Mostrar mensagens com a etiqueta ANTÍDOTO PARA A PROPAGANDA GLOBAL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ANTÍDOTO PARA A PROPAGANDA GLOBAL. Mostrar todas as mensagens

24 novembro, 2018

Sobre como (realmente) vai o Mundo, ler tudo no "LADO OCULTO" - 12


O NAZI-FASCISMO ANDA AÍ

O nazi-fascismo anda aí, mais activo, organizado, transfronteiriço e ambicioso do que nunca depois de derrotado na Segunda Guerra Mundial.
Desconfia? Não acredita? Mas se ler a edição Nº12 de O Lado Oculto, já online, provavelmente ficará com outra ideia, e talvez mais desperto para o que fervilha.

A Ucrânia resultante do golpe de Estado promovido pelos Estados Unidos, com apoio da União Europeia, é hoje a meca dos fascismos e nazismos mundiais - e de Portugal também. Ali encontram treino - com armas fornecidas pelos Estados Unidos, doutrinação e reforçam laços com correligionários de todo o mundo. O maior centro de acolhimento ucraniano é o Batalhão Azov, organização política, militar, paramilitar e dotada com um corpo de milícias urbanas que se transformou na organização mais poderosa do país, à qual o governo de Kiev obedece porque, mesmo que quisesse, não lhe resta outra alternativa para sobreviver.

Depois há todo um universo de redes globais integrando governos, a NATO, as maiores empresas transnacionais, falsas ONG's e afins, que se revê cada vez mais no fascismo. Aplicar e difundir ditatorialmente, sob disfarce democrático, a ortodoxia neoliberal é a sua função. Porém, como temos vindo a perceber, o neoliberalismo chegou a uma situação de crise institucionalizada que implica o recurso à ditadura terrorista pura e dura. Bolsonaro, Macri, Paraguai, Ucrânia, Honduras, Israel são exemplos que não enganam.

De tal modo, recorda-se , que se assiste em Israel, pela voz do seu mais alto governante, Benjamin Netanyahu, a um branqueamento do próprio Hitler. "Ele só queria expulsar os judeus", o Grande Mufti de Jerusalém é que defendeu o extermínio, alega o primeiro ministro sem se preocupar em desmentir tudo o que está provado historicamente.

Exemplos da crescente organização dos aparelhos fascistas, sem contar as situações na Europa em que já estão no governo, são dados por sucessivas notícias sobre infiltrações, sobretudo em corpos militares. É o caso da descoberta de uma conspiração na Alemanha, através de centenas de soldados que conseguiram entrar nas forças militares de elite (KSK). O complot foi detectado pela polícia criminal, mas os responsáveis não sofreram punições porque receberam um aviso de um alto oficial dos serviços secretos.

Mas há muito mais para ler nesta edição de O Lado Oculto. Sobre a corrida ao ouro de cada vez mais países para se livrarem da dependência do dólar e da economia norte-americana; o plano que os Estados Unidos entregaram à família real saudita para que esta possa sair por cima no casi do assassínio de Jamal Khashoggi: que seja um inocente a pagar em vez do príncipe herdeiro; ainda as sequelas do fascismo militar aplicado pela NATO na Líbia; e também o jogo sujo, ofensivo do próprio funcionamento do mercado, usado pelos Estados Unidos e seus satélites para que o gasoduto NordStream 2, nascido da cooperação entre a Alemanha e a Rússia, não transporte gás natural para a Europa de maneira muito mais estável e a mais baixos preços.

A propósito da atitude de Bolsonaro ao provocar a saída dos médicos cubanos que cuidavam do povo brasileiro não perca uma reflexão oportuna sobre revolução tecnológica e a tecnologia da revolução. Não deixe também conhecer como se desfaz o falso mito segundo o qual a indústria têxtil portuguesa foi vítima dos baixos salários praticados no Oriente. Verá que não foi: tratou-se de falta de visão da generalidade dos empresários portugueses, que perderam o comboio da modernização da produção, das novas tecnologias, dos têxteis inteligentes.

16 novembro, 2018

Sobre como (realmente) vai o Mundo, ler tudo no "LADO OCULTO" - 11

 

UM SILÊNCIO ASSUSTADOR

Há silêncios aterradores. E que são imperdoáveis. Por exemplo, o que o mundo continua a guardar, praticamente sem excepções, perante a permanente guerra brutal de Israel contra o território palestiniano da Faixa de Gaza; sobretudo agora, depois de Benjamin Netanyahu ter concluído solenemente que "não há solução diplomática" para o problema, o que poderá significar que já tem uma solução final pronta aplicar e que só poderá ser extermínio de dois milhões de pessoas ou uma limpeza ética provocada por uma chacina militar. O mundo escutou estas palavras, proferidas numa "Cimeira da Paz" e nada disse, anestesiado e impotente perante os desmandos do fascismo sionista.

