31 maio, 2014

Jerónimo de Sousa disse isso? Mas... qual é a novidade?

A foto acima está mal escolhida, pois vão me dizer: o que é que tem a ver?... Se calhar tem, se calhar não. Nem precisa dar opinião, basta que a formule e fique com ela...
Jerónimo disse, durante a campanha, coisa tamanha: “Até seria mau para democracia que as pessoas, mais uma vez enganadas, fossem votar no PS, fossem levar o seu descontentamento ao voto no PS, porque depois viria a desilusão. E nós pensamos que a própria democracia incorreria em risco porque hoje aquilo que mais aflige os portugueses é a falta de uma política de verdade, de falarem verdade ao povo” Jerónimo disse isso, qual é a novidade? O ser mau para a democracia votar PS? Que as posições do PS são um risco para a democracia? Aí não são ?
Quanto aos inimigos do PS, outros, maiores que o próprio, conhece?

30 maio, 2014

Honório Novo disse isso? Mas... qual é a novidade?

"Uma política e um governo patrióticos e de esquerda", não é uma formulação abstrata, mas será a realidade que lhe dará expressão através de um processo complexo. Nesse, a principal questão, também já teve expressão "Antes de perguntarem com quem a CDU se deve aliar, há uma pergunta que deve ser feita primeiro, aliar para fazer o quê?, para que projecto?" Honório Novo sugere alternativa que passe por aliança entre CDU e PS! Não vejo porque não, até porque cabe nesta última formulação!

29 maio, 2014

A obsolescência da cidadania tem, na educação, raizes profundas...


Este texto não é tese, nem ensaio, nem sequer uma proposta de leitura interpretativa do que está acontecer. É uma mera reflexão despertada pela abstenção. Coloco várias interrogações: se os que não votam apenas afirmam, nessa ausência de assunção de cidadania, um desligar da res pública ou se existem outras deserções no estar social? Está a cidadania obsoleta? E os valores da democracia? Estão os cidadãos habilitados a usar o conhecimento a que acedem? Conseguem estabelecer relações de causa-efeito? Fazer escolhas?
Uma definição, que ajuda - Obsolescência: Redução gradativa e consequente desaparecimento; fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].
Redução gradativa e .consequente desaparecimento.

3. Fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].
Redução gradativa e .consequente desaparecimento.

3. Fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].
Redução gradativa e .consequente desaparecimento.

3. Fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].
Redução gradativa e .consequente desaparecimento.

3. Fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].
Redução gradativa e .consequente desaparecimento.

3. Fim de um processo fisiológico.

"obsolescência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/obsolesc%C3%AAncia [consultado em 29-05-2014].



Vídeo cedido pela Susana

28 maio, 2014

Esclareço: nos assuntos internos do PS, não me meto...


Palavra, nos assuntos internos do PS não me meto, apesar de o "assunto" ser colocado na praça, onde toda a gente passa. Mas devem perceber que não me passa ao lado a acusação de a CDU ter feito campanha a fazer do PS o bombo da festa, o principal inimigo. Não é preciso, é que o PS é o principal inimigo de si próprio...
Dizia João Ferreira, mais ou menos isto: "Antes de perguntarem com quem a CDU se deve aliar, há uma pergunta que deve ser feita primeiro, aliar para fazer o quê?, para que projecto?" Ora no PS não está em causa qualquer quê, mas apenas um quem. É um problema de caras, não de políticas. A selfie demonstra, com todo o cinismo, isso!

Eu, no Prós e Contras, sorrindo de coisas certas como resposta a coisas tontas


O debate, que devia ter entrado antes da eleição, veio fora de prazo. Teria sido útil no prazo certo, pois muito do esclarecimento necessário ao acto, teria, em campanha eleitoral, o espaço ideal. Chega, depois. 
Mas, como a luta continua, nada se perde e tudo se pode transformar...

