29 novembro, 2015

"A minha mãe fez quatro pénis, mas sabe lá como. Foi Deus."


O mundo da economia vive infestado de uma corja que se identifica e é identificada como sendo especialista em todos os domínios da gestão. São consultores, dizem. Desse mundo são repescados para a ribalta do comentário televisivo pelos directores de vários canais. Sabem de tudo e de mais um par de botas, pois são doutos senhores. Não acreditam? Ora verifiquem:

28 novembro, 2015

«Exmo. Sr. Presidente da República...» a propósito das tais seis condições...


Não reproduzo parte da carta, pois que vale a pena lê-la toda.
A carta ficará para a história da ironia e da forma de a fazer.
A farsa (que a carta retrata) o tempo a devorará com a voragem de outros ventos. Deste presidente restará o que dele se disse ou escreveu, depois de esquecida a sua cara e a figura ridícula do seu discurso sisudo, trauliteiro, redondo.
Se Cavaco figurar na história será pelo que dele se escreveu
o Ricardo e...
(sem falsa modéstia) eu!

27 novembro, 2015

O orçamento de Costa e o seu grande inimigo


O cartaz parece tenebroso e é. Pensei que o era na hora que marca a esperança de se ir sair dos salários de miséria. As pensões traduzir-se-ão, para já, no arrecadar de mais uns magros tostões e estes serão (espera-se que sejam) dirigidos ao consumo de bens essenciais de que a gente mais sofrida vem carecendo. 

Contudo, o risco foi hoje posto à vista exactamente no dia em que a esperança foi dada a conhecer. Por mim, manter-me-ei (eu e a minha família) dentro dos meus padrões de consumo, adquirido o estritamente necessário e o máximo no quiosque aqui de frente. É que mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo...
"A mentalidade antiga formou-se numa grande superfície que se chamava catedral; agora forma-se noutra grande superfície que se chama centro comercial. O centro comercial não é apenas a nova igreja, a nova catedral, é também a nova universidade. O centro comercial ocupa um espaço importante na formação da mentalidade humana. Acabou-se a praça, o jardim ou a rua como espaço público e de intercâmbio. O centro comercial é o único espaço seguro e o que cria a nova mentalidade. Uma nova mentalidade temerosa de ser excluída, temerosa da expulsão do paraíso do consumo e por extensão da catedral das compras. E agora, que temos? A crise. Será que vamos voltar à praça ou à universidade? À filosofia?" 

24 novembro, 2015

Adeus! Cavaquismo, nunca nunca mais!

O anúncio da morte política de Aníbal Cavaco Silva não é nitidamente exagerado. Cavaco teve hoje, dia 24 de Novembro de 2015, a poucos meses da sua saída formal e com a indigitação de António Costa como primeiro-ministro, o seu último acto de relevo enquanto agente político neste país.
Adeus!
Cavaquismo, nunca mais!
(ler tudo em "Requiem por Cavaco")

23 novembro, 2015

Consta que a carta de Costa (como resposta) tinha centenas de anexos....


Imagem (parcial) dos anexos à carta (breve) entregues hoje ao fim da tarde no Palácio de Belém. As pilhas tinham os jornais ordenados por datas, desde 4 de Outubro,
com programas, acordos, intervenções, declarações, discursos e tudo...

22 novembro, 2015

O General Loureiro dos Santos embora nunca tenha estado em Bilderberg sabe bem o que lá se passa e está mais que vacinado contra os comentadores de aviário.

O conhecido General deu hoje importante entrevista no jornal "Público" e aí discorre o que os entrevistadores lhe permitem discorrer. À pergunta "Para acabar com o terrorismo na Síria temos que patrocinar  um ditador?", a resposta surge directa "Não digo que (Assad) seja um ditador", e depois faz alertas sobre o risco de a Síria se tornar um novo Vietname. 
Pelo lido e pelo sentido, posso concluir que o General Loureiro dos Santos embora nunca tenha estado em Bilderberg sabe bem o que lá se passa e está mais que vacinado contra os comentadores de aviário. 
Alertado, fui consultar outras fontes, estas:
«(...) Voltando a Assad, importa referir que a sua família pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid. As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação. Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional. A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos. Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social. Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida. A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar. A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe. Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona. Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos. A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional. A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa. Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado. Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais? Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da "guerra civil" na Síria e de quem a patrocina ...»
Ler tudo aqui

21 novembro, 2015

Só quero lembrar que o futebol é a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar!