Fascismo é, no fundo, o grande projecto que se esconde por detrás das negociações e actuações silenciosas que caracterizam a implantação dos vários acordos de comércio livre, provando que deixou de haver qualquer compatibilidade entre neoliberalismo e democracia, mesmo a fingir. Foi também em silêncio e opacidade que a União Europeia decidiu dar 125 milhões de euros extraídos dos nossos bolsos ao consórcio mercenário Amarante-Garda para guardar as suas instalações e pessoal no Afeganistão - país ocupado pela NATO. Mas como a Garda não tem "boa imagem" perante as autoridades afegãs, que chegaram a prender o seu executivo local - a tarefa é "terceirizada" ao exército de mercenários da britânica Aegis Services, que nem se apresentou a concurso.

Os silêncios têm as mentiras como companheiras. É assim que o maxi-radar MUOS, do Pentágono e da NATO, apresentado como um engenho defensivo, tem sobretudo uma missão agressiva pois permitirá controlar e coordenador acções militares e imperiais simultâneas em qualquer lugar do mundo. Sendo que, articulado por um sistema de satélites, tem 16 vezes mais capacidade do que qualquer radar existente. Também não é verdade que os Estados Unidos desejem a paz no Iémen num prazo de 30 dias. Quando essas palavras soaram, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos lançaram uma ofensiva estratégica em cujo planeamento Washington participou. Como se a paz pudesse nascer da guerra.

Ainda outra mentira da Washington continua a ser a "guerra contra o terrorismo", principalmente a que diz desenvolver na Síria contra o Daesh. À medida que se reabrem sucessivas valas comuns prova-se que as vítimas são civis - oito mil até agora - enquanto a CIA mantém a operação de salvar comandos desse mesmo Daesh e seus subordinados.

A frente de guerra imperial contra a Venezuela não conhece fronteiras nem decência. O governo de Londres recusa-se a enviar para Caracas 14 toneladas do ouro venezuelano que está guardado no Banco de Inglaterra, invocando razões absurdas para não devolver o seu a seu dono.

Não abrandam também as ameaças de Washington contra a China. Agora que Pequim e Bangkok estão de acordo em construir um canal interoceânico no Istmo de Kra, alternativo à passagem do Estreito de Malaca, as pressões de Washington e Londres sobre os governos da região não abrandam. E talvez não seja por acaso que o terrorismo e o separatismo estão em alta na zona.

Por estas e outras razões, o imperialismo vai nu; acompanhado por uma cada vez mais ameaçadora dívida soberana dos Estados Unidos que o neoliberalismo multiplicou por 28 desde que se instalou pela mão de Ronald Reagan, há 38 anos.

13 novembro, 2018

ORDENADO MÍNIMO E DESEMPREGO: MITOS E REALIDADES


As posições tomadas hoje pela CIP e CCP a propósito do salário mínimo leva-me até leitura recente. Trata-se  do artigo escrito por Jorge Fonseca de Almeida*, em colaboração especial para O Lado Oculto, um verdadeiro "antídoto para a propaganda global". Passo a transcrever para este meu espaço a introdução e as conclusões. (pode ler tudo, aqui).
«A teoria neoliberal professa que a subida de salários gera uma imediata e consequente subida do desemprego. Mais afirma que qualquer direito laboral acrescenta custos e, desta forma, desemprego. Nesta lógica, a luta dos trabalhadores por melhores salários e mais direitos laborais traduzir-se-ia por uma luta entre trabalhadores procurando uns expulsar os outros do mercado de trabalho. Os sindicatos seriam, assim, um malefício para os trabalhadores desempregados. Esta é a ladainha que nos vendem todos os dias.

No entanto, os países onde os salários são mais baixos e os direitos nulos ou inexistentes são aqueles em que o desemprego é, em geral, superior.

Naturalmente o desemprego é mais baixo no Reino Unido, onde o ordenado mínimo se situa nos 1.463 euros por mês, do que no Mali, onde se fica por 43 euros por mês. Ou seja, é necessário ao trabalhador maliano trabalhar dois anos e 10 meses para receber o mesmo que o trabalhador inglês num mês! Serão os empregadores totalmente irracionais? Não deveria o Reino Unido enfrentar um desemprego tremendo e o Mali não ter um único desempregado?

A verdade, contudo, é que a teoria neoliberal sobre os salários, por não levar em conta factores como a qualidade das infraestruturas, a proximidade ao mercado consumidor, a segurança, os níveis educacionais da população, a estabilidade política e social, os níveis de corrupção, a cultura, e focando-se apenas no valor dos salários, não consegue dar uma visão correcta da dinâmica do mercado de trabalho.

Insistir, contra toda a evidência, que aumentar os salários gera desemprego, é simplesmente propaganda patronal disfarçada de teoria económica.»
Conclusões

09 novembro, 2018

Sobre como (realmente) vai o Mundo, ler tudo no "LADO OCULTO" - 10

 

QUE FOTOGÉNICA É A GUERRA!

A guerra é, de facto, muito fotogénica. Abrilhanta manchetes, torna apelativas as imagens, é um grande negócio para a comunicação social transformada em negócio. E se as fotos forem de chacinas com munições proibidas, como Israel faz em Gaza e os Estados Unidos na Síria, objectivo atinge o alvo em cheio.

