03 agosto, 2016

Quinhentos mil... e o socorro de Torga

 

Escrevia Drummond, não me ocorre onde, haver palavras que se amarravam ao dicionário e que lhe era difícil arranca-las de lá. Suponho que se referia a um momento pois, quando o lemos, em cada palavra sua há um assomo de sonho, de viagem, de liberdade. Esse momento acontece-me há muito e estende-se no tempo.
Cito outros escritos e deixei praticamente de escrever, depois de 2 500 "páginas" e meio milhão de olhares.
Socorre-me nesta angústia, Torga...
«...A vida não é para se escrever. A vida — esta intimidade profunda, este ser sem remédio, esta noite de pesadelo que nem se chega a saber ao certo porque foi assim — é para se viver, não é para se fazer dela literatura.»

Diz-me Minha Alma para me sossegar:  "Isso passa-te!"