03 fevereiro, 2013

Algo que há muito já devia ter dito... com ar de quem pede perdão


Tenho os defeitos que me apontam mais aqueles que consigo disfarçar e conter... tenho as virtudes que me reconheço, mais aquelas que dizem eu ter. Até aqui, nada de novo e até todos nós nos vemos mais ou menos assim... 
No "Conversa" não tenho nada a esconder e sempre afirmei estar aqui para desassossegar, por isso não posso levar muito a sério quem discorde deste meu estar... Não é pois sobre este espaço que resolvo vir dizer o que já deveria há muito ter dito. É sobre os comentários que por aí faço... É sobre os escritos deixados... São conhecidos por falta de adjectivos, estilo "que belo" ou "que bonito" e por entrar sem cumprimentar e sair sem me despedir, sem beijar, sem abraçar... São conhecidos por entrarem em espaços que deviam ser respeitados ou, no mínimo, interpretar sinais que devia levar em consideração antes de eu próprio deixar o que, no momento, tenha a dizer.  Contudo, sou assim, nada a fazer. Se tenho que pedir desculpa, teria de pedir desculpa por existir...
Mas há uma coisa de que não me podem acusar: passar ao lado de uma ideia ou emoção no espaço que me é (foi) dado...
"...Ser marginal - sê marginal. Afecta a ti próprio o espaço que é para ti e para ti te foi dado. Na intimidade de ti, na reserva de ti, na pobreza de ti. O mais que viesse e te invadisse o teu espaço, que é que te dava? A ampliação do teu rumor na amplificação alheia dele, seria alheio e não teu. A tua voz é breve, não a amplies ao que não é. E o teu pensar, o teu sentir, o teu ser. Não os sejas mais do que és. E então verdadeiramente serás."
Vergílio Ferreira