«A rivalidade no desporto é tanto maior quanto maiores forem as rivalidades sociais, regionais, nacionalistas e outras. E a ambição da vitória é uma preocupação tanto mais acentuada quanto maiores forem as frustrações pessoais.»
Professor José Esteves, aqui

20 novembro, 2015

Marcelo, o candidato das revistas dos cabeleireiros, dos consultorios e dos velórios

Ontem, à saída de uma sessão de esclarecimento onde a figura do "professor" fora desmistificada como imagem construída pela mão do próprio com o beneplácito generoso das televisões (que não só de uma), dizia-me uma amiga e camarada: "Bem se podia ter também falado das revistas cor-de-rosa e da promoção que goza".
Verdade que não se falou das revistas espalhadas nas salas de espera de salões, dos consultórios e até dos velórios.
Mas quem esquece que o Professor é a consciência parda de uma direita enjeitada que jamais o enjeita e que Marcelo sempre abraçou?

Entretanto...

18 novembro, 2015

A Síria, uma região convertida em ferida e a génese do cancro que os comentadores não comentam...


É do conhecimento comum que quando um corpo se fere e a ferida é mantida, esta se converte em chaga. É do conhecimento comum que se a chaga perdura sem cura, degenera.
Um ferida persistente, convertida em chaga, frequentemente origina um cancro e este, quase sempre, alastra.
O estranho é que, sendo isso do senso comum, diariamente se fale das metástases sem associar estas a sequelas, sinais dolorosos do alastramento do cancro...
O vídeo que edito já é (na net) por demais conhecido, mas os média não falam nisso e os comentadores ignoram a evolução da doença, omitem a origem do cancro. Até quando?

17 novembro, 2015

Poesia (uma por dia) - 83


Folhas Secas

E quando os meninos da escola
Atraídos pela luz inconfundível do outono
Vierem procurar folhas secas,
Encontrarão palavras.
Umas baloiçando em meios círculos
Bêbadas de prazer.
Outras tapetes de cores estendidas ao sol
Umas vendaval outras brisa, umas lume outras água.

Hão de querer coleciona-las, os meninos.
Hão de querer colá-las em forma de poema
Numa página do caderno.

Hão de ficar espantados
Quando os pássaros vierem
Fazer ninho na folhagem dos poemas
Ali plantados

15 novembro, 2015

G20, o luto e o que (não) será assunto

"Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão". (General Wesley Clark)
Artigo de Michel Chossudovsky, que citei num post editado em Agosto de 2011
Começou hoje, na Turquia. Já é público que a agenda foi profundamente alterada e que depois das manifestações solidárias com as vítimas de Paris e de Beirute, seguir-se-á uma agenda pesada.
A resposta dos 20 países mais industrializados ao terrorismo vai ser discutida. Haverá decisões. Contudo, nesse assunto, não creio que se espraiarão pelos secretos  planos do Pentágono, nem sobre as secretas encomendas de armamento que vão abastecendo e municiando o "auto-proclamado Estado Islâmico", nem de onde provém o seu financiamento, nem quem é que estará a comprar o petróleo líbio (que aumentou a produção) já depois da tal "Primavera" ter corrido com Kadafi (tal como o general Wesley Clark vaticinava).
O mais provável é que o G20 acerte agulhas para minimizar os estragos, atenuar o medo e controlar o que puder ser controlado, mantendo incólume a origem do terror e aquilo que o alimenta! 
E se a logística de guerra é exigente, onerosa, pesada, ela é também uma boa fonte de rendimento para engordar as contas offshore dos que mantém bem oleados e ágeis os circuitos que lhes garante tão sanguinários proveitos...

Não me parece que o G20 se debruce sobre este mapa. Por tanto...

