17 outubro, 2017

É insanidade estar-se contra e depois dedicar-lhe dia festivo. Salva-se o poema, apesar de não ter sido dito

Ontem celebrou-se o 4º aniversário do dia da criação da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias. 
Na primeira celebração, 16 de Outubro de 2014, assinalei o meu protesto. Hoje, assinalo ter havido o bom-senso de se dispensarem loas e discursos, tendo a cerimónia oficial sido concentrada na atribuição de título honoríficos propostos e aprovados por unanimidade pelos eleitos. Seguiu-se a parte festiva em que nós, representantes da CDU, saímos da sala por consideramos ser insanidade estar-se contra uma medida e depois juntar-se à data que lhe é festiva...
Como saldo de tudo isso, fica o poema, que não chegou a ser dito.
A FLOR E A ARMA

Dei-vos a flor das armas que não tinha
- ou tinha e quereria nunca usar... -
E a dupla imensidão desta alma minha
Num corpo que a mal sabe resguardar.

Entreguei-vos a espada, sem bainha,
Na baioneta, pronta a disparar,
E ninguém reparou que ela, sozinha,
Se transformava em flor pr`a vos cantar,

Por isso já não sei se arma, ou se flor,
Mas seja ela aquilo que ela for,
Ninguém pode negar-lhe a dupla vida

E, ao entregá-la com tão grande amor,
Com ela disparei, sem mágoa ou dor,
Um verso em flor por pétala caída...

Maria João Brito de Sousa no momento em que recebia a medalha
 TÍTULOS HONORÍFICOS ATRIBUÍDOS
ARTE E CULTURA
Maria João Brito de Sousa (na imagem) e Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles CIDADANIA E SOLIDARIEDADE
Associação Pombal XXI – Associação dos Moradores Bairros Pombal/ Bento de Jesus Caraça; Associação Coração Amarelo (Delegação de Oeiras) e Edson Moreira - Projecto “MoreiraTeam Kickboxing”
DESPORTO
Mário Wilson
ECONOMIA E EMPREENDEDORISMO
 Pedro Fidalgo