19 abril, 2016

Quando se anda a salvar o mundo não se chega a tempo a tudo.


Quando se anda de um lado para o outro a salvar o mundo, corre-se o risco que eu corro: chegar atrasado a todo o lado e ter de sair logo a correr para ir tentar ser pontual num outro lugar. Sábado passado foi assim. Fui o último a chegar e dos primeiros a sair.
Perdi afectos, abraços, sorrisos, palavras, fotos, aplausos. Perdi. Mas a razão de ser da ida está aqui. Está aqui, com a dedicatória que testemunha não ter perdido a parte essencial do acto. Depois da dedicatória, vem o título "Do Esplendor das Coisas Possíveis" e logo a seguir o prefácio:

"...escrito no mais puro sal ora do desânimo ora da coragem ora do amor ou da revolta e da denúncia o autor persegue-nos numa azáfama de sons cheiros auras ritmos como se nos quisesse ser uma festa permanente de sentidos e de pensares. um constante sobressalto de matizes sombras concretas e logo seguidas de apaziguamentos e ainda da racionalidade cognitiva que faz de alavanca para uma fé de sobrevivência."
Isabel Mendes Ferreira
Perdi momentos que gostaria de não ter perdido... este, por exemplo