Estive lá. E o meu sorriso aí está. Se tiverem o mínimo de curiosidade, percebam o meu sorriso... vejam (ou revejam) o Prós e Contras

27 maio, 2014

Manuel Veiga, poeta, Herético - 2

Foram os que estavam e mais os não-ausentes, que os amigos chegam sempre mesmo quando não estão onde querem estar. E foi bonita a festa. De livro em riste, como quem ergue a vida, Manuel Veiga mostra-nos a sua primeira obra. Quase cem "Poemas Cativos" que se libertarão quando lidos (não há amarras para tão irrequietos, densos e belos versos).
"Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam", eram as palavras de Saramago escritas numa das paredes da ampla sala, como pré-anunciando que era aquele o local do nosso (re)encontro. 
Aos meus amigos
No sopro de meus dedos todas as glórias
(Que nestas letras se misturam deuses e criaturas)
Barro que tem reflexo de alturas
Onde germina o Corpo, o Tempo e o Modo.
Infinito-Presente que de tão breve é já Futuro.
Nada de novo no horizonte da palavra que respiro
Pois nada de mim se arrasta neste parto.
Sou além de mim – sou queda e brado!
Partitura que por capricho ou ledo engano
Na música se esvai correndo como o pano
Que aberto se fecha sobre palco festivo...
Promessa mil vezes adiada.
Não me lamentem porém os que de mim colhem
A flor de meus desejos.
Que no bosque esperançoso - em que incauto teimo
Sou vereda e água – e a palavra sussurrada. Ou o vento
Em cópula de Outono sobre as árvores...
Manuel Veiga, in "Poemas Cativos"

26 maio, 2014

O macacão

O macacão é um bicho bem sucedido, e não esconde isso. Serve-se do wrestling político e dos que acrescentam ruído ao ruído, inundando o espaço televisivo. Faz ainda mais: omite quem quer, nesse espaço e nos jornais; inspira discursos quase iguais; dá recados às redacções. A razão da sua satisfação é imensa: consegue essa obra de arte de colocar uma pequena quadrilha, quase sem expressão eleitoral, a influenciar todos os governos, os que tivemos e o que temos. Mas a grande, grande satisfação do macacão é diabólica e, também, resulta de sua obra: colocar o poder nas mãos daqueles que nem se expõem ao voto e conduzir um caminho que desde que foi iniciado nunca foi votado. Ele é o verdadeiro dono desta democracia apoucada. Ele é o verdadeiro dono da conduta da abstenção. Acho mesmo que o macacão se confunde com a própria abstenção. Há quem diga que ele é filho dela, só existe porque a abstenção o permite. Sou mais da opinião que a abstenção é obra do macacão. 
Que fazer?

23 maio, 2014

"A CDU fez do PS o bombo da festa"?

PSD, CDS e PS seguiram as regras do tipo de combates, em que tudo parece que vai acontecer "só para inglês ver"
No meio do wrestling, entre um e outro golpe fictício, onde se acrescenta ruído ao ruído, emerge uma acusação histérica e pífia: "A CDU fez do PS o bombo da festa". A histeria faz sentido, e faz sentido que o PS se sinta atingido, e até ferido. Nesta luta, combinada, o PS quer passar por ser um lutador de esquerda enquanto o PSD/CDS dá a cara, reclamando-se como direita "moderada", que de moderada não tem nada... Mas, indo a contas, PS/PSD/CDS estiveram sempre, e sempre, do mesmo lado... :

