17 fevereiro, 2016

Eu saramaguiano cito-o mesmo ignorando que o estou citando...


Entro no café e procuro uma mesa, discreta junto à parede. Nesta, de tons sépia, frases em letra bem destacada de autores conhecidos. E lá estava a de Saramago:
«O outro é uma complementaridade que nos torna a nós maiores, mais inteiros, mais autênticos.»
E ocorreu-me além de uma definição minha que tal semelhança não será mera coincidência...
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Nota: admito estar a fazer um entendimento limitado da frase de Saramago. Nele, o outro tem sentido lato

10 comentários:

  1. Sozinhos não somos ninguém.

    Beijinhos, Rogério :)

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    1. ...mas, como povo, estamo-nos tornando cada vez mais isso, ninguém.

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  2. sempre faz falta alguém a caminhar a nosso lado

    :)

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  3. ... nenhum poeta escreve para sí próprio... nem mesmo aqueles que dizem que o fazem...
    Nos meus poemas, "o Outro" tem, quase sempre, o sentido tal sentido lato que Saramago lhe dá...

    Abraço grande!

    Maria João

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    1. Em Saramago a aproximação ao outro era uma militância assumida
      na escrita e na vida
      e, dizia de si, não ser poeta
      (e no entanto era)

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  4. Sozinhos somos uma sinfonia incompleta. Por mais bela que nos pareça, falta-lhe sempre algo.
    Um abraço

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  5. Os sentimentos grandiosos felizmente não são exclusividade nossa, há quem comungue também a nossa opinião e isso deixa-nos felizes.

    Um beijinho

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    1. Excelente leitura e entendimento do meu post
      e isso deixa-me (muito) feliz

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