14 novembro, 2015

Paris - "não tenhamos ilusões: a matança continua e irá continuar porque há quem lucre com ela, parasitas do ser humano, vampiros de sangue humano


Pelas entranhas maternas e fecundas da terra
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó Paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Natália Correia*
«Paris, noite de 13 de Novembro de 2015; depois de Paris em Janeiro de 2015, Nova Iorque, Madrid Atocha, Líbano centenas de vezes, enquanto se arrastam as tragédias da Palestina, Afeganistão, Síria, Iraque, Líbia, Iémen, Egipto, Somália, Mali, Nigéria. A matança continua através da mais bárbara das formas de guerra, a que vitima preferencialmente civis, famílias nas suas casas, cidadãos nos seus momentos de lazer, trabalhadores nas suas actividades, camponeses nas suas terras, crianças e professores nas escolas, doentes, médicos e enfermeiros nos hospitais, socorristas nos escombros. Guerra cega, selvática, conduzida por governantes, traficantes, negociantes da morte, impérios económicos e financeiros, militares, paramilitares, mercenários movidos a dinheiro, também marionetas da intoxicação religiosa e ideológica. Uma guerra sem quartel onde conceitos trapaceiros e expansionistas de democracia se combinam com o irredentismo da fé e a ganância fundamentalista dos agiotas, umas vezes em aliança, outras em dissidência, mistificação sanguinária onde os “chocados” de hoje, os “horrorizados” de ontem podem ser os algozes de Gaza, de Alepo, My Lai ou Haditha, Odessa, Sabra e Chatila, Kandahar ou do hospital de Kunduz, Tripoli ou Bahrein.

Em que se distinguem os massacres de sexta-feira em Paris e as matanças recorrentes em Gaza? O terror à solta em Abu Ghraib, Kandahar ou as bombas sobre o hospital de Kunduz e as chacinas de Odessa, Nova Iorque, no Charlie Hebdo ou quotidiana nas águas do Mediterrâneo? Que não se responda em função da dimensão, da cobertura mediática, do tom da pele ou do grau de “civilização” das vítimas. Uma morte é uma vida humana que se perde, a vida de alguém sem qualquer responsabilidade nas acusações invocadas, nos alibis expostos para eternizar a carnificina global, para atordoar a comunidade mundial através do terrorismo, a mais ignóbil das formas de violência.

Escutámos as primeiras reacções ao drama da noite parisiense: como se o fundamental fosse conhecer quem reivindica a autoria dos crimes, a que horas e de que maneira o faz. Reacções onde se exige mais segurança, mais espionagem sobre os cidadãos globalmente espiados, mais investimento em armas e exércitos, mais limitações à vida quotidiana e aos movimentos de quem já sofre as agruras da vida em crise permanente, em suma, mais guerra sobre a guerra. E poucas palavras ou simples alusões de raspão sobre as cada vez mais comprovadas colaborações entre o radicalismo islâmico e o fascismo, patentes no atentado contra o Charlie Hebdo e, na Ucrânia, na coligação armada para “libertação” da Crimeia; ou invocações por alto, quase sempre invertidas no contexto, das situações na Síria, no Iraque, na Líbia Bem alto na trágica noite parisiense, o secretário-geral da NATO mandou dizer que o terror não vencerá a democracia. Belas e promissoras palavras, pensarão os incautos ou quem ignora a responsabilidade institucional de quem assim fala nas tragédias em curso na Síria, no Afeganistão, na Líbia, na Ucrânia, na multiplicação de muros e barreiras por esta Europa afora.

Depois chegou a reivindicação: o Estado Islâmico, ou Daesh, ou ISIS, ou Al Qaida, ou Al Nusra, ou isto, aquilo ou aqueloutro, grupos financiados por entidades estatais de países da NATO, treinados em campos criados em países da NATO, como a Turquia, ou aliados da NATO como a Jordânia, armados e sustentados de mil e uma maneiras por íntimos da NATO como a Arábia Saudita, o Qatar, Israel. Aqui avulta o sentido humanitário do chefe do governo israelita, que enquanto planeia os próximos ataques a Gaza cede o território sírio ocupado dos Montes Golã para acoitar os terroristas do Estado Islâmico – os que se dizem autores da selvajaria de Paris - e oferece os hospitais israelitas para tratar os mercenários desse bando que forem vítimas da “ditadura bárbara” de Assad. O mesmo chefe de governo, Netanyahu, que foi dar o braço ao presidente Hollande na manifestação encenada por ocasião do Charlie Hebdo e que agora está, como não podia deixar de estar, entre os mais “chocados” e horrorizados”.