No Nº 10 de O Lado Oculto, já online, damos conta de como a banalização da guerra e a sua exploração em múltiplas plataformas mediáticas  parece estar a suscitar uma nostalgia, no mínimo um conformismo com a sua inevitabilidade, reforçado quando se comemora um armistício de uma matança promovendo intermináveis desfiles militares, como quem diz que está pronto para outra. De guerra falamos ainda da intenção norte-americana de instalar na Europa as mais perigosas armas nucleares já fabricadas; sendo que um dos destinos é a Itália, país que continua a procurar a compatibilidade impossível: "excelentes" relações com a Rússia enquanto acolhe armas de destruição massiva para usar contra a Rússia.

A propósito de Itália, e não só,  também abordamos a vaga fascista que assola o mundo. Por exemplo, de como Steve Bannon, o homem que fez de Trump o presidente norte-americano, se instalou em Bruxelas para dirigir, através de uma rede de "salas de guerra" distribuídas por vários países, a campanha eleitoral dos partidos fascistas e afins, de modo a conquistarem um terço do Parlamento Europeu, 250 deputados. Assim procede quem acusa outros de ingerências em terras alheias, precisamente como ainda agora fizeram os Estados Unidos, a NATO e União Europeia para controlar as eleições na Bósnia-Herzegovina, que não passa de um protectorado falhado. Ainda sobre a proliferação fascista, fazemos duas reflexões amadurecidas sobre a teia bolsonariana que produziu o novo presidente do Brasil, uma versão da tendência que alastra através da América Latina, conduzida pelos Estados Unidos, sempre queixando-se de ser vítima de interferências. Numa oportuna entrevista com João Pedro Stedile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no Brasil , perspectivam-se já as lutas de resistência a travar, partindo da certeza de que, com Bolsonaro, os problemas do país irão agravar-se.

E como é de neoliberalismo que se trata, desfazemos mais um dos seus mitos. A realidade e os números demonstram que os aumentos dos salários mínimos não geram desemprego, como diz a teoria patronal, antes pelo contrário.

A  finalizar, damos nota de como a Rússia e a Índia, com apoio da China, abrem uma nova rota comercial para a Europa, não apenas para evitar o Canal de Suez mas também para contornar a influência imperial do dólar, e mesmo as sanções contra o Irão. Mais uma dos BRICS, que, por isso, estão sob fogo cerrado - de que é exemplo o golpismo no Brasil.

02 novembro, 2018

Sobre como (realmente) vai o Mundo, ler tudo no "LADO OCULTO" - 9



A SEGUNDA OPERAÇÃO CONDOR

A edição Nº 9 de O Lado Oculto mergulha nos acontecimentos dramáticos que se sucedem na América Latina e que se assemelham, nos seus objectivos, à temível e sangrenta Operação Condor dos anos setenta do século passado. Embora os métodos sejam diferentes, sem dúvida o fim é o mesmo: garantir a aplicação pura e dura do neoliberalismo económico através do "regime de sonho do capitalismo" - o fascismo, como em tempos sentenciou a "bíblia" na matéria, The Economist.

País a país, escalpelizamos a Operação Condor, idealizada por Henry Kissinger e aplicada pela CIA, ontem através de golpes militares, hoje graças à corrupção da justiça e dos grandes meios de comunicação. Sobre o Brasil e a eleição do fascista Bolsonaro fazemos o seu enquadramento histórico, publicamos uma reflexão actualizada sobre a democracia atraiçoada e os caminhos que a tornaram possível, recorremos aos clássicos para evocar a submissão ao colonialismo congénito que esta e outras situações reflectem na América Latina. Por exemplo na vizinha Argentina, onde Maurício Macri é o administrador colonial de turno, igualmente fascista, instalado por vias golpistas paralelas às brasileiras - incluindo a intenção de prender a ex-presidenta. Ainda em relação à América Latina, trazemos um contraponto, a parceria estratégica estabelecida entre Cuba e a Rússia segundo uma perspectiva de independência e não ingerência - e que pode também dar algum alento a governos sob perigo iminente como os da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, identificados por Trump, juntamente com o de Cuba, como "as ditaduras" da região. 

E numa altura em que se desfazem tratados de desarmamento e a proliferação de armas nucleares é uma realidade, damos nota de situações repugnantes e assustadoras de que o ser humano é capaz, enquanto o resto do mundo continua a fingir que não existem: a utilização da Faixa de Gaza como um espaço de ensaios da indústria da morte; e o modo como terroristas transformados em "óscares", os "Capacetes Brancos" sírios, continuam a tentar encenar atentados com armas químicas para culpar o governo de Damasco e ver, desse modo, se enganam o resto do mundo, pelo menos o que gosta de ser enganado.

E finalizamos a viagem na Península Ibérica, onde os riscos de unificação política serão reais a continuar o desequilíbrio crescente entre Portugal e Espanha, em termos demográficos e económicos.

26 outubro, 2018

Hoje, n"O LADO OCULTO "

AUTORRETRATO DE BOLSONARO EM DISCURSO