03 novembro, 2012

De cada um o que puder dar, recebendo em troca tudo o que precisa - 2 (Volos/Grécia)


Não estou seguro que Seguro (que esteve presente) tenha aprendido qualquer coisa com a lição. Não estou seguro, igualmente, de quem me visitar o vá escutar e ver de fio-a-pavio. Mas lhes dou resumo... lhes digo, que isto (para as três alternativas apontadas) não tem, nos tempos mais próximos, outra saída senão desenvolver, em prática informal, uma verdadeira utopia. Eu explico: 

Próximo de Alvega, existem pequenas freguesias rurais (decadentes, como as demais) onde já se observa  uma economia de troca: um pequeno repolho, vale mais que um ovo; duas aves de capoeira e uma poedeira valem um peixe rico do Tejo; deste, meia dúzia de fataças  valem um saco de batatas; um saco de azeitonas dão para uma boa medida de azeite (ou outra troca que for aceite), etc. etc. Generalizar a prática e levá-la até Alvega não terá grande dificuldade, nem arte... mas fazê-lo, em Abrantes... já ronda a utopia. 

Contudo as utopias vão acontecendo e até consta que estão em crescendo. Para tal a pressão de uma Europa sem solução e o desenvolvimento de uma solidariedade que dá à comunidade imaginação até mais não, resolve (quase) tudo). Eu explico:

Uma moeda alternativa foi introduzida na cidade portuária de Volos, na Grécia, A iniciativa resultou na criação de uma rede com mais de 800 integrantes, numa comunidade que não estava a conseguir manter o seu poder aquisitivo com bens cobrados em euros, devido à grave crise económica que atinge o país.Na prática, a moeda é baseada num sistema de trocas, onde pessoas que têm bens ou serviços a oferecer podem acumular crédito para usar em determinadas lojas e mercados. 
 "É uma ótima ideia, porque precisamos fazer as pessoas entenderem que todos nós podemos comprar ou vender alguma coisa. Nós não precisamos de euros."
(ler aqui, ou ver o video abaixo ) 


(o video tem uma função que permite seleccionar legendas em espanhol)