16 julho, 2014

Lula, Dilma, a "Copa do Mundo" e... o resto (7) - [ou, assim se vê, a força do PT]


O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, deu conta de que o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 mostrava que cerca de 74% dos municípios brasileiros (ou 4.122 deles) se encontravam nas faixas de Médio e Alto Desenvolvimento Humano, enquanto cerca de 25% deles (ou 1.431 municípios) estavam nas faixas de Baixo e Muito Baixo Desenvolvimento Humano. 
Para mim não era surpresa, assim como não era surpresa que o desenvolvimento do Brasil, impressionante nos últimos 12 anos, se quedou em níveis quase anémicos de 2012 até à data. Tirar um país da pobreza, por melhores e mais justas que sejam as políticas nacionais, esbarram na ordem mundial, onde o neoliberalismo dita as regras e as instituições do imperialismo asseguram que estas se apliquem. 

Apesar de Lula e Dilma considerarem «Fizemos em 11 anos o que eles levaram 100 - “Eles pensam que o povo não tem memória”» a verdade é que o Brasil continua a necessitar de continuar políticas e programas de desenvolvimento, como resposta a reivindicações legitimas do povo. Entretanto, a burocracia e problemas sociais que ainda permanecem garantem “matéria-prima” a qualquer um que queira acusar governantes de não estarem sabendo levar a cabo esses programas. São problemas de licenças ambientais, de contestações na Justiça e de pessoas em situação de fragilidade social. E tal foi aproveitado durante a copa. Mas as forças que apostaram nesse aproveitamento estamparam-se completamente: 
Primeiro, apostaram que o Governo seria incapaz de levar por diante tão importante evento, e dessa forma algumas forças cometeram suicídio político;

Segundo, a copa não só foi um sucesso como tal sucesso foi aproveitado pelo Governo de Dilma como montra do anúncio de uma aliança que alterará a ordem mundial e possibilitará ao Brasil ultrapassar as amarras do FMI e as regras estabelecidas pelo sistema financeiro que estrangula o desenvolvimento dos povos e os tem mantido em níveis inaceitáveis de empobrecimento e de dependência. 

Os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) assinaram acordos que classificaram de “históricos”, na tarde de terça-feira (15), em Fortaleza e discursaram sobre alternativas ao sistema internacional e o fortalecimento do Brics, sublinhando posições importantes para a política internacional, pontuadas na Declaração e Plano de Acção de Fortaleza.

“Estamos crescendo de modo verdadeiramente inclusivo. O Brasil conduzirá o Plano de Ação de Fortaleza, como presidente de turno do Brics, em coordenação com outras nações, especialmente em nossas regiões,” disse a presidenta. “Temos um desafio à altura das expectativas de nossas sociedades: é nossa obrigação e responsabilidade buscar resultados que tenham um impacto real nas vidas dos nossos povos.” - Dilma Rousseff, presidente do novo banco dos BRICS 

“Trabalhamos conjuntamente para resolver uma das questões mais relevantes da modernidade. Atingimos vários resultados importantes desde a última cúpula, atingimos nossos objetivos de curto prazo, como o banco para desenvolvimento, que vai assentar as bases para grandes mudanças macroeconômicas. Uma cooperação mais estreita entre os países dos Brics vai nos permitir realizar planos grandiosos de desenvolvimento.” - Presidente Putin 

“Devemos fazer uma evolução importante em relação ao CRA e para promover melhores resultados da nossa cooperação, trazendo benefícios mais tangíveis a nossas populações.” - Presidente Xi Jinping 

 “Estamos muito preocupados pelo recente escalada da violência e da insegurança, com grande perda de vidas, entre Palestina e Israel. Os Brics devem continuar a apoiar uma iniciativa urgente para trazer de volta a esta crise política uma solução negociada. Concordamos que a solução de dois Estados, de Palestina e Israel, vivendo em paz, lado a lado, é a única forma para estabilizar o Oriente Médio.” - Presidente Zuma 

"a cooperação entre os países do Brics continua crescendo, com esforços para “restaurar um clima de paz e estabilidade”. Para ele, os Brics devem desempenhar “um papel proativo ao modelar um discurso global de desenvolvimento”, para manter o foco em eliminar a pobreza e promover a segurança alimentar, com reformas profundas a instituições como o FMI e o Conselho de Segurança, descentralizando a discussão e levando-a à população, principalmente à juventude, incentivando a inovação e promovendo maiores contatos culturais e educacionais. “Nosso bem maior está no aprofundamento dos nossos lados” - Presidente Modi

DEPOIS DESTA COPA, NADA SERÁ COMO DANTES
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