12 março, 2012

Na Associação 25 de Abril, lugar onde sempre pensei poder vir a falar deste meu livro...



"... Entre o sonho e o pesadelo fiquei adormecido. De manhã não me lembrava de nada. Sabia apenas que dali a poucas horas iria encetar a minha viagem de regresso a Lisboa. Chegado lá, também iria aguardar um recomeço. Que viria a acontecer, menos de três anos depois, no dia 25 de Abril de 1974."
in "Almas que não foram fardadas", pág.  184

O livro, que assim termina, foi apresentado na passada sexta-feira. Seguem-se imagens, recolhidas pela minha amiga São, a quem tanto agradeço.
As pessoas foram chegando. Para uns, a sala estaria meio vazia.
Para outros meio cheia.  Para mim, estava como era preciso: com um sorriso
.
Autografando o livro à São. Perto, a Emília, antecipava a leitura...  

A mesa, presidida pelo coronel Vasco Lourenço. Como eu queria...
Um "capitão" de Abril abriu a sessão. Joaquim Boiça (Espaço e Memória)
apresentou-me, com um texto meu, que leu....
.
Mário Moutinho de Pádua, falou das minhas memórias de factos. 
Fê-lo com voz sumida  mas com uma energia inesperada. 
Ele sabia bem do que falava...
.
... o que me impediu de entrar directo nos afectos. As pequenas 
folhas amarelas e muito queridas, acabaram por não serem lidas.
Tive que falar do que o Mário e sua obra significavam para mim...
.
Para a memória dos afectos, das angústias e dos medos estava Jorge Castro.
Leu passagens que escolheu. Ao ouvi-las, pareciam ganhar outra vida

No final, havia acalorado diálogo e algumas promessas.
Se forem cumpridas, darei conta delas
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Reeditado em 13 de Março, às  12 h