08 fevereiro, 2016

Mascarei-me de tédio mas, para desalento meu, toda a gente me reconheceu...


Inspirado naquelas páginas centrais, fui-me à mascara, para me mascarar. Passei o dia a olhar para o ar, a bocejar, a beber alarvemente, a fumar e com conversas vazias. Não me esqueci das asas... mas...  por onde passava todos me cumprimentavam e se me dirigiam pelo nome. Até os meus netos, mascarados de miúdos, me descobriram a careca: "Ó vô, deixa-te disso!"
Eu acho que só se deixa entediar quem não tem nada que fazer, quem não tem nada em que pensar...
(e hoje foi um dia em cheio!)

22 comentários:

  1. Fui lá ler o texto. Tenho a certeza que eu não iria mexer no botão. Nasci antes de tempo, por influência de um raio. Apanhei um choque eléctrico aos 14 anos que quase me mandava desta para melhor, tenho pavor deles.
    Depois quinze minutos dão para delinear uma história, imaginar uma série de situações.
    Um abraço e bom Carnaval, com ou sem máscara.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quinze minutos dão para rever a vida inteira
      e depois escreve-la

      sem tédio

      Eliminar
  2. O tédio... Nunca, entre família, amigos, livros, música, que o resto, nesta nossa terrinha de muitas estranhezas e pouquezas, deixe que lhe diga, é mesmo... um tédio!

    Lídia

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nosso "clã"
      é uma espécie de balão de oxigénio
      que nos permite respirar
      fora do tédio

      Eu rompo o "clã"
      (não aguento um espaço
      tão limitado)

      Eliminar
  3. Se a pessoa tiver uma vida interior rica, não se entedia.

    Só que a sociedade actual nunca nos deixa estar a sós connosco ...e , claro, depois algumas pessoas até se dão choques eléctricos :(

    Entrudo divertido desejo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As vidas interiores
      são fugas para dentro

      Eu fujo para fora
      e aguento

      Eliminar
    2. Nem sempre são fugas para dentro, as vidas interiores muito ocupadas... mas entendo-te perfeitamente e, na maioria dos casos, são-no mesmo... tudo depende das circunstâncias e do que a "interioridade" vai conseguindo produzir...

      Abraço grande!

      Maria João

      Eliminar
  4. O tédio é lixado.
    Anda por aí espalhado.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Até pode ser
      mas ainda mais lixado
      é um gajo
      entediado

      Eliminar
  5. Os vícios tambem sabem bem de vez em quando...

    ResponderEliminar
  6. O ócio é a mãe de todos os vícios. Essa é que é essa!!
    Quem tem que fazer nunca se entedia.

    O Rogério, mascarou-se de tédio? Quem diria!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O óciosismo é que é isso...

      Mas... somos muitos milhões de ocupados
      entediados

      Eliminar
  7. Fiz uma viagem aos "Caminhos do seu Navegar...mas não matei saudades!
    Fiquei ainda mais saudosa daquele tempo em que capítulo a capítulo, chorava, ria ou sorria. Mas, sempre me deliciava, nunca por nunca ser me entediava!

    Foi bom recordar!
    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tem razão, até eu próprio reconheço que este espaço
      tem andado em baixo

      Vejamos o que se pode fazer...
      Vou convocar Minha Alma e Meu Contrário
      a ver se empurram um pouco isto

      Eliminar
  8. Mascarado de tédio? Ouve mas é os teus netos... :)))

    ResponderEliminar
  9. Ui!! Às vezes acontece!! É de fugir! E não me venham com conselhos parvos para evitar esses dias. Acontecem e pronto(s)!!

    Tomorrow is another day!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. amanhã, minha máscara será de raiva!

      e, cada vez mais,
      os dias me parecem iguais

      Eliminar
  10. Siga o conselho dos seus netos e deixe-se disso ! :)
    Raramente me sinto entediada acho que fazia parte das 24 mulheres que não mexeram no botão. Curioso esse estudo.

    Um beijinho

    ResponderEliminar
  11. No confronto diário com situações bizarras de difícil explicação - ou não - podem multiplicar-se as feridas e a desilusão - esta porra não muda! - e então a devastação do tédio, a imobilidade esparrameirada cresce e alagada em copos de cerveja nasce a impotência dos escravos. Nem a sensação das asas disfarçam.
    Abraço.

    ResponderEliminar