  • Apoiaram e apoiam o Tratado Orçamental – peça chave na estratégia de dominação económica e política da UE – rectificado-o na AR.
  • Aprovaram a perda de um deputado ao Parlamento Europeu por Portugal nestas eleições e perdas futuras (possivelmente maiores) face a novos alargamentos da UE.
  • Aprovaram as liberalizações e privatizações de serviços públicos e o aprofundamento do mercado único, com o desmantelamento de mais instrumentos de regulação soberana das economias.
  • Aprovaram a reforma da Política Comum de Pescas, com a sua crescente liberalização do acesso às águas nacionais, do abate indiscriminado da frota pesqueira, da destruição de postos de trabalho e dos segmentos da pequena pesca.
  • Aprovaram os sucessivos Orçamentos da UE e o Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020, com as suas significativas reduções, denunciando a hipocrisia do seu papel na promoção da coesão económica e social.
  • Aprovaram o processo da união bancária, retirando o que resta de controlo soberano sobre os bancos, promovendo a centralização e concentração da banca de acordo com os interesses do grande capital financeiro.
  • Aprovaram a subordinação dos Fundos estruturais à estratégia Europa 2020 e à sua agenda neoliberal, com a promoção do investimento em infira-estruturas privadas ou a privatizar, ou ainda o de promover as (bem nossas conhecidas) parcerias público-privado.
  • Aprovaram todas as orientações decorrentes da implementação da estratégia UE 2020 de desregulamentação das relações laborais e fomento da precariedade, de cortes nos salários e nas reformas e pensões e de aumento da idade da reforma.
  • Aprovaram o aprofundamento do processo de militarização da UE e a sua subordinação à NATO, o relançamento da corrida aos armamentos e a ingerência externa, com a criação de novos instrumentos de desestabilização e violação das soberanias e do direito internacional.
  • Aprovaram o reforço da União Económica e Monetária, com a instituição antidemocrática da "governação económica", transferindo para instituições supranacionais decisões sobre matérias de política orçamental para aprofundar as políticas de cortes no investimento público, nos serviços públicos, os cortes nos salários e mais privatizações.
  • Aprovaram a liberalização do transporte ferroviário e a abertura dos mercados nacionais aos operadores privados, agravando ainda mais a situação de perda de passageiros e de quota de transporte, o encerramento de linhas ferroviárias, a destruição de postos de trabalho e a degradação dos serviços prestados às populações e o aumento dos preços.
  • Aprovaram o aprofundamento da liberalização do comércio mundial no quadro da OMC e os acordos bilaterais, nomeadamente com Marrocos, Colômbia, Peru, República da Coreia, América Central e o início de negociações com os EUA, cujas consequências estão já à vista, com a destruição da capacidade produtiva e de postos de trabalho, o aumento da dependência externa.
  • Aprovaram a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) que aprofundou o rumo de liberalização dos mercados agrícolas e manteve desmantelamento de mecanismos de intervenção no mercado como as quotas leiteiras, persistindo nas escandalosas desigualdades na distribuição das ajudas, o que levará ao desaparecimento de um ainda maior número de pequenos e médios agricultores e da agricultura familiar.
  • Aprovaram o "Céu Único Europeu", fragmentando os serviços e as empresas de serviços de tráfego aéreo, promovendo a degradação dos serviços e a destruição de postos de trabalho, subalternizando a soberania dos Estados na gestão do seu espaço aéreo, sem que tal signifique qualquer aumento da segurança e da qualidade do serviço. Aprovaram a liberalização dos serviços de assistência em escala nos aeroportos, tendo em vista o aumento da concorrência, o que levará à perda de direitos, degradação dos salários e a precarização das condições de trabalho, com a consequente degradação das condições de segurança dos passageiros.
    Ver, mais, aqui

22 maio, 2014

Se Domingo hesitar em quem votar, um pouco de memória pode ajudar...


É bem possível que haja quem hesite, Domingo. Hesite nomeadamente por ter votado nos mesmos de sempre. Se hesitar, um pouco de memória pode ajudar. Não dessa curta memória, a que já houve apelo (sem resposta) para que fosse dita uma, uma só, situação em que PS, PSD/CDS, não tivessem votado juntos. Falo do que "temos" dito desde sempre, falo dessa longínqua memória de 1985... 

Não votar? Quem cala, consente!

21 maio, 2014

Manuel Veiga, poeta, Herético



«...Com Manuel Veiga a palavra depurada, significante, purificada nos textos, flui sem margens e desagua à flor da pele...»
Eufrázio Filipe, disse

Estarei lá, no próximo dia 24, Sábado,
para lhe dar um abraço
pelas 18 horas - Biblioteca Municipal José Saramago - em Loures

20 maio, 2014

O debate que as televisões não quiseram passar - 3

PSD e PS, siameses? Sim, às vezes! ...

