31 dezembro, 2017

Elegia ao ano velho. Ode ao Novo (em dia de aniversário)

Elegia ao ano velho. Ode ao Novo

Meu bom ano velho, que te vais
Cansado, trôpego, descomposto
Que não me fiquem teus ais
Leva para bem longe teu desgosto
E que ele não me apoquente mais

Sabes, velho tonto?
Em quantas das tuas 365 madrugadas
eu construía um sonho?
Em quantas das tuas 365 alvoradas
se me iluminava o rosto?

Sabes, velho refunfelho e travesso?
Sabes a esperança que te tinha, eras tu novo?
Sabes que lutei desde o teu promissor começo?
E o que sobra?, nem te conto
O que desse passado de esperança
eu não me esqueço
Sabes, velho safado?
Foste pouco novo
Mas esse pouco
Mesmo pequeno já foi tanto!

Vai,
Que eu fico e me renovo
Nesta outra mensagem em que me revejo
E que a todos endosso
BOM ANO NOVO! 
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Este blogue faz hoje oito anos. A data foi escolhida para que a comemoração se faça quer queira, quer não queira ou até nem se lembre dela.