17 dezembro, 2017

Cartão de Boas Festas com algumas previsões para 2018 - I


Começaram a chover desejos de todo o lado e eu não podia ficar calado. Cá fica um cartão com desejos sinceros e algumas previsões para o ano que aí vem. Assim, prevejo:
  1. Que não vai haver sol na eira e chuva no nabal
  2. Que os rios continuarão a correr para o mar
  3. Que Marcelo vai tentar conseguir estar ao mesmo tempo em dois sítios diferentes, mas não irá conseguir
  4. Que o dito cujo se vier a ser confrontado com a opção em receber o vencimento como comentador ou como Presidente não irá reunir o Conselho de Estado para tomar uma decisão
  5. Que entre Santana e Rio, o PSD elegerá um deles
  6. Que a Cristas não será convidada para liderar o PSD, dada a minha previsão anterior
  7. Que os jornais teimarão a reclamar-se como imprensa escrita
  8. Que a geringonça conseguirá chegar ao fim do mandato, se o Assis deixar
  9. Que continuaremos a ser rendeiros da nossa própria terra
  10. Que, para o ano, meus netos terão mais um ano

15 dezembro, 2017

Bansky, a parede e eu


Era eu ainda só pai de duas filhas (a minha mai-nova não era ainda nascida) quando para o quarto do fundo a Teresa comprou, fez bainha e pendurou um cortinado bonito. Tinha umas árvores e um burrinho. Encantado, dispus-me a fazer o que ainda nunca tinha feito, um desenho. Depois pintei-o. E a parede do fundo ficou a condizer.

Hoje a parede está lá, minhas filhas, as três, estão crescidas. Netos? Já os conhecem. A parede do fundo continua lá, lisa. Um dia destes armo-me em Bansky, desenho-lhe uma daquelas coisas que ele desenha para a escola. E por baixo, deixo em letras garrafais, citando o autor:
Não se esqueçam, é sempre mais fácil obter o perdão do que a autorização.

13 dezembro, 2017

O futebol é tão só e apenas a coisa mais importante de entre aquelas que não têm importância nenhuma...


O Benfica está fora da Taça de Portugal depois de perder em Vila do Conde, frente ao Rio Ave, por três a dois. Vejamos o quem vem depois. 


Sorriam, é (quase) Natal

 
Sorriam, é (quase) Natal

Há sorrisos para todos os gostos
Há-os irónicos
Há-os trocistas, os sumptuosos
os envergonhados, os dos vaidosos
Há sorrisos alarves e há os tímidos
Há os sorrisos dos vencedores
e os sorrisos humildes dos vencidos
Há os sorrisos de desdém

E cada um mostra o sorriso que tem
O meu?
O meu é convicto, embora triste
E tu? O teu?, porque sorriste?
Rogerito

12 dezembro, 2017

Isaltino Morais, In-Ov? Inova, uma ova!

Não digo que o homem não queira, só que ele só não chega. Diria até que será mau que chegue, pois a democracia não se constrói com homens sós. 
E o que vem isto a propósito? Tão só por isto: um horroroso Relatório de Execução da Gestão do Executivo vencido foi aprovado (ontem) com votos do PSD, IOMAF e pelo IN-OV vencedor. Foi sim senhor. Só três contra e 15 a favor.

E o que foi tal horror? Eu explico (mesmo para aqueles que não percebam nada disto):

10 dezembro, 2017

Poesia (uma por dia) - 93


Confissão de um terrorista!

Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,
Sequestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries

Eles... mataram um terrorista!

Mahmoud Darwich (in "Voar Fora da Asa")

09 dezembro, 2017

O Natal, a língua e a gastronomia ou a crónica de uma inocente ofensa

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Natal dos Simples - José Afonso

Na proximidade do Natal, calha que fale dele pela parte que dele mais gosto. Podia dizer a boca, mas na verdade o que eu quero dizer é mesa, pois é à volta dela que a família se junta. E os doces são pretexto para adocicar os afetos, para entreter a expetativa das crianças no que lhes tocará no sapatinho ou apenas para matar a fome, nas casas de gente simples. 

Na doçaria tradicional do Natal, as rabanadas tem um lugar especial. São saborosas, gulosas e, como toda a gastronomia que resulta dos parcos recursos, não há mesa onde não apareça. Não há pobre que as não prove. 

