11 outubro, 2014

Ena, com catano!, mais de 100 000 visitas em menos de um ano!

imagens de um universo diverso, colhidas na pesquisa "google": «Conversa Avinagrada»

Parece ter sido ontem que afirmava olhar para este meu espaço como se fosse um livro inacabado, um diário onde dia-a-dia me acrescentava e me expunha, e, no entanto já lá vai quase um ano... O tempo passa e nem sempre damos por isso. Mas desta janela, a que chamam "blogoesfera", damos pelo que vai acontecendo, vendo, lendo, escrevendo. A escrever é que se aprende pois se interioriza o como pulsa a vida. O compromisso da escrita, obriga a, mais que olhar, ver; mais do que ler, entender o que os outros, querem dizer. Quando deixo um comentário, arrisco no que deixo escrito. Quando faço um post, não espero que toda a gente goste mas que muita gente me leia. Se quero criar opinião, corro sempre o risco de afrontar um amigo ou de este me considerar "deselegante, precipitado e "autoritário", sem o querer ter sido. 
De amigos, alertam-me para os estar a perder. Talvez. A única certeza que tenho é que é a blogosfera que os vai perdendo. E isso me deixa entristecido. Não são as quase trezentas visitas diárias que me fazem esquecer a "deserção" da escrita. Quanto aos amigos, repito um texto há muito editado, que mantém a mesma actualidade que o sentimento de amizade:
"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"