31 agosto, 2015

Gioconda: o sorriso transformado e o meu questionário

Conta quem viu que foi mesmo assim que a Gioconda se comportou!
E quando foi que aconteceu?
  1. Enquanto o Marcelo dizia ser Jerónimo de Sousa uma pessoa encantadora?
  2. Enquanto acompanhava a última intervenção na tal universidade de verão?
  3. Depois de ouvir o ex-deputado do CDS a explicar porque aceitou o convite do PS?
  4. Depois de ler o enésimo apelo ao diálogo, feito por Cavaco?
(aceitam-se respostas múltiplas)
___________
PS - Haverá quem sugira outras situações ou alternativas, mas foram rejeitadas. Nessas passagens, a Gioconda limitou-se a sorrir com aquele enigmático sorriso de quem percebe que só viriam acrescentar ruído 
 

30 agosto, 2015

Rentrée? E isso quer dizer o quê?

Só regressa quem deixou de estar e isso não tem a ver connosco. Sempre estivemos, porque a luta não tem interregnos nem segue dentro de momentos...
"Levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer". Faz crescer o corpo, a alma e a Festa. No acampamento, todos se levantaram cedo e cedo se levantaram os que residem perto... depois é o trabalho. Jornalistas?, nem vê-los pois que andam ocupados por outras paragens por exigências de agenda, da manipulação, da omissão...
Ontem o dia foi como as fotos mostram, onde a própria arte toma partido...


... e Jerónimo de Sousa enalteceu e saudou a multidão que ali se juntou, e foi assim


29 agosto, 2015

Poesia (uma por dia) - 79

 

AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS

Bertolt Brecht
(Tradução de Fernando Peixoto)

É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
Uma palavra sem malícia é sinal de tolice.
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ri
Ainda não recebeu a terrível notícia.

(Este poema citou Cid um dia
e hoje chegou a vez de Maria)

27 agosto, 2015

Tiros no coração...

imagem tirada a quem há muito se ausentara

Mauro está-me na memória, assim como muitos amigos. Nunca apaguei ninguém no coração, nem me fui deixando de me importar, de querer bem... Ninguém me morre cá dentro. Ao contrário, admito que eu próprio tivesse sido morto, assim, no coração de quem me tinha em estima. Por culpa minha. Talvez com toda a justiça.
Assim, um dia terei sido a pessoa que morreu
como Mauro escreveu

ou simplesmente jazo esquecido

26 agosto, 2015

A propósito de interregnos: os entendimentos seguem dentro de momentos

O texto acima (do Público, hoje) é longo, mas não resisto em acrescentar isto:
enquanto as guerras, se longas, proporcionavam tréguas, para os do tal "arco", os entendimentos requerem interregnos para escaramuças eleitorais (já lhes chamei wrestling).  Em meados de Outubro eles irão às festas uns dos outros e no próximo verão, lá estarão!

25 agosto, 2015

"Avante", o antes e o durante... Falta o depois? Pois!

O "antes", antes mesmo, era relvado a esmo. Este "antes" já tem (muito) trabalho incorporado. O "durante" (foto ao lado) já dá uma ideia do que será o trabalho acabado. Esse virá no "depois". Daqui a uma dúzia de dias... 
Eu e os que se juntam fazemos de tudo o que podemos. Os mais idosos e empenados (entre os quais me conto) somos os abastecedores de pregos, martelos, serras, réguas, grampos e tábuas várias para serem traçadas e serradas. Quem tem músculos ergue tubos e placas e as mulheres vêm pintá-las conforme o plano que lhes define as cores. E o que fazem os muitos jovens? Detalham pormenores, içam lonas, painéis e estendem toldos. Todos trabalham. Todos!

E assim se constrói a "cidade-de-todos-os-afectos". Ponha lá na agenda, venha usufruir  o que estamos a construir. É "A Festa que vale a pena!" 

24 agosto, 2015

A dona Esmeralda e a vizinha do 4º andar, a conversar - (27) ["Tal como a pescada que antes de o ser já o era"]

Vizinha do 4º andar (como quem não queria acreditar) - Ó dona Esmeralda!, sabe? Aquela senhora que é professora? Ela estava azedada lá no "Conversa Avinagrada"!
Dona Esmeralda (também admirada) - Não pode!... Ela não gosta de Pink Floyd? 
Vizinha do 4º andar (a gesticular) - Não era esse o assunto, era o outro! Aquele dedicado a um amigo de que ele não se terá esquecido! Ela foi ao link... e não gostou nada de ler... tá a ver?
Dona Esmeralda (sem perceber nada) - Não, não estou! 
Rogérito (interrompendo naquele preciso momento) -Se calhar pressente, que o PS faz ao próprio PS aquilo que o PS tanto acusa a nossa gente! Ele é a Maria, ele é o Nóvoa, ele é o Neto, e não sabemos qual o candidato predilecto. 

