Acordai
mulheres
que dormis
embaladas
por almas
desalmadas
desenhadas
nas passarelas da vaidade
nas capas das revistas
na ausência da cidade
na omissão dos dias
na mingua dos afectos
no silêncio da fome
que nos consome
Acordai
almas de vestes finas
de fino recorte
de lânguida aparência
na transparência
dos gestos ausentes
dos gestos dormentes
dos gestos mansos e quietos
das mulheres que dormem
em teu regaço
Acordai
Filhas, esposas,
mães
avós
Acordai
acordemos, todos nós
Rogério Pereira (Maio 2024)
Bela forma de despertar as mulheres adormecidas e apáticas...
ResponderEliminarGrande poeta!
Lembro-me dessa imagem. :)
Abracinho
Confessas que meu objectivo
EliminarSe vai atingindo
E é
Ficar na memória
De quem me lê
Abração
Acordai, Humanidade!
ResponderEliminarAbraço
Sim, é dirigido à humanidade
EliminarAbraço
Gostei do poema, embora não andem por aqui mulheres a dormir na forma!
ResponderEliminarAbraço
Rosa dos Ventos
Se sim
EliminarSe não andam por aí
então canta assim
"Pensem nas crianças mudas, telepáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres, rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas, ó, não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida e inválida
A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada