04 junho, 2018

Voltando à questão da eutanásia, quero que saibam que mudei de opinião!


Hoje, pela manhã, tropecei no facebook com um post de alguém com quem com alguma frequência troco comentários que escrevia que o meu partido se tinha coligado com o CDS. Respondi-lhe e ele voltou à carga, deste modo:
«...reitero que a posição do PCP é ignóbil, oportunista e contrária à opinião de muitos militantes comunistas, especialmente jovens, que discordam abertamente da posição esclerosada de um grupo de velhos acéfalos que continua a enganar os trabalhadores com amanhãs que cantam mas eles próprios sabem que nunca se concretizam. Estamos em pleno século XXI, mas o PCP continua com o discurso do século passado em relação ao mundo laboral. Era altura de algumas mentes anquilosadas acordarem para o tempo presente.»
Deixei-lhe lá um meu "ó" de espanto e fui rever argumentos, situando-me neste século. E mudei de opinião. Isto é, passei de uma posição moderadamente contra a eutanásia, para uma outra, radicalmente contra.

Eu era moderadamente contra num meu escrito, pois aceitava o princípio mas via como condição prévia o desenvolvimento da rede de cuidados paliativos para depois, então sim, se despenalizar o acto.
Passei a ser radicalmente contra depois de ter lido os testemunhos de Theo Boer, regulador da lei que enquadra o procedimento, em vigor na Holanda, primeiro país a legalizar a eutanásia. Supondo eu que Theo Boer não seja velho acéfalo, comunista e nem tenha mente anquilosada dou importância ao que ele diz, e diz assim:
  • "No geral, as mortes por eutanásia, que respondem oficialmente por 3% de todas as mortes na Holanda, aumentaram 151% em apenas sete anos." 
  • "A eutanásia na Holanda está fora de controle". 
  • "O que estamos vendo na Holanda é a" extensão incremental ", o constante aumento intencional de números com uma ampliação gradual das categorias de pacientes a serem incluídos."
Lêr tudo aqui


Aproveito para lembrar que o sistema de saúde holandês é frequentemente apontado como um dos melhores da União Europeia e é citado pela Organização Mundial de Saúde como exemplo em vários relatórios.