23 agosto, 2015

Tributo Pink Floyd (The Great Gig)

Ninguém canta como Roger Waters! A voz de David Gilmour é única! Mas tê-los dois-em-um é obra, e tivemo-la. Os Pink Floyd são inimitáveis? Talvez, mas lá que o som sai como se eles estivessem ali, lá isso sai. O grupo chama-se o que se lê lá atrás, no cartaz. Ponto alto no concerto? Vários!, mas destaco o tema que sempre me fez lembrar Garcia Lorca (e as meninas foram responsáveis isso).
O final foi monumental. 
Banda, obrigado! Foi bom ter estado!

"Não se esqueça do Cid". E não me esqueci!

O mail de um comum amigo era sucinto: Não se esqueça do Cid! E respondi que não me esqueceria, tendo o cuidado de confirmar o dia. Como poderia esquecer alguém que teve o passado que teve, que continua a "voar fora da asa" e para quem as "palavras são armas"?

21 agosto, 2015

O Quarto Poder? Vou ler!


e já agora, um apontamento sobre o autor... e sobre o que ele tratará no livro 
e que explicam muito do que se passou no passado domingo

20 agosto, 2015

Em 49 anos, ainda não aconteceu!


Ainda não aconteceu!
Há coisas que vejo
e acho impossível que me aconteça o mesmo:
primeiro, flora? cá em casa nunca a confundimos com fauna;
segundo, quando sonho... não falo, ronco;
terceiro, sorrio-lhe o dia inteiro!

Se assim não fosse, já o teria confessado
em data atrasada
noutra, ou no ano passado
49 anos, ainda não aconteceu
Digo eu!

19 agosto, 2015

Os indiferentes e os suspiros dos submissos...

"Nunca teria havido evolução se a indiferença fosse um valor da espécie humana",diz-lhe o homínidio
«... Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes. A indiferença é o peso morto da história. (...) A indiferença actua poderosamente na história. Actua passivamente, mas actua.(...) Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu?... »
"Os Indiferentes", António Gramsci (ler tudo in Voar Fora da Asa)


17 agosto, 2015

Brasil, nação filha. Brasileiro, povo irmão... Práticas semelhantes de manipulação... (2)

Tem este espaço, o "Conversa..." inspiração no Conversa Afiada (Caf). Disse-o desde o principio e repeti aqui, quando o tratei por "blogue-pai". Expliquei então porquê.
Feita esta introdução, recorro à Caf quando as primeiras páginas dos nossos jornais de referência seleccionam para destaque o mesmo tema. Vale a pena. Percebo o que se orquestra...
Antes de darem uma espiada para encontrar um só negro ou mulato (vá lá, dois ou três) entre os  exaltados manifestantes*, vejam a TV Afiada e o Amorim falando de sondagens... assim:


*Procurem aí um só negro e apontem-mo a dedo!  
(Em 2010, de acordo com o censo, os brancos constituíam 45,53% da população brasileira.)

16 agosto, 2015

Avante, erguedores da cidade-de-todos-os-afectos (2)

A Ana era rigorosa nas medidas tiradas, no traçado delas, na colocação da régua, nos grampos que seguravam esta e, depois, no corte. Era vigorosa a manejar a serra. Serena no modo operatório. Parecia que não fizera outra coisa na vida, o que contrastava com as vestes que trazia e com o ar com que ia dizendo o que dizia. Enquanto trabalhava, olhava-a longamente e uma certeza, que já tinha, se reforçou: "Esta é uma juventude diferente!"
Sorriu, até parece que me ouviu.
(saiba mais)

15 agosto, 2015

«Povo que cais descalço»


"Um país abandonado, deixado à mercê de um destino que não se vislumbra no horizonte. Um povo descalço, que cai a cada passo que dá, empurrado por uma gigantesca mão feita de aço. Paisagens inóspitas arrancadas, à força, do coração de que é feito esta gente. Um coração que bate, forte, indestrutível. O povo que cai, mas que se ergue sempre após cada queda e continua a caminhar. O povo que é o país, o povo que somos nós. Todos." - Dead Combo, na Festa

13 agosto, 2015

Diogo, o seu bolo... e outro dia histórico.