No entanto, manda a boa e rica língua portuguesa que tais fatias surjam em cada lugar com nomes diferentes. Dei-me conta disso nas circunstâncias mais desconfortáveis... Eu conto:

Estava no restaurante Casa Aleixo, em Campanhã. Boa comida, um "verde tinto" de estalo, bom atendimento e preço confortável. Terminada a boa janta, a atarefada empregada sobraçava a lista das sobremesas e despejo-a na mesa, com um sorriso, enquanto levantava, lesta, travessas, pratos e copos. Ia a pedir só um café, mas passei os olhos pela oferta. Vinham lá, com fotos e tudo. A imagem, o seu aspeto suculento traiu-me  o intento de só me ficar pelo simbalino. À chegada da empregada, pedi-lhe uma "fatia parida". Ela olhou-me. Corou intensamente, não sei se de raiva se de cólera e disse com voz firme: 

"Não sei o que o senhor quer, mas podia ter mais respeito, passe pelo balcão terá lá a sua conta"

Só então percebi duas coisas: primeira, no norte ou se tratam as rabanadas por rabanadas (ou fatias douradas) ou não há nada para ninguém; segunda, a ofendida estava grávida.

08 dezembro, 2017

Trump: “Hoje, finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel”

«...este súbito anúncio põe fim a uma encenação de décadas: a dos EUA como mediador do “processo de paz” israelo-palestiniano. As aspas são porque não há processo de paz nenhum. Portanto, o anúncio de Trump não o inviabiliza, como muita gente tem lamentado. O que faz é puxar o tapete a quem se esforçava por manter a ideia de que os EUA estavam empenhados num “processo de paz”. Desde que Israel é Israel, todos os presidentes americanos fizeram, mais ou menos, esse esforço. Era estratégico, dominou a política da Casa Branca, e o que muitos comentadores americanos parecem lastimar mais no anúncio de Trump é que ele retire aos EUA o protagonismo de sempre.»

Acabou o teatro dos EUA entre Israel e Palestina (ler tudo aqui)

A realidade? A realidade é nos vídeos narrada e explicada como se todo o mundo fosse muito estúpido...

.

07 dezembro, 2017

Refeições escolares: "Que no ano letivo de 2018/19 não possam ser renovados os contratos de concessão em que a ação de fiscalização tenha identificado falta de qualidade"*

*Proposta do PCP que o PS rejeitou 

Com os ingredientes da imagem acima faria a minha Maria uma boa refeição.
As escolas, no geral, até parece que não. Mostra-o o programa "Linha da Frente".
Pena que o programa, em vez de um "chefe de cozinha" despropositado, não tenha colhido imagens do Parlamento onde o PS votou contra as propostas do BE e do PCP por elas assentarem num pressuposto que o PS considerou errado: o pressuposto de que todos os problemas ficariam resolvidos se os refeitórios e cantinas fossem todas geridas directamente pelas escolas. No programa da RTP  o diretor da Escola de Ponte de Sor desmente o argumento do PS e dá testemunho em reforço das cantinas geridas pela escola...
E quanto a qualidade, ponham o Diogo e a Maria como controladores e vão ver se a coisa não resulta! Resulta, e a baixo custo...

06 dezembro, 2017

Johnny Hallyday - in memoriam

Hallyday gravou 50 álbuns e vendeu mais de 100 milhões de discos, encarnando uma imagem 'bad boy', com todos seus ingredientes.
Resultado de imagem para a primeira gravação de Johnny Hallyday


05 dezembro, 2017

Hoje estou do lado dos empresários... dos pequeninos, claro!


Pois é! Isso mesmo, sem tirar nem pôr. Há uma porrada de tempo que ando para vos falar disso. Primeiro quando assumi. Depois quando representei num e noutro lado. Mais recentemente quando o patrão da CIP ficou zangado com este Orçamento Geral de Estado enquanto eu batia palmas à decisão que tanto o fez "ir aos arames". A imprensa deu-lhe palco, holofotes e parangonas de títulos de caixa alta nas (primeiras) páginas dos jornais e lugar destacado em todos os telejornais.
Sobre nós, CPPME, sobre as 18 propostas apresentadas a imprensa disse... nada.
Sobre o facto de apenas uma proposta (daquelas todas) ter passado, economistas, fiscalistas, analistas e outra gente de "bom" porte disseram... nada.

Mas porque veio agora isto à baila? Veja o vídeo
(mesmo amador, tem lá tudo)

04 dezembro, 2017

Centeno, a eleição e o furacão

A chamada de primeira página não é mais seguida no texto que o DN desenvolve no interior da edição de hoje. Os jornalistas de serviço não retomam o termo "furacão" e passam a citar Carlos Zorrinho, Paulo Rangel, Marques Mendes e Luís Campos e Cunha que, resumindo, consideram que se Centeno for eleito, "será bom" por isto e por aquilo...

Conhecido esta tarde o resultado, aqueles e outros andarão por ai reclamando parte dos louros e que estes competirão também a outros...