Quando se engalfinham, vociferam, se demolem, arrasam, não liguem. Dá-lhes forte mas passa-lhes depressa. Se é preciso ligar ao que dizem? Bom, essa pergunta é complicada, mas vamos ver: se pensam no que dizem, e falam o que pensam, o melhor é registar o dito. Isso, fazer registo. É que muita gente é dura de ouvido e, ainda pior, tem má memória, ou ainda pior, mais que o pior, mesmo, mesmo o piorio, é ouvir e fingir que não ouviu.

19 maio, 2014

O debate que as televisões não quiseram passar - 2

Quando a RTP, a TVI e a SIC, decidiram  não realizar debates, sabiam o que decidiam... João Ferreira era um perigo... não pela capacidade de comunicação, que a tem... não pela fluência da argumentação, que a tem... não pela sinceridade que lhe está espelhada na expressão, que é evidente... é porque a CDU tem projecto e alternativas, e isso incomoda. Ó se incomoda!

18 maio, 2014

Eu, Mouro (melhor que o Mourinho), nem os meus netos convenço...

Eu, Mouro (melhor que o Mourinho) piso e repiso o argumento preciso: "Queridos netos, o futebol é apenas a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que vos deveis preocupar"
Mas pelo que lhes percebo nos olhares, hoje o discurso esbarra!
Está-lhes na cara...

17 maio, 2014

O debate que as televisões não quiseram passar - 1

A dona Esmeralda e a vizinha do 4º andar, a conversar - (20)



SEM MEDIDAS EXTRAORDINÁRIAS QUE O GOVERNO DIZ SEREM TEMPORÁRIAS O DÉFICE ORÇAMENTAL SERIA EM 2014 DE 8,4% E NÃO O DÉFICE OFICIAL DE 4% DO PIB

OS CORTES NA DESPESA E AUMENTOS DE IMPOSTOS SUCESSIVOS, MUITOS DELES ADICIONADOS AOS ANTERIORES, ATINGIRAM 28.247 MILHÕES €
... o valor total – 28.247 milhões € - não deixa de ser chocante pois eles foram subtraídos aos rendimentos dos portugueses numa altura em que a esmagadora maioria das famílias portuguesas faz imensos sacrifícios para sobreviver.
APESAR DOS SACRIFÍCIOS IMPOSTOS AOS PORTUGUESES OS DÉFICES ORÇAMENTAIS ACUMULADOS DURANTE A TROIKA ULTRAPASSARAM OS 34.600 MILHÕES €
Apesar dos imensos sacrifícios feitos pelos portugueses, que sofreram um corte brutal nos seus já baixos rendimentos, o governo acumulou défices orçamentais em quatro anos de troika que atingem 34.646,2 milhões € (corresponde a 16,9% do valor do PIB previsto para 2014) que foram engrossar a divida pública e que terão de ser pagos também pelos portugueses. O valor obtido com o corte na despesa pública e com o aumento de impostos (28.247 milhões €) não foi para pagar a divida, mas sim entregue aos credores (UE, FMI, grandes grupos financeiros), sob a forma de pagamentos de juros que, somados, atingiram 28.528,8 milhões € ...