Por falar em François Hollande, um dos principais titulares dos “amigos da Síria” inventados em Washington, atrás dos quais se escondem Estado Islâmico, Al Qaida, Al Nusra e os famosos “moderados” – todos eles brilhando como estrelas reluzentes do terrorismo internacional –, ficámos a saber que por causa da situação teve de cancelar a deslocação à reunião do G20, um desses vários “gês” que nos governam sob as ordens dos mistificadores da democracia. Reunião essa na Turquia, país onde ficou demonstrada a falsificação das recentes eleições gerais para reforço da ditadura islamita e que tem servido de base operacional da NATO e de grupos terroristas – entre os quais o Estado Islâmico – para as guerras impostas à Síria, Líbia e Iraque.

Assim sendo, não tenhamos ilusões: a matança continua e irá continuar porque há quem lucre com ela, parasitas do ser humano, vampiros de sangue humano.»
José Goulão, aqui

* Poema e vídeos editados em "Paris, e agora?"

13 novembro, 2015

Passos e as regras que quer ver alteradas a meio do jogo...


Os jogos de rua educavam muito. Se alguém quebrava as regras, de pronto, o grupo explicava que não era assim que se jogava. E se ostensivamente esse alguém insistia, mau destino escolhia, pois tinha que procurar outra rua onde não fosse conhecido o seu mau feitio. Essa exclusão era facilitada por um sentido de ética e de justiça que nenhum miúdo discutia. Era assim não por acaso, era assim simplesmente porque ninguém interferia no jogo pois só quem fazia de "mãe" podia comandar e decidir.  Era "a mãe" quem decidia quem ganhava e quem perdia. Quem fazia de "mãe" era o zelador das regras e se ele próprio as furava, lá tinha que ir brincar para a rua dele... expulso pelo grupo: "É pá, põe-te a andar! Aqui não brincas mais!"

ler também «como se pode correr com quem não segue as regras

Não será fácil Cavaco pôr em prática o que a Ferreira Leite há tempos pensava, mas...

«Será que aqueles que preferem estragar ainda mais Portugal, entregando-o, meses e meses, a um governo de gestão que não pode governar nada, apenas por raiva de poder haver outro, percebem a dimensão do conflito institucional que vão criar? É que se esquecem deste pequeno problema que é o facto do Parlamento não estar em gestão e poder, com certos limites, "governar"? E que a seguir vão ter que pedir ao Presidente para exercer uma espécie de veto contínuo a tudo que venha da Assembleia?»

10 novembro, 2015

Álvaro Cunhal, faria hoje 102 anos (e que melhor dia para o recordar?)

"António Costa, apelou (...) à "convergência no essencial", na cerimónia de inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, (...), durante a qual foi tocada "A Internacional" (foi em Junho de 2013)
"Amar o sol, o ar livre, a natureza, a terra e o mar, o ar e a água, as plantas e as flores, os animais, as pedras, a luz, a cor, o som, o movimento, a alegria, o riso, o prazer, é da própria natureza do ser humano (…)
Que ninguém tenha vergonha de ser feliz. Alem do mais porque a felicidade do ser humano é um dos objectivos da luta dos comunistas."
Álvaro Cunhal, 1946
(10 Novembro 1913 - 13 Junho 2005)

...e o Passos paf, viva o PAN!


Lá dentro ia-se passando o que se ouvia cá fora. Silêncio absoluto daquela massa compacta enquanto Ferro ia contando. Fila a fila. Na contagem, a dado momento (1min e 15seg) uma grande ovação ao voto de André Silva e só depois a euforia final: A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN.

Passos paf, viva o PAN!