Quanto ao termo furacão, ele traduz bem duas coisas: 
  • a primeira, é que com toda a competência que se lhe reconheça, a Centeno não são atribuídos especiais conhecimentos em climatologia; 
  • segunda, o Eurogrupo é uma tertúlia onde, informalmente, se fala do tempo, se comenta e avalia o "Borda d´Água", sem agenda nem acta.
_____________________
«(...) Só uma ilusão desligada da realidade institucional da União Europeia – em que as grandes potências, com destaque para a Alemanha, determinam as decisões do Eurogrupo – ou uma estratégia de branqueamento das políticas e responsáveis da União Europeia a partir da actual realidade política portuguesa, é que pode ver na designação do Ministro das Finanças português uma qualquer alteração das políticas e opções da União Europeia.»

Clube Futsal de Oeiras, um marco no associativismo desportivo - II


Depois da primeira vez que fui, fiquei fã e voltei. Julgam que foi para ver o Diogo fazer fintas, dribles vistosos, cortes oportunos, corridas de estilo, centros a preceito e remates com jeito? Nem pensem*... aliás, perdi um belo golo que o Diogo marcou... fui lá para confirmar o que já tinha percebido, daquela vez.. ao ter lá ido.


*A avó, depois de ler isto veio dar-me uma reprimenda por eu não ter deixado um carinho,.. como se este post não fosse, todo ele, eivado de ternura

02 dezembro, 2017

Centeno, podia escrever centenas de coisas sobre Centeno. Mas não, hoje não escrevo...

Quem veio espreitar a julgar que tinha coisa "avinagrada", esqueça. Daqui não leva nada!
Hoje tenho um doce.
Um daqueles doces
em que o doce
pergunta ao doce
qual era o doce
que era mais doce
e o doce
responde ao doce
(com um sorriso)
Um vídeo!

30 novembro, 2017

Um sorriso que nos é dirigido, à despedida do palco da vida

 
«Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio»
"Perfeito Vazio"

29 novembro, 2017

Belmiro e o olho vivo

E belmiro subiu ao céu numa pilha de jornais

Faleceu a enésima fortuna do mundo, a terceira de Portugal. Pondo de lado esta estória-para-consumo-do-empreendedorismo de um self-made man chegar à lista Forbes, registo (do falecido) quatro momentos expressivos:
 «Jornalista - Na guerra entre Cavaco e Sócrates, o pano de fundo foi o seu jornal. O então director do Público tinha uma agenda escondida?

Belmiro (silêncio) – Não sei… Para nós, ter um jornal é serviço cívico. Não para influenciar, que fique claro. (…) Deveria haver directores mais fortes para que, de facto, se passasse uma imagem de independência.»



Não há milagres, no mundo global só ganham os melhores, não há lugar para coitadinhos (…) têm que procurar emprego fora do pais, mas não deve ver isso como um mal, é enriquecedor, sair de Portugal não é vergonha nenhuma, não é uma imposição, mas não podemos ficar fora do mercado concorrencial”.


“Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém”.
“Já me retirei substancialmente. Fiz a transição e não há transição nos negócios sem deixar espaço para ser ocupado. Fiz isso paulatinamente e vou terminá-lo dentro de alguns meses mas demorou tempo, para ser bem feito (…)ficarei com um ‘olho vivo’,”

 Em 2016, o fundador da Sonae estava na 1121.ª posição na lista dos mais ricos do mundo, mas entre 2016 e 2017 "perdeu" cerca de 100 milhões de dólares.

 

26 novembro, 2017

No Porto, fui um dos LyS.O.S



Há mil maneiras de a memória vir ter connosco. Até pelo correio. Já há "séculos" atrás tinha acontecido o mesmo, uma carta com um flyer a convidar-me. Depois de um largo interregno outra carta-convite. Não compareci. Como tantas vezes, fui um não-ausente... ao fim ao cabo tinham-se passado 40 anos e temia a confirmação de que ninguém encontra nos jovens de hoje a juventude passada...

Estava eu a rememorar tempos idos, serões de tertúlia de poemas e música, de inacabáveis e acaloradas discussões... estava eu a tentar relembrar rostos e despertares para a tomada de consciência cívica... estava eu na prazenteira  recordação dos silêncios feitos à volta de quem falava, de como era tolerante a aceitação de opiniões diversas, de como o "eu" não se sobrepunha ao "outro"... estava eu a tentar lembrar-me da tarefa que me estava distribuída... estava eu nisso, quando, num curto intervalo de tempo, a Teresa (Ematejoca) e logo a seguir a Janita me vieram falar do Porto. 