A REDUÇÃO BRUTAL DAS REMUNERAÇÕES DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA E A DESTRUIÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS À POPULAÇÃO
Entre 2010 e 2014... os impostos aumentaram em quase 4.000 milhões € (em % do PIB, subiu de 22,1% para 25%; o INE refere 25,6% em 2013), mas as despesas com os trabalhadores da Função Pública sofreram um corte de 4.768 milhões € (passam de 12,2% para apenas 9,7% do PIB, um valor inferior à média dos países da UE que ronda 11%), o que provocou uma forte degradação dos serviços públicos essenciais prestados à população agravando ainda mais suas condições de vida. E o investimento público, que já era diminuto, sofreu um corte de 40,1%, o que contribuiu para o agravamento da crise económica e social cuja consequência mais visível é o disparar do desemprego. Eis uma outra consequência da ação da "troika" e do governo PSD/CDS, que este e os seus defensores nos media certamente procurarão esconder.
APESAR DE TANTOS SACRIFÍCIOS IMPOSTOS AOS PORTUGUESES E DA VENDA A SALDO DE EMPRESAS PÚBLICAS A DIVIDA PÚBLICA DISPAROU...
Uma das justificações para a intervenção da " troika " em Portugal e de toda esta politica recessiva e destrutiva do governo PSD/CDS era conter o aumento do endividamento público, o interno e o externo do país. O que aconteceu nestes anos de "troika" foi precisamente o contrario como mostram os dados do Banco de Portugal ...
O AUMENTO DA MISÉRIA E A CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA NUMA MINORIA
A pobreza nos anos de troika não parou de crescer em Portugal. No fim de 2012, 4,9 milhões de portugueses estariam no limiar da pobreza se não fossem as pensões e outras prestações sociais, tendo este número aumentado em meio milhão entre 2010 e 2012. Mesmo após todas as transferências sociais (pensões e outras prestações), mais de 1,9 milhões de portugueses continuavam a viver no limiar de pobreza em 2012. Enquanto a pobreza se generalizava em Portugal para que os credores pudessem receber juros leoninos e o "seu" capital, os ricos ficaram mais ricos com a "troika" e com o governo PSD/CDS. Por ex., o décimo mais rico da população viu o número de vezes que o seu rendimento é maior do que os 10% mais pobres aumentar de 9,4 vezes para 10,7 vezes entre 2010 e 2012. Portugal transformou-se com a "troika" e com o governo PSD/CDS num país cada vez mais bipolarizado, em que uma maioria tem cada vez menos para viver, e uma minoria apropria-se de uma parte cada vez maior da riqueza criada no país. É a vitória disto que a direita quer comemorar no 17 de Maio. A tudo isto há ainda a acrescentar a generalização do trabalho gratuito na Administração Pública, o corte de salários e pensões, o corte do pagamento do trabalho extraordinário para metade, o embaratecimento dos despedimentos e, mais recentemente, a caducidade prematura dos CCT para baixar os salários futuros.
O RETROCESSO DA PROCURA INTERNA, NO INVESTIMENTO E DA RIQUEZA CRIADA EM PORTUGAL DURANTE A TROIKA QUE FEZ O PAÍS REGREDIR VÁRIOS ANOS 
Entre 2010 e 2013, portanto durante o período da "troika", registaram-se retrocessos significativos (equivalentes a vários anos) em áreas fundamentais para o desenvolvimento do país, como são procura interna (-13,7%), o investimento (-28,7%) e a criação de riqueza (-5,7%), e para o bem estar da população como é o consumo (-10,2%). O próprio DEO: 2014-2018 reconhece que serão necessários vários anos para o país alcançar o nível que tinha antes da "troika" e do governo PSD/CDS...
OS MITOS DA DIREITA SOBRE O CRESCIMENTO ECONÓMICO, E A "TROIKA" CONTINUA EM PORTUGAL SOB A DESIGNAÇÃO DE "PACTO ORÇAMENTAL" E GOVERNO PSD/CDS
Um dos mitos construído pela direita, pela "troika" e pelo pensamento económico único dominante nos média é que era possível a recuperação e o crescimento económico em Portugal com base nas exportações, e destruindo o poder de compra da população. A realidade veio desmentir tal teoria. Mesmo a recuperação anémica da economia que se verificou nos últimos dois trimestres só foi possível com reanimação, embora muito pequena, da procura interna. Enquanto a economia assentava no aumento das exportações, ela não parou de se afundar. Para além disso, e como já tínhamos advertido, qualquer pequena reanimação da economia determinaria o disparar das importações, até porque milhares de empresas foram destruídas pela ação da "troika" e do governo PSD/CDS. Os últimos dados do INE, já referentes a 2014, confirmam e reforçam tal conclusão.
Ler aqui texto integral, de Eugénio Rosa

