06 junho, 2014

"Da Peste à Centelha", cumprindo uma promessa



Frequento um espaço que só hoje recomendo. Lá, um dia, lendo um texto bem articulado e escrito, não me contive e deixei lá a promessa de o divulgar. Não o fiz de imediato, e aquilo que prometemos quando não logo o fazemos tende a ser esquecido. Passado tempo, ontem, outro texto bem articulado e escrito. Pensei, agora não adio nem hesito, recomendo.
Não quero cometer a injustiça de falando do Bruno esquecer o outro. Escreve que até ferve. Vejam só:
"Na minha opinião, a esperança não cabe nos movimentos de luta. A esperança é uma expectativa passiva que traz à luz da realidade a absurdidade da nossa relação com o mundo das coisas. A esperança é, sim, sem dúvida, a própria inutilidade. A esperança é um exercício de futurologia em estado de espera. Migremos a esperança para o canto das desnecessidades, e abracemos a força dinâmica da acção e da razão. Não fiquemos à espera dos frutos, produziremos a satisfação das nossas necessidades pela capacidade dos homens. Por cima da realidade absurda, construiremos a realidade humana em todo o seu esplendor.
A esperança é para os ineptos, a razão estará do lado dos agitadores."