Respondi a ambas da mesma forma, assim, embora agora com um ou outro detalhe:
Quando, em 1974, iniciei um projecto em S. Pedro de Fins (arranque da Siderurgia da Maia) fiquei a viver no Porto. Ficava em pensões, hotéis e quartos alugados... até que fui acolhido (1977) por um dos Ly.SOS...  onde fiquei a viver uns meses na "Real República" (com deslocações aos fins-de-semana a casa). Por volta do inicio dos anos 80, outros projetos pelos arredores do Porto...
Acho que não deu para terem percebido a importância de ter sido, há 40 anos atrás, um Lyso;


25 novembro, 2017

A História não é um somatório de factos que se possa dar por encerrado.



O 25 de Novembro*

A História não é um somatório de factos que se possa dar por encerrado. Todos os dias surgem outros factos que confirmam ou desmentem as diferentes versões sobre uma passada realidade. Em certa medida a História não é matéria que se encerre, vai sendo feita. E há documentos que não devem ser ignorados mesmo se possam ter, como este, referências a aspectos que possam ser considerados marginais. Julgo que para quem escreve a história, não devendo ser exigida a isenção, que ao menos se lhe peça rigor. Rigor e exigência de credibilidade moral e ética sobre as testemunhas (e testemunhos) que o historiador julgue necessário reunir, para ilustrar os factos ou entende-los. Sobre esta data, ficam os testemunhos de Álvaro Cunhal, (e dos links anteriores) cuja leitura se recomenda na integra:
"(...) O golpe militar de 25 de Novembro foi a conclusão de um agudo e tempestuoso período de choques, divisões e conflitos não só entre os partidos participantes no governo, nomeadamente PCP e PS, mas também no MFA: entre os chamados «moderados» (nomeadamente o «Grupo dos Nove» que se aliavam cada vez mais à direita reaccionária), e a esquerda militar (cada vez mais ligada e sofrendo pressões do esquerdismo pseudo-revolucionário lançado em irresponsáveis acontecimentos desestabilizadores).(...)
(...) O 25 de Novembro não liquidou o processo, ainda então em curso, de configuração do regime democrático a instaurar e a institucionalizar. Criou entretanto uma nova correlação de forças que abriu caminho mais fácil à formação de governos com uma política contra-revolucionária.(...)"
Álvaro Cunhal - in "A Revolução de Abril 20 Anos Depois" - Fevereiro de 1994
"O 25 de Novembro foi um golpe militar inserido no processo contra-revolucionário. A sua preparação começou muito antes das insubordinações e sublevações militares do verão quente e de Outubro e Novembro de 1975 . Talvez que as mais esclarecedoras informações dessa preparação em curso muitos meses antes de Novembro sejam as que dá o comandante José Gomes Mota no seu livro, esquecido ou guardado nas estantes, A Resistência. O Verão Quente de 1975 , Edições jornal Expresso , 2ª ed., Junho de 1976. (...)
Álvaro Cunhal, in Capítulo 8 do livro "A verdade e a mentira na Revolução de Abril: A contra-revolução confessa-se", Edições Avante!, Lisboa, Setembro de 1999
* texto reeditado de um post de 2012

21 novembro, 2017

Marcelo e os avisos que continuam a faltar

Marcelo sabe-a toda e para manter a credibilidade vai falando daquilo que o povo gosta de ouvir mas mantendo a coisa pela rama, não vá o diabo tece-las.
Enigmático isto? Eu explico.
Por exemplo, Marcelo poderia ter sido direto quando se referiu à imprensa. Podia ocorrer-lhe os meus avisos antigos e, à semelhança de outros malefícios, sugerir os rótulos adequados...  se não o fez foi para que não lhe fosse dito que não se cospe no prato onde se andou tantos anos a comer...

20 novembro, 2017

Porque é que ainda não chove assim?


 O líder do Greenpeace , Gerd Leipold, em Agosto de 2009, admitiu em entrevista durante o programa “Hardtalk” – na BBC – manipular e divulgar dados falsos sobre o aquecimento global, sob a desculpa de, sendo o Greenpeace uma instituição que faz pressão,“tem de colocar emoção” nas informações que divulgam… Há sete anos atrás dava eu  esta notícia e ela, de alguma forma, fez-me pôr "um pé atrás" em relação ao aquecimento global. 
Regressei ao crédito ao reconhecer que os movimentos não engajados politicamente merecem justa reserva. As denúncias de "Os verdes" e o trabalho continuado e persistente de Manuela Araújo, no seu blogue  "Sustentabilidade é Acção", contribuíram para mudar de opinião.

Se querem saber porque ainda não chove assim, a Manuela esclarece
O que segue é apenas "um cheirinho" e que explica (quase) tudo:
 «...o gigantesco consumo de recursos provocado por uma sociedade que usa e deita fora, que valoriza o ter em detrimento do ser e que dá primazia a uma economia sem ética, obsoleta, que depende do consumo e do crescimento...»

