08 abril, 2014

Minha Alma está pasmada: há uma chamada na primeira página...


É verdade, hoje o Público surpreendeu. Uma vez, sem exemplo? Vamos ver...
"A CDU defende a revogação do Tratado Orçamental (TO)?
Nós defendemos a institucionalização da possibilidade da revogação dos tratados, não apenas do TO. O TO não é, em rigor, um tratado da UE.
Pode ser revogado unilateralmente pelos países.
Há países da UE que não o subscreveram. A desvinculação do TO é uma necessidade, como é a reversão dos tratados da própria UE, concretamente do Tratado de Lisboa, que é profundamente antidemocrático. O Tratado de Lisboa começou com a elaboração do projecto de tratado constitucional, que foi rejeitado, e que foi, de alguma forma, recauchutado em Tratado de Lisboa. Em Portugal, o primeiro governo do PS de Sócrates, prometeu em campanha eleitoral, e depois incluiu no programa de governo, um referendo ao futuro tratado da UE. É interessante recuperar essa formulação do programa de governo do PS, considerando que outra solução não era aceitável, que o processo tinha um défice de legitimidade democrática.
Na altura, foi uma condição negociada que os países abdicassem do referendo para que houvesse acordo...
Nada pode impedir o povo português, se for essa a sua vontade soberana, de se desvincular desse tratado.
Mesmo se isso tiver como consequência possível a desvinculação da própria UE?
As rupturas que defendemos como necessárias com a UE pressupõem uma acção articulada com outros países, começando naqueles que enfrentam dificuldades semelhantes. Sendo certo que não fazemos depender as rupturas necessárias ao país dessa convergência. Mas naturalmente que importa procurá-las."
Ler tudo na entrevista do Público, aqui

5 comentários:

  1. Como sabes a malta também lê recortes de jornais

    Abraço

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  2. Meu caro, a primeira página é para os fantoches e as fantochadas do "governo"... os jornalistas têm de acautelar os seus empregos...

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  3. Meu amigo,

    Não só a revogação do Tratado Orçamental é fundamental, como é necessária a revisão do Tratado de Lisboa, em particular o artigo 123 em que os Estados são obrigados a finaciarem-se na banca privada a taxas de 5 e 6% quando elas próprias se financiam a 1%.

    Um abraço

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