01 setembro, 2012

AVANTE! (3)


Hoje ao chegar, foi evidente o avanço dado por quem lá esteve ontem ...

Na maré das rentrée, não é verdade que o PCP ignore outras dimensões e seja, mais uma vez, a Festa do Avante, a sua única afirmação politica. Pensar isso é ter uma visão limitada e até distorcida do que é a festa. A Festa (a tal que não há outra como esta) é uma grande afirmação do partido e é necessário levar em conta as dimensões menos percebidas por quem está de fora e que a imprensa não mostra. E essas dimensões são diversas e estão contidas na própria edificação e preparação da festa. 
Hoje que tanto se fala de universidades, que universidade mais relevante pode competir com esta que incluí tão diversas dimensões e autenticas lições de vida, dadas e recebidas, por quadros e militantes do partido e por tantos e tantos simpatizantes e amigos que se quiseram voluntariamente associar? 
Erguer uma cidade é por si só um universo de saber fazer, largo e pluridisciplinar, em que são muitos a ensinar e outros tantos a aprender. 
Mas não é só o saber fazer, aprende-se a saber estar. Estar, em relações de trabalho diferentes. Dirigentes a serem dirigidos, é um treino de humildade que muitos de nós experimentam, sem o ter experimentado antes. Dirigidos a serem dirigentes são casos frequentes, que não deixam uns e outros indiferentes. Mas há mais do que o erguer material da grande cidade e com esse tomar contacto com relações, que um estilo diferente de trabalho propicia: Há um treino da sensibilidade e do despertar para a arte. Cada parede ou mural a desenhar e pintar é, no espaço envolvente, uma oficina de arte, um atelier de criação e aprendizagem; Há o desenvolvimento de relações humanas, a troca de experiências de vida, de como, no concreto, a crise nos atinge. A nós e às nossas famílias. A nós e aos nossos companheiros de trabalho. A nós e aos nossos vizinhos. A nós e aos nossos amigos. 
"Uma festa ímpar, ímpar porque como um espelho multifacetado aqui se revela aquilo que os comunistas portuguesas querem para o seu país, para o seu povo, uma sociedade solidária, liberta, democrática onde os valores da cultura, da arte onde o papel das massas, do trabalho colectivo visa de facto ser um reflexo imenso da sociedade nova que queremos construir, uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem" 
Jerónimo de Sousa, hoje, na Quinta da Atalaia