Todos os dias são dias históricos e hoje, 13, não falhou a regra. Foi maior ainda a balburdia do que houvera sido quando o herói entrou em angústia... hoje... nem a cobra o assusta!
 (o bolo estava bom, a avó esmerou-se)

11 agosto, 2015

Noticiários pirómanos e editoriais enganosos...


Resultado de imagem para conversa avinagrada Noticiários pirómanos e editoriais enganosos…
Temos, além do mar, uma outra riqueza imensa. O mar não arde. A outra, sim. E deixa a paisagem assim.  Podiam os noticiários diários remeter-se apenas a mostrar o que servia para revoltar, mas opta pela alternativa e mostra a chama alterosa, viva. Todo o desastre tem a sua inabalável estética. Portinári usava-a  para denunciar a geopolítica da fome e Picasso para pintar a Guernica. Nem um nem outro deixavam margem para se apreciar ou motivar as forças que causaram o horror...
As televisões bem podiam dar o impacto do facto e denunciá-lo. Bem podiam dar o bilhete de identidade do ardido e da propriedade depois de ardida. Os caminhos de acesso não estão abertos, quem os não abriu? O material lenhoso e o mato seco são o pasto para as labaredas, quem os não limpou e recolheu? A incúria e o desleixo são adjectivos aplicáveis a nomes. Quais? Quem? Que instituições?
Hoje o "Público" dava importância ao assunto, trazendo-o para o seu editorial. Lá se lia : "O que afinal está em causa é uma estratégia errada, que coloca os bombeiros e não os silvicultores no centro da discussão sobre os perigos para a floresta." Nada mais errado, há quem não deixe arder um só metro quadrado enquanto outros a deixam arder por todo o lado. 
E também nós vamos ardendo, mas... em fogo lento.

Porque foi relembrado hoje... de dois mil e doze


POEMA A DUAS MÃOS
(Semear no mar, colher em terra)
O som das gaivotas desfiando a tarde
O fundo do horizonte a rendilhar
A névoa que se avista
O delírio do mar em convulsões de marés
O desvario da imaginação
O sonho que os olhos do poeta pintam
Sonho sem o ser?
Vá se lá saber...se nem ele sabe.

Sabes, poeta?
Ainda te espero, a declamar
Versos resgatados das areias e
levantados do chão.

Rogério Pereira / Piedade Araújo Sol
(sobre um comentário semeado em "Esta noite" em 6 de Novembro de 2012 )

10 agosto, 2015

Metáfora

A luz que assim vês
até a podes neutralizar
com os pés
Mas mesmo que lhe sequem a água
ela continuará lá,
não se apagará
até que seja dia!

09 agosto, 2015

A família é o último reduto? Ou o primeiro?

De erguedor de torres de todos os afectos até à fruição dos que me são dados por filhas, genros e netos. E são tantas as minhas famílias, que não fazem sentido determinadas perguntas...

08 agosto, 2015

Um governo, uma maioria, um presidente e... afinal... também uma central "sindical"

"Nós temos que dizer bem daquilo que há que dizer bem.", disse o trambolho, antes de me piscar o olho, com aquela arrogância de quem sabe ter as costas quentes...
daqueles lados só me saem duques destes!

06 agosto, 2015

Hiroshima, ele perguntou «porquê» e saiu sem que a resposta lhe fosse dada...

O Diogo jantou connosco o que acontece com frequência. A televisão ligada, coisa mais rara. Um documentário lembrava a data assinalada. E ele seguia o que ouvia, e perguntava, e perguntava: "foi uma bomba?", "Morreram mais de oitenta mil?","Era a maior bomba do mundo e era pesada?", "Morreram mais de oitenta mil?", "Aquilo era uma cidade?", "Morreram mais de oitenta mil?"... saiu sem saber a resposta a uma pergunta que o documentário não deu: "Porquê?"... e saiu sem ter visto os corpos queimados e estropiados.
Às respostas não dadas relembro um texto de Saramago sem eu mesmo ter a certeza da resposta:
“…Gosto da luz do dia, da claridade, do aperto de mão de um amigo, de uma boa palavra reconfortante, gosto da esperança, amo o amor, amo a beleza das coisas e das pessoas (que todas são belas) – mas tudo isto me pode ser tirado de um momento para o outro. Em todo o mundo há mísseis apontados para todo o mundo, por cima do mundo cruzam-se aviões com bombas nucleares capazes de derreter o mundo, em certos sítios do mundo estão guardadas bactérias suficientes para exterminar a vida em todo o mundo."
José Saramago, in "Planeta dos Horrores"

E nem continue a dizer que desliga, que nem os ouve ou vê ou lê. Eles continuam lá, o tempo todo... e se tem a TV ligada, nem precisa escutar nada, basta que oiça e a mensagem subliminar passa. Estão lá! Continuam lá!