19 novembro, 2017

Clube Futsal de Oeiras, um marco no associativismo desportivo


Entrei no bar, e logo rostos sorridentes me receberam. Antes de qualquer cumprimento, surgiu o pedido e o café, de pronto, me foi servido. Falámos pouco ali, pois na verdade, não havia um só dia que não nos encontrássemos. Vizinhos de há muito, só não os esperava (todos eles) ali, no bar do Clube de Futsal de Oeiras, onde meu neto Diogo passou há pouco a frequentar a escolinha.

Foi uma visita curta (teve a duração dos jogos) mas deu para perceber que o associativismo ali, bem perto de mim, bem cobria a (lamentável) lacuna deixada pelo desporto escolar.
O clube que conta com mais de 220 atletas, tem gente jovem a dirigi-lo e um ambiente...
Fica o vídeo, de um avô-principiante-amador (o próximo sairá melhor)!


18 novembro, 2017

A dona Esmeralda e a vizinha do 4º andar, a conversar - (32) ["Que grande manif "]

Vizinha do 4º andar - Ó dona Esmeralda!, estou chocada!
Dona Esmeralda - Mas... que se passa?
Vizinha do 4º andar - Os sindicatos... essa gente não pára! Querem dinheiro à tripa-forra... ainda vamos parar outra vez à bancarrota! 
Dona Esmeralda - Ora... estão é a pressionar para se repor um direito! O que não falta para ai é dinheiro!... Está é no lado errado!
Vizinha do 4º andar - ...e ele está...
Dona Esmeralda - ...está nos rendimentos de capital,  como dividendos ou mais-valias com a venda de acções e prediais, que fogem assim às taxas normais do IRS: tanto faz que sejam 5 mil ou 50 milhões de euros, a taxa é a mesma. Parece-lhe justo?  E já nem falando daquela coisa do englobamento...
Vizinha do 4º andar -  5 mil e 50 milhões?  
Dona Esmeralda - Ah, pois então!
Rogérito (interrompendo naquele momento)- Viram? Que grande manifestação!

17 novembro, 2017

Um grande número de pessoas que tomam decisões sobre o futuro da Europa, não tem quaisquer interesses diretos nesse futuro!


Segundo Alberto Castro*, Phil Lawyer terá feito um balanço curioso sobre os líderes da Europa
  • O recente eleito presidente da república francesa, Macron, não tem filhos
  • A Chanceler, Angela Merkel, não tem filhos
  • A PM do Reino Unido, Theresa May, não tem filhos
  • O PM de Itália, Paolo Gentiloni, não tem filhos
  • Mark Rutte da Holanda, não tem filhos
  • Stefan Lofven, da Suécia, não tem filhos
  • Xavier Better, do Luxemburgo, não tem filhos
  • Nicola Sturgeon, da Escócia, não tem filhos
  • Jean-Claude Juncker, Presidente da CE, não tem filhos
Portanto, um grande número de pessoas que tomam decisões sobre o futuro da Europa, não tem quaisquer interesses diretos nesse futuro!

*Alberto Castro é correspondente de Afropress em Londres e colabora na Página Global

16 novembro, 2017

Eu, saramaguiano até o tutano, não podia deixar a data* em branco


"(...)A Comunidade é o Conselho de Administração de uma grande empresa chamada Europa, que tem produtores que são consumidores, consumidores que são produtores, e tudo isso planificado. A distribuição das tarefas, incumbências e obrigações é determinada por esse Conselho. A Comunidade decidiu, por exemplo, que 75% da superfície florestal de meu país será destinada à plantação de eucaliptos. Nós não decidimos. Decidiu uma potência supernacional. E decidiu sobre algo que até agora teria a ver com o que chamamos de soberania nacional. O mais interessante, porém, é o seguinte: o que antes parecia ligar-se apenas à economia, está se transformando em solução política para a Europa. Isto é, uma vez que a aplicação da política económica não pode ser decidida pelos governos nacionais, então é indiferente que os governos sejam conservadores, nacionalistas, capitalistas, socialistas, social-democratas ou liberais. Apagam-se as fronteiras do que chamávamos ideologias, porque isso não tem mais importância.
O mais importante – e eu diria, o mais trágico – é que se tira dos povos o direito de decidirem sobre o seu destino. Claro que nada no mundo é definitivo, e os povos sempre encontram as soluções melhores para os seus problemas. Mas o problema da hegemonia, que parecia resolvido com a Comunidade, não está. O que está ocorrendo agora é o surgimento da potência europeia do futuro, que será outra vez a Alemanha. A Europa será o que Alemanha decidir."
José Saramago - in "Quem é o patrão da Europa?"
(Publicado em Jornal do Brasil - 15 de Maio de 1992 

*José Saramago faria hoje 95 anos

15 novembro, 2017

A luta dos professores, a procura da dignidade perdida e a história da carochinha


Na procura da dignidade perdida a luta dos professores deu um pequeno (grande) passo em frente. Alguém comentava por aí, alardeando um decreto de 1936, que sim senhor, que concordava com a luta dos professores mas deixava como reparo que a sua situação melhorou muito depois do 25 de Abril. E afirmava ter certeza que alguns deles ainda se lembram muito bem do que o Estado Novo impunha às professoras.

Lembrar o fascismo é sempre louvável, para que não nos matem a memória, mas tal comparação no contexto da luta de hoje soa a um "calem-se lá, que isto já esteve bem pior". Lá deixei um comentário a apontar-lhe que de facto já tinha melhorado antes de ficar péssimo. E como em assuntos de classe, nada melhor que passar a palavra a quem sabe da poda*, cá vai, a partir de uma conhecida história:
«“Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?” Muitos foram os pretendentes que se sentiram atraídos pelo convite da formosa Carochinha, que a todos rejeitou. João Ratão, o aparente felizardo por ela escolhido, como sabemos, acabou no caldeirão.

“Quem quer ser professor, uma profissão tão digna e de inegável valor?” Sabemos a resposta a esta pergunta, bem como conhecemos a opinião dos estudantes portugueses acerca dos seus professores. Podemos adivinhar (sem grandes probabilidades de erro) os seus motivos.

Comecemos pela resposta à pergunta. Segundo um estudo realizado para o Conselho Nacional de Educação (CNE) a partir do relatório dos testes PISA de 2015, somente 1,5% dos estudantes portugueses que fizeram esses testes consideram a possibilidade de virem a ser professores. Avancemos para as opiniões que os alunos têm dos seus professores. 

É também uma publicação do CNE que dá a conhecer que, segundo os dados dos testes PISA, em 2012 os alunos portugueses estavam entre os que, percentualmente, mais respostas afirmativas davam no que se refere a sentirem-se felizes na escola e a terem um bom relacionamento com os professores; a percentagem dos que se sentiam postos de parte por eles era mínima. A quantidade de estudantes portugueses que afirmavam relacionar-se bem com os professores (86%) contrastava, nomeadamente, com a dos finlandeses (43%).

Porquê, então, um tão baixo desejo dos jovens em optarem pela profissão de professor? Não será difícil encontrar resposta(s) para esta última questão. Difícil é abordar todos os motivos possíveis no espaço deste artigo.

A figura do professor sofreu uma desvalorização social enorme. Todos se lembrarão da imagem do professor preguiçoso, que trabalha pouco e falta muito, divulgada por uma ministra que, a reboque de tal imagem, retirou direitos aos docentes, aumentou-lhes o horário de trabalho e a carga burocrática.

Todos ouvem anualmente, nas notícias, o drama que vivem muitos professores, que chegam aos 50 anos de idade sem garantia de trabalho e sem estabilidade familiar, com a casa às costas de ano para ano ou de mês para mês. Atrás vem o drama dos filhos: a escola que vão frequentar, com quem ficam. Vem o drama da economia familiar: o baixo ordenado derretido nas viagens e, eventualmente, no aluguer de um alojamento.
E as diversas e indefinidas componentes do horário, cuja definição os professores têm vindo a exigir sem que a tutela lhes dê ouvidos? Falarei só da componente letiva e da não letiva. Esperar-se-ia que da não letiva estivessem excluídas as atividades com alunos, como, por exemplo, apoios individualizados, aulas de apoio ao estudo ou coadjuvação em sala de aula, mas tal não acontece. E assim, de forma mascarada, aumenta-se o horário de trabalho dos docentes e o seu consequente desgaste e diminui-se artificialmente a “necessidade” de contratação de novos professores.

Impensável é também o que se perspetiva no Orçamento de Estado em discussão: a função pública terá as suas carreiras descongeladas no próximo mês de janeiro, após mais de nove anos de congelamento, sendo o tempo de congelamento contado para progressão com mecanismos de faseamento. Deste processo estão excluídos os docentes, a quem está destinado o apagamento de nove anos da sua vida profissional, com a perda salarial que tal implica. Dizem os responsáveis governamentais que tal sucede por a sua progressão se fazer apenas por tempo de serviço. Contudo, os professores só podem mudar de escalão se, cumulativamente, obtiverem Bom, no mínimo, na avaliação a que são sujeitos obrigatoriamente, e se tiverem frequentado, com sucesso, um mínimo de 50 horas de formação.

Já vai longa a lista de “contras” na hora de tomar a decisão de ser professor. Perante este caldeirão fumegante, os pretendentes afastam-se assustados. De resto, já não conseguindo a profissão docente mostrar-se tão sedutora como a Carochinha da nossa história, revela-se, no entanto, igualmente inatingível, rejeitando aqueles que a ela querem aceder. O último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, mostrava que, num universo de 104 386 docentes da escola pública, em 2015/2016, apenas 383 tinham menos de 30 anos. No 2.º ciclo de escolaridade, por exemplo, 48% dos docentes tinham 50 anos de idade ou mais e 34,6% estavam na casa dos quarenta. Quantas histórias de emprego precário e mal pago e de vida pessoal e familiar instável se encontram nos docentes que vivem os seus “quarenta”!(...)»

*Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 no agrupamento de Escolas Eng. Fernando Pinto de Oliveira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.

UMA HISTÓRIA MODERNA DE TERROR

Não é história (já acontece),
amanhã não será moderna
e quanto a ser de terror... é sim senhor!
Há uma geração que se está nas tintas sobre o poder da tecnologia, sobre se está ou não a ser vigiada. O seu terror é outro.

Agradeço ao meu amigo e camarada Cid Simões o envio deste vídeo

14 novembro, 2017

Carta aberta aos mais de 15 mil cientistas que renovaram o aviso sobre riscos ambientais

Caros Senhores Cientistas,

Escrevo esta carta sem a expetativa de esta vir a ser por vós lida. Assim, é para mim quase uma descarga de peso de consciência, pois, verdade se diga, eu próprio não estou fazendo nada para inverter a situação.
Mas vocês também não.

Isto é, estão fazendo pouco. Este vosso alerta é tardio e curto. É tardio, pois esperar 25 anos para o renovar pode acontecer vir demasiado tarde. É curto, pois não entra em detalhes nem a promover comportamentos exemplares.

Como comportamentos exemplares cito o povo cubano e o que pode o poder da comunidade em contrariar tudo aquilo que agora, meus caros cientistas, estão a alertar quanto à disponibilidade de água potável, quanto à desflorestação, quanto à diminuição do número de mamíferos e quanto às emissões de gases com efeito de estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis.

Dizem, meus caros, que aquelas questões estão todas “no vermelho”, sendo que as medidas para as mitigar tomadas desde 1992 são dececionantes, com exceção das destinadas a estabilizar a camada do ozono e dizem ainda que “A humanidade não está a fazer o que deve ser feito urgentemente para salvaguardar a biosfera ameaçada”

Meus caros Cientistas,

Que tal fazer de Cuba um "case study"? Eu sei, eu sei. Virão dizer que o pico petrolífero (ainda) não se confirma e que vai continuar a haver petróleo a rodos... que Cuba é isto e mais aquilo... Pois!

Se me lerem, atuem.
Rogério Pereira
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«Quando a União Soviética colapsou em 1990, a economia de Cuba entrou em parafuso. Com as importações de petróleo cortadas em mais de metade - e de alimentos em 80% - as pessoas estavam desesperadas. Este filme narra as dificuldades e lutas, bem como o espírito de comunidade e a criatividade, do povo cubano durante este período difícil. Os cubanos explicam como fizeram a transição de um sistema agrícola industrial altamente mecanizado para um outro baseado na agricultura biológica, local, e em hortas urbanas.

É um olhar incomum sobre a cultura cubana durante esta crise económica, a que eles chamam "O Período Especial". O filme (premiado por tudo o que é lado) começa com uma breve história do Pico do Petróleo, um momento da nossa história em que a produção mundial de petróleo atinge o máximo e começa a declinar. Cuba, o único país que enfrentou uma crise dessas - a redução massiva de combustíveis fósseis - é um exemplo de opções e esperança.»


Este texto foi inspirado num post antigo da Manuela Araújo em "Sustentabilidade é Acção"

13 novembro, 2017

"Roncos do Diabo" - Gaiteiros de Lisboa (música, da boa)



Roncos do Diabo

Com três paus faz-se um bordão
Com mais um faz-se um ponteiro
Por anónima a função
Encarnado num gaiteirooooo

O Diabo já é velho
Mas é grande folião
Na festa mete o bedelho
P'ra animar a bailação

P'ra aquecer o bailarico
Abre a torneira ao tonel
O cura dá-lhe um fanico
Lá se vai o hidromel

Essa bebida dos anjos
Que agrada tanto ao demónio
Já tentou S. Cipriano
S. João e Santo Antóniooooo

Santo António milagreiro
Fez um pacto com o demónio
O Diabo era gaiteiro
E o santo tocava harmónio

S. João tocava caixa
Com dois paus de marmeleiro
Mas o delírio das moças
Era a gaita do gaiteiro

Inchava como um leitão
Quando se lhe puxa o rabo
Pela copa do bordão
Jorravam roncos do Diabooooo

