20 janeiro, 2012

A iniciativa dos "dissidentes" do PS


Nós, para não dizer eu, gostávamos que as coisas desta vida fossem simples, directas e transparentes. Que o complicado fosse simplificado ou, no mínimo,  fosse pouco esforçado o seu entendimento e a inteligibilidade do que está a acontecer fosse imediata ou, ainda, por detrás do que se diz ir fazer, fosse mesmo feito, sem outra intenção do que o fazer acontecer... Nada, ou pouco é  como à primeira vista parece ser. Por desgraça dos ocupados em fazer face a um dia-a-dia sem pausas para pensar e também dos preguiçosos mentais, quase tudo tem inconfessáveis desígnios, mas a ideia mais forte que fica e permanece não os reflecte... Vem tudo isto a propósito da iniciativa dos "dissidentes" do PS e de um texto que começo aqui, mas que recomendo que seja lido, na integra, num outro lado. Está no POLITEIA...  é extenso? Paciência... Começa assim:
"Por razões que pouco ou nada têm a ver com as da bancada parlamentar do Parido Socialista, é muito discutível que a iniciativa dos “dissidentes” do PS – que pretendem submeter ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva, abstracta, das disposições do Orçamento que “cortam” os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas – deva ser apoiada pelos partidos de esquerda. 

.Tanto quanto se sabe pela leitura dos jornais, parece que a adesão de deputados do PCP, BE e Verdes àquele pedido estaria apenas dependente do texto preambular que antecede e fundamenta o pedido. Um texto- diz-se- que para ser apoiado teria de acomodar na sua redacção as diferentes sensibilidades políticas de quem o subscreve. 

.Há, porém, razões de outra ordem, umas meramente tácticas, outras substantivas, de incidência estratégica, que se prendem com a própria natureza da luta a travar contra hecatombe neoliberal em curso, que podem desaconselhar aquele procedimento. Começando pelo princípio (...) (continuar a ler aqui)