16 maio, 2014

O PS é o amigo principal de quem? (2)

"Eles que nos venham dizer um exemplo, um só, de algo verdadeiramente importante para o país, algo com impacto na vida nacional, matéria legislativa que tenha sido decidida no PE nos últimos cinco anos e na qual PS, PSD e CDS tenham votado de maneira diferente"
João Ferreira, cabeça de lista da CDU, citando o estudo divulgado pelo "Público"



15 maio, 2014

O PS é o amigo principal de quem? (1)

Se forem desfulanizar o que estão a escutar, percebe-se quem é, para cada um, o inimigo principal e também quem é amigo de quem... Se quiserem, podem saber tudo o que os quatro disseram, cada um junto da cara dos outros, é aqui e vale a pena.

14 maio, 2014

Considerando o que tenho considerado, aqui e em muito lado, que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar, hoje estou dividido na hierarquia. Quem me havia de dizer, ter de perder, assim! (mas não liguem, isto passa!)


...E QUEM PÁRA DE VOAR?

Mudança de visual. O resto - a Missão e a Luta - permanece igual (2)


De vez em quando acontece. Não mudo de juízo, nem de alma, nem de cara. Mudo de "perfil", sem saber exactamente o que isso seja. A mudança é apenas do visual. O resto - a Missão e a Luta - permanece igual. Depois de ser Clistenes, com dúvidas legitimas por essa escolha, resolvi regressar à opção que colocara então. Hesitei entre ele e Solon. Hoje decido-me por este ter produzido lei que além de perdoar dívidas e as hipotecas que pesavam sobre os pequenos agricultores, aboliu a escravatura por motivos de dívida. Razão forte, pois. À opção junto uma citação:
"As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insectos e são rasgadas pelos grandes."
Eu, Sólon

13 maio, 2014

Ena com canudo, vale tudo!

Fundada na segunda metade do século XVIII, a quinta do Marquês de Pombal, no centro de Oeiras, tem a sua área nobre, a chamada Quinta de Baixo, onde se encontram os jardins e o palácio, classificada como monumento nacional desde 1953. Adquirida em 2004 à Fundação Gulbenkian pela Câmara de Oeiras, esta parcela da propriedade acolheu até há poucos anos o antigo Instituto Nacional de Administração.
Os restantes 80% da quinta, a chamada Quinta de Cima, "vai por água abaixo"?

11 maio, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 62 (Talvez a Mafalda se engane...)

(ver conversa anterior) 
"O que a televisão não mostra, os jornais não falam e os comentadores omitem, existe. Existe sim senhor, e vai-se impor !" - Rogério Pereira

A Gaby nem deu pela minha chegada, tão entretida estava. Na esplanada, só eu e ela. O velho engenheiro enviou-me uma mensagem enigmática e dela só entendi que não contaria com ele para as habituais tertúlias dominicais. As outras professoras, pelo adiantado da hora, deviam ter trocado aquele estar por um qualquer outro lugar. Sorrateiro, aproximei-me convencido de que a Gaby não me iria levar a mal por eu a espreitar. Aconteceu isso, quando deu por mim esboçou-me um sorriso. Estendeu-me o iPad, "Quer ver? o João Ferreira está com uma capacidade de expressão de tal forma incrível que nem dei pelo tempo passar. Compactou 21 minutos de entrevista em 2 ou 3 minutos da minha vida.
Sentei-me na mesa dela, e enquanto eu via o que ela me sugeria, seguia-me a expressão com uma cumplicidade inesperada... Depois fomos comentando o que Marcelo dizia, as reflexões da Mafalda e a certeza, de ambos, em que tarde ou cedo seria rompido o cerco de silêncio...
 

10 maio, 2014

09 maio, 2014

Por uma outra Europa!