(não julguem que este post faz um comentário ordinário e a despropósito da importância do momento que alterou o paradigma da nossa Democracia. É que aquele voto pode ser sintomático de a situação criada poder vir trazer para a cidadania muitos que dela se auto-excluíam e que dela se abstinham.)

09 novembro, 2015

Amanhã, lá estarei...

Prudência, estátua do Palácio de São Bento
A mudança não é uma acto súbito, é um processo
E leva tempo


08 novembro, 2015

Decisão de um colectivo, que contou comigo


Quando há tempos editei essa imagem dizia, em resposta a quem me inquiria porque ficara sentado quando toda aquela juventude estava de pé e de braço levantado, respondi: «A Minha Alma estava de pé!, a sério...» E estava. E valeu a pena estar. Foi eleita nesse Congresso gente que é motor da mudança, gente de confiança...

E não fica penas a recordação rimada: "Foi o meu primeiro congresso. E não o esqueço!"

Como esquecer depois do que (agora) acabei de ler?:
Reafirmamos agora, e em definitivo, o que temos sublinhado: há na Assembleia da República uma maioria de deputados que é condição bastante para o PS formar governo, apresentar o seu programa, entrar em funções e adoptar uma política que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura.  - ler tudo aqui

07 novembro, 2015

Dia 10, o rumo será invertido!


Acontece em qualquer subida, mesmo se pouco íngreme, despender-se energia. É absurdo e contra as leis da física, que o progresso aconteça sem que resulte como uma consequência directa do esforço. Contudo, entre a consequência do esforço e um progresso real devia haver o esclarecimento da direcção e do sentido...

Dia 10, o rumo será invertido!

05 novembro, 2015

04 novembro, 2015

Um acordo só é válido se assinado


Data desde há muito que um acordo só é válido se assinado. Mas data desde sempre que um acordo, mesmo se assinado, nem sempre é cumprido mesmo sem que seja revogado. E quem diz acordo diz contrato, diz pacto ou até mesmo uma assinatura de tomada de posse feita sob o juramento de "cumprir e fazer cumprir a constituição". Aos incumprimentos não se ergueram os que fizeram como a avestruz perante quem assinou de cruz. Esses erguem-se agora exigindo acordo assinado. Sê-lo-á. Mas se houver palavra dada, será lealmente cumprido. E quem deve saber, sabe disso:
Estamos a fazer o acordo e ele prevê como o Governo se deve comportar em situações excepcionais. Portanto, se houver surpresas orçamentais nós queremos assumir o compromisso de que isso não vai afectar os rendimentos dos trabalhadores, dos pensionistas, que não haverá cortes nas pensões, nos salários, ou aumentos nos impostos sobre rendimentos do trabalho. Pedro Nuno Santos, hoje na entrevista ao Publico
Eu, por mim, assino quando chegar a hora de assinar!

02 novembro, 2015

Detalhes da alma


Detalhes da alma
Dizia uma amiga
nunca ter visto
uma alma passar
como se as almas se pudessem ver
ou que haja alguém
que a queira mostrar

mas pode a minha amiga crer
que as almas se podem ver
e até tocar

Uma alma adulta
tem cerca de 1,5 kg de matéria bruta
oitenta e seis milhões de célulinhas
pequeninas
de massa cinzenta
e, enquanto viva,
se excita
por triliões
de conexões

Quer ver uma alma, minha amiga?
Peça a um médico legista

Quer senti-la?
Tome-me o pulso
Ou ponha a mão aqui no meu peito
(não há outro jeito)
Rogério Pereira

Novíssimo princípio de solubilidade

(réplica ao Xilre)

tela de Afremov
É num dia de chuva intensa que descubro que a alma é insolúvel em água
Aliás, a alma é coisa sólida e pode passear-se pela chuva sem ser molhada

01 novembro, 2015

Bohemian Rhapsody, faz 40 anos

Não, não é uma maldade dar destaque à versão dos "marretas". São obras que se situam no mesmo plano da criatividade artística e esta serve-me perfeitamente para celebrar a efeméride de um e relembrar a genialidade de outro da forma mais avinagrada (que tanto me agrada).
Ficam os dois... e a letra