27 abril, 2012

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria - Jorge Luís Borges (1)


Isto não são livros: São trechos e passagens de livros, destinados a divulgar a obra, o autor 
e outras coisas que os professores consideraram ser de interesse maior. 
Mas será que nossos netos e filhos se apaixonarão
pelos livros, se lhes derem bocados dos ditos? Isto faz-me lembrar as antigas "cábulas"...

Hoje vou-me meter, mais uma vez, numa "camisa de onze varas" falando de coisas que mal conheço e sobre as quais não reúno outra informação que não seja o (quase generalizado) insucesso de pôr, as crianças e jovens, a ler livros. Tenho impressões, o que à partida não será suficiente para retirar conclusões acertadas. 
A primeira impressão é que Bill Gates só foi parcialmente escutado quando disse "Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." A parte em que o milionário foi escutado foi, certamente, a relativa aos computadores, pois estou certo que (quase) todos os terão ou a eles acedem mais ou menos fácilmente. Quanto a livros? Que casa portuguesa os terá, daqueles que valem a pena serem lidos? A primeira conclusão para explicar o insucesso quanto à criação de amor à leitura é que a leitura não é coisa amada  pelos adultos e, assim, é muito mais difícil fazer com que tal aconteça com os miúdos. 
A segunda impressão é que a escola, tendo esse objectivo, se espalha ao comprido. Mas nesta impressão, para ser mais rigoroso, vou tentar saber o que se passa. Vou fazer trabalho de casa. Depois virei dar conta das conclusões que tirei... Se, entretanto, quiserem ajudar...