um frémito de luz
pestanejou nos mastros do cais
o mar restolhou
.
e eu vi claramente
os teus olhos remoçados
alumiarem as águas
.
Após tantos relâmpagos vividos
julgavas estar preparada
para voar
 .
mas os pássaros ainda aprendiam
a ter asas


Hoje, ao fim da tarde... não sei se ouvirei este poema. Serão outros? Que sejam, estejam eles no lado certo da vida... (e vão estar)