08 janeiro, 2015

Semeou-se vento, colheu-se tempestade; semeou-se tempestade, colheu-se o ódio; semeou-se o ódio e continua a colher-se o petróleo... Diz-se que é mais barato?

(mapa desactualizado. a partir de 2002 tem sido mais clara a intervenção dos EUA e da Europa, na região)

Lido por ai:
«Todos somos Charlie, mas o mundo não é Charlie. Indignar-nos-emos, justamente, perante o fanatismo revelado por este e por, possivelmente, próximos eventos. Justamente, mas debalde: o motor do carro funciona é a petróleo.» - in "A causa das coisas"

«...este é o momento de confrontar a União Europeia, a NATO e o governo francês em particular com as suas imensas e determinantes responsabilidades no crescimento de uma nova "jihad" que agora (e uma vez mais) lhes rebenta nas mãos; é tempo de lembrar que em 2012 foram capturados na Síria cerca de duas dezenas de agentes secretos franceses que apoiavam no terreno o "Exército Livre da Síria", uma das facções da "jihad" que destruiu e destrói um dos únicos estados laicos da região; é tempo de lembrar que em Abril de 2013 a União Europeia decidiu comprar às claras petróleo aos "rebeldes" que haviam tomado para si - e para o financiamento da sua "jihad" - poços de petróleo que pertencem na verdade ao povo sírio; é tempo de lembrar que o governo francês foi um dos elementos chave no esforço de guerra da NATO na Líbia - um dos paraísos do novo jihadismo itinerante -, e que boa parte daqueles que hoje ameaçam vidas inocentes em todo o mundo fizeram nesse contexto de guerra a sua formação (para)militar.» - in "Não, não somos todos Charlie Hebdo"

«Je suis charlie, pas des autres qui pleurent cyniquement» - aqui