07 janeiro, 2013

Sondagem... (enquanto tal susto não chega, é este o sentimento dos sondados)

Passaram-se várias coisas desde a última sondagem. A imprensa, eficaz e eficiente mente, aguentou possíveis veleidades de alteração da opinião e, assim, permanecem as hesitações nas classes média e média baixa quer quanto à situação quer quanto ao sentido da sua votação. Outras sondagens vão-se sucedendo como forma de controlar a eficácia da mensagem dos fazedores de opinião. Ao menor desvio à esquerda, pimba: mixórdia  para cima...
Assim, a outra sondagem que anda para aí a correr, não vale nada. Cá para mim, foi inventada...

-Imagens do estado de espírito de cada classe quanto às consequências do integral cumprimento daquilo a que continuam a chamar pacto. As classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, de orçamento  na mão, a ver se safam ou não.

Como resposta à única questão sondada: Qual o sentido de voto, se as eleições fossem hoje:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado estão tão radiantes que votarão como votaram antes. 
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda viva e, tal como na sondagem anterior, a coisa anda distribuída entre os partidos troikanos. Acontece que uns troikanos levam alguma vantagem sobre os outros... troikanos. Lêem o orçamento, declarações, mensagens, apelos e sermões. Olham para o Tribunal Constitucional como quem olha para o Pai de Natal. Quanto a alternativas, nem pensar pois essa coisa de reestruturar a dívida era logo para doer e, assim, vá se lá saber. 
  3. A classe D, 20,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação e votam onde acham que devem votar. Uns até falam na necessidade de nova revolução ou de um susto que acorde quem se julga ainda na classe média...
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    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.