Eu, 
se bem se lembram, 
decido em função do meu sentir e do meu juízo. 
Para qualquer pública ou intima decisão, Minha Alma e Meu Contrário, lá estão, na contramão dos partidos do arco do sofrer
por uma outra Europa, mais amiga dos povos
mais justa e sem humilhados nem ofendidos. 
Por uma saída, verdadeiramente... limpa!



 

08 maio, 2014

Poesia (uma por dia) - 63


Acordemos!
Acordai
mulheres
que dormis
embaladas
por almas
desalmadas
desenhadas
nas passarelas da vaidade
nas capas das revistas
na ausência da cidade
na omissão dos dias
na mingua dos afectos
no silêncio da fome
que nos consome

Acordai
almas de vestes finas
de fino recorte
de lânguida aparência
na transparência
dos gestos ausentes
dos gestos dormentes
dos gestos mansos e quietos
das mulheres que dormem
em teu regaço

Acordai
Filhas, esposas,
mães
avós
 
Acordai
acordemos, todos nós

Rogério Pereira

07 maio, 2014

Redacções do Rogérito 19 - "A Guidinha é uma prima minha"

Tema da redacção: "SLB"

Quer o pssor  que a minha redação seja porque o SLB é campeão mas o SLB já tem outra taça na mão e assim eu acho que o pssor é pessoa que está desfasada porque determina que o tema seja um quando já se festeja outro contudo não é propriamente com isso que me importo e o que mais me incomoda é que nesta escola só se dá importância ás coisas importantes de entre aquelas que não têm importância nenhuma como é comum nos adultos que pouco se interessam pelos putos pois se fossem coisas do interesse das crianças ninguém teria efusivas alegrias e até acho que era mas era mais para chorar como aquela senhora amiga da dona Esmeralda e da vizinha do quarto andar que apareceu lá na escada a dizer que a família estava toda desempregada e que a filha mais nova tinha fome e que ela não tinha nada para lhe dar e o que acho é que o pssor é como aquele outro senhor que quer que se festeje uma saída limpa quando a gente toda ainda a fazer contas a quantas saídas limpas ainda temos que festejar até a verdadeira saída limpa chegar o que irá por certo acontecer quando eu for adulto mas o pior é que ainda me falta muito e eu não sei se posso esperar e se a filha daquela senhora que anda lá pela escada se consegue safar da enrascada da filha chorar com fome. 
Para terminar só queria desejar que o pssor e a escola e a vizinha do quarto andar e a dona Esmeralda se passassem a preocupar com as coisas verdadeiramente importantes que se estão a passar sem esquecer que o SLB é mesmo quem deve sempre vencer e da mesma opinião é uma menina chamada Guidinha que até por acaso é uma prima minha!
Rogérito
________________________________
Dois aspectos relevantes: primeiro, dei porque a Guidinha passou para a ribalta, o que é uma boa noticia depois de muitas redacções do Rogérito (a primeira redacção já foi há um tempão); segundo, o Rogérito aparece de laço, em homenagem a um homem de coragem que ainda o usa, abençoado Baptista Bastos!


05 maio, 2014

As palavras ainda não perderam o sentido...

«...O PCP reafirma que não há saída para os problemas nacionais nem possibilidades de um desenvolvimento soberano e independente ao serviço dos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo sem a imediata renegociação de uma dívida insustentável, renunciando à sua parte ilegítima e impondo um serviço de divida compatível com o crescimento económico; sem a renúncia ao Tratado Orçamental e às suas imposições de expropriação de poder orçamental aos estados-membros e de fixação de objectivos para o défice ao sabor dos interesses das potências que hegemonizam a integração capitalista da União Europeia; sem a derrota deste governo, a sua demissão e a convocação de eleições; sem uma ruptura com a política de direita que há 37 anos ora por mão do PS ora pelo PSD, com ou sem CDS, arrastou Portugal para a actual situação; sem a concretização de uma política alternativa patriótica e de esquerda que recupere para o País o que é do País, devolva os salários e direitos roubados, afirme a soberania e a independência nacionais...» 
João Ferreira, cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu

04 maio, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 61 (seremos a mãe que tivemos)

(ler conversa anterior) 
Estou sózinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada

José Afonso (ouvir)

Por vezes, da alma me sai  
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou quase tua mãe
Rogério Pereira

Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:
- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.
- "Não é mãe quem quer, mas quem soube ser", disse, antes de me despedir.

