26 janeiro, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 50 (... sem praxe, não haveria troika))

(ler conversa anterior)
"Praxe: o desejo de obedecer hoje para comandar amanhã" ..."O tipo de cerimónia, jogos e palavreado era muito parecido entre faculdades, muito mais do que o que estava à espera." 
Bruno Moraes Cabral, comentando a sua "Praxis"

As professoras comentavam os excessos e o senhor engenheiro falava do seu tempo. Percebi que tinha, da praxe, uma opinião formada: "As elites precisam de ensaiar a tempera de quem está a ser formado para mandar, começam por aprender a sentir o que sente um humilhado e ofendido para depois treinar a humilhação e a ofensa!" dizia-me com ar convicto.  Olhei-o silencioso e pensativo, depois interroguei:
- "Sem praxe, não haveria troika?..."
- "Sem competências adequadas e almas treinadas, não!"
- "Almas duras, treinadas em actos de humilhação?"
- "E também almas amolecidas, treinadas em serem humilhadas e ofendidas!"
- "A desumanidade é um conteúdo formativo"?
- "Isso!"
- "Estamos então todos nós a ser "pranxados"?
Ele endereçou-me um afirmativo e triste sorriso, e depois mergulhámos os dois na leitura dos jornais, onde confirmámos o que até ali tínhamos dito.

E porque os retrocessos civilizacionais nunca são iguais... quando cheguei da esplanada, fui lembrar: