16 maio, 2017

Eu, cleptomaníaco me confesso: "quando gosto, roubo " [e qualquer comentário corre o risco de parecer negar esse gostar]


fui à fonte do silêncio
procurar que te dizer
fui à fonte do silêncio
do seu mistério beber

as palavras que colhi
como peixes luzidios
são de prata. estão aqui
para que as faças navios

em mares de mil façanhas
naveguem à flor dos ventos
domados por tua mão
e teus desejos… razão
à proa breve dos tempos

e sejam teus sentimentos
como peixes luzidios
que na fonte do silêncio
me lembrem também navios

Lídia Borges
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Este roubo lá da Seara não foi o primeiro, nem será o último