03 maio, 2014

Diário de um eleito - (7)


A foto refere-se a uma notícia feliz, de 2010. Escolhi-a para dar uma noticia surpreendente. Ontem esqueci de acrescentar que Minha Alma, enfim, se deixou fardar. Desta feita, trata-se de uma farda branca, melhor dizendo, uma bata. Isso, uma bata branca passou a fardar-me a alma. Verdade! Eu explico: a Assembleia de Freguesia elegeu-me, por unanimidade, representante da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias na Comissão Municipal de Saúde. E aqui estou eu a dar-vos a noticia e a fazer jura de que neste concelho, onde tanta gente procura ginásios e o passeio marítimo com ânsia de morrer saudável, passarei a alargar os meus actos de cidadania às questões da saúde. E são tantas... Passarei a ter um papel representativo de um órgão do Poder Local na defesa de uma das maiores conquistas de Abril. Se a noticia da foto foi uma noticia feliz, não a deixarei tornar-se um pesadelo (tendo de confirmar primeiro se já não o é). Fica a jura!

02 maio, 2014

Diário de um eleito - (6)


Entre uma data e outra, meteu-se esta: 29 de Abril, a testemunhar que se deve à primeira o feito de ocorrer uma Assembleia de Freguesia com comunistas eleitos. Dois, em vinte e um. Uma minoria, mas que dá para influenciar quem, connosco, se puser do lado certo. Das iniciativas que consideramos certas, também não enjeitamos apoio. Aconteceu com uma iniciativa do PS. Um texto bem desenhado a saudar Abril, que subscrevemos. Aliás, foi subscrito por todos. Para espanto nosso, as forças políticas que suportam o governo, subscrevem um texto que se insurge  contra o desvario que por aí vai e contra o neoliberalismo desenfreado. Se não é incoerência ou mera distração é louvável pronuncio de rupturas esperadas, quem sabe?
Também apresentámos uma saudação, com um texto quase integrando o que ouvimos de outra gente, dias antes, na Sessão Solene realizada na manhã de 25. O texto saudava os militares de Abril, os constituintes e o Poder Local Democrático. Aqui, aconteceu outro espanto, quem votou na constituinte contra a Constituição estaria disposto agora a votar tal saudação. Tal "apenas" não aconteceu porque os pressupostos estavam... desajustados.

Quando chegou a altura de votar as contas do exercício passado, votámos contra. Aproveitando a opinião do Presidente editada num jornal local, fiz ironia.

«Não é uma mega freguesia, é uma mini Câmara Municipal... com um micro orçamento»

... e terminava assim a declaração de voto:
«Dê o executivo, futuramente, prova de vontade politica em romper com esta penúria de recursos financeiros, com este esvaziamento de competências, e a CDU inverterá o sentido do seu voto. Entendam, por isso, os colegas de outras bancadas, que esta posição é, antes de mais, um apelo à mudança.»

01 maio, 2014

1º de Maio - (2)

(Quase) sempre o fotógrafo fica de fora, estando dentro. 
Enquanto isso, a troika troicava, a UGT festejava, 
Passos dizia coisas e Assis, também... 

1º de Maio (1)

Existem voos que espantam, outros que estimulam, outros ainda que, parecendo desafiar, nos fazem voar. 
Não me perguntem pelo óbvio, obviamente que falo disso... mas falo também do voar colectivo, da entreajuda, da paciência, da persistência, da capacidade de sofrimento e de alegria e, sobretudo, do saber resistir e lutar em minoria. Voemos!