Não há muito tempo editei um post mais ou menos como este, demasiado parecido com este. O DN, reconhecendo que era um tiro no pé propalar que ajudava a manipular, deixou de publicar os rankings semanais. Eis senão quando, alguém que não deixa escapar nada e outros que "andam sempre a pau" não perdoam e divulgam o que a imprensa esconde. E não é que são (quase) os mesmos?

Pedro Passos Coelho, esteve sob os holofotes das notícias televisivas por 796 vezes durante o primeiro semestre deste ano. António Costa, líder do PS, segundo lugar enquanto protagonista da informação, esteve em 690 notícias. Tudo somado e repartido pelo número de dias que cabem num semestre dá 8 vezes por dia!
Se fizer continhas a esses senhores todos... até dói!
Liberdade de imprensa?
Se você acha que a tem, não pensa!
 

Ah, e lembre-se de um exemplo recente!

04 agosto, 2015

19 anitos, bonitos










Um sorriso bonito
Um olhar que espanta
Podia ser
de Musa, de Ninfa, de Santa

Nada disso
é da Marta
esse sorriso

não te estragues
lhe dirá o pai





03 agosto, 2015

Redacções do Rogérito 26 - "As férias e o que espero delas"

Tema da redacção: «O que eu espero das férias»

Não sei se foi numa minha redacção ou noutra ocasião que escrevi sem um erro de ortografia e em boa caligrafia que a melhor escola da minha vida foi na tal quintinha e em tempo que os adultos chamavam serem tempos-das-férias-grandes quando ainda as havia e que foi um senhor que até por acaso nem era nem nunca foi professor e até era meu avô que tudo o que hoje sei foi ele que me ensinou e todos os saberes que vieram depois desses  foram pequenos acertos e pormenores ou ajustamentos desses ensinamentos.
Hoje o que eu espero das férias é uma exigência difícil de ver ser cumprida pois não parece ser possível hoje aprender ou fazer acontecer em pouco tempo o que não me ensinaram nem aconteceu num ano inteiro. 
Acho que as pessoas que partem para férias na sua maior parte não pensam assim pois se pensassem nem iam para qualquer viagem e ficavam apenas a fazer coisas diferentes pois a diversão é isso mesmo por definição e aquilo que chamam descanso é uma ilusão e o que acontece é as pessoas fazerem por se cansarem com com coisas com que durante um ano inteiro nunca tiveram oportunidade de se cansar. 
Ia a escrever que por tudo o já escrito as férias são uma treta mas de repente lembrei-me da fábula da raposa e das uvas. "Estão verdes" disse ela.

02 agosto, 2015

Avante, erguedores da cidade-de-todos-os-afectos


AVANTE!
Hoje, foi onde estive.
depois de antes, e antes, lá ter lá estado...

Para erguer qualquer cidade
são necessários vários níveis e estádios
de engenharia, arte, força e vontade
em desempenho colectivo

Para a Festa, a tal que "não há outra como esta",
todos os contributos são competências
As minhas, tidas por inferiores, terão servido ao que foi devido
E se em tempos fui abastecedor de pregos, controlador de martelos,
escolhedor de madeira, aferidor de nível, varredor de serradura,
vigilante e conferente de bancos
para que possam servir o povo, de novo,
hoje fui a vigésima quarta mão
de todas as mãos que se juntaram ali

Fomos os erguedores de torres e de sonhos
na cidade-de-todos-os-afectos 
Rogério Pereira

01 agosto, 2015

Desemprego? Quase vinte e dois e meio por cento! Isso mesmo: 1.222.300 desempregados!

Isto de manipular números só resulta para os distraídos ou para ser citado pelos correlegionários da mentira construída. Mas deixemos de paleio, um quadro vale mais que mil palavras não transcritas, omissas nas deambulações dos comentadores encartados e nas páginas dos jornais. E, as minhas, certamente estariam a mais.
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