Era a gaita do demónio
Que soava endiabrada
Afinava com o harmónio
Mas não estava homologada

Estava fora das medidas
Saía da convenção
Tinha veias no ponteiro
E dois papos no bordão

Criação de Belzebu
Diabólica magia
Nas voltas da contradança
Quem dançava enlouqueciaaaaa

E nas voltas da loucura
As almas em desatino
Saltavam de corpo em corpo
Errando de seu destino

O gaiteiro arreunia
Como se junta um rebanho
Fê-las descer ao inferno
No fogo tomaram banho

E já os corpos em brasa
Iam fazendo das suas
As vestes esfarrapadas
Mostravam as carnes nuaaaaas

Inocenciam absolutio...
[e mais umas quantas coisas em latim macarrónico]

Com três paus faz-se um bordão
Com mais um faz-se um ponteiro
Por anónima a função
Encarnado num gaiteirooooo

As fêmeas eram lascivas
Ondulantes de paixão
Corroídas p'lo desejo
Contorciam-se no chão

No terreiro da função
Os corpos se confundiam
Seguidores de Belzebu
Das almas santas se serviam

Foram pela noite fora
Perdidos no bacanal
Ao som desta banda louca
Até ao Juízo Finaaaaal

Inocenciam absolutio...


11 novembro, 2017

2º Aniversário da solução que um geringoço batizou de geringonça


Não há muito, um outro geringonço defendia que não se chamasse  "geringonça" ao Governo porque "eles gostam". Pessoalmente, até acho que o termo é simpático (apesar de não aplicável). 
O que é indiscutível é que de negociação em negociação vão acontecendo acordos e o orçamento já veio a ser comentado por gente que embora distante da geringonça também não é nenhum geringonço. Ora espreite lá!

Quanto à imagem acima, Nicolau Santos talvez nunca tenha dito o que lá está escrito, o que não me impede de afirmar que certamente o terá pensado. 


Esta outra imagem, roubada à Uva Passa, lá lhe disse

«Genial,
só discordo, por sinal
da figura do Marcelo
devia estar a abraçar ou beijar
uma marreta ou um martelo
certo de que, tarde ou cedo
o irá usar»

10 novembro, 2017

Álvaro Cunhal (104 anos)


"Não se trata de olhar para trás 
e perguntar com angústia: 
«que fiz? que fiz?» 
Trata-se de olhar em frente 
e perguntar com confiança e serenidade: 
«que poderei ainda fazer?»"
Álvaro Cunhal, 
Pequeno extrato de um texto belo, que um dia, no meio daquela esplanada, li em voz alta e de um só fôlego.
Houve até quem soltasse uma comovida lágrima. 

09 novembro, 2017

A Web Summit, as Smart e as Stupid Cities

Resultado de imagem para oeiras smart city 

Em dia da despedida do evento que arrastou multidões optei por evento caseiro. A iniciativa, promovida pelo setor da cultura da Câmara Municipal de Oeiras, no âmbito das Conversas na Aldeia Global, prometia algo estimulante, e foi. 
Foi assim:
Que cidades teremos em 2030? A crescente urbanização tornou as cidades em ecossistemas sociais complexos onde é imperativo assegurar o desenvolvimento sustentável. Por essa razão, convidamos os investigadores Miguel de Castro Neto e Luís Vicente Baptista para uma reflexão sobre as principais ideias para o futuro a caminho dos ODS “Cidades e Comunidades Sustentáveis” e “Educação de Qualidade”.
Assisti e não dei por ter perdido o meu tempo. Primeiro, porque tudo aquilo que no meu conto (reeditado) julgava se ir passar em 2090, Miguel de Castro Neto, na sua douta intervenção, diz que é já para 2030. Sem as competências de um ex-Secretário de Estado do Governo de Passos, tenho, no mínimo, direito a ter errado no meu prognóstico, o prazo.

Competiu ao Luís Vicente Baptista algum valor acrescentado e a pergunta mais incómoda: "Oeiras tem dados abertos?"

À hora a que sai da sala, a pergunta ainda estava sem resposta... 
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"Stupid City" - Cidade que vai atrás da moda com a veleidade de lhe querer passar à frente, que não tem transportes mas que sonha com um "Satu-o" e com "drones", onde a água é mais cara e, em tempo de seca, a água pluvial é derramada (pela sarjeta) no esgoto. Os cidadãos que habitam uma "stupid city" têm, sobre a realidade que os cerca, uma consciência diversa. Uns julgam-se "smarts" (são os "chico-espertos"), e dos outros, alguns, são mesmo stupids e acreditam piamente que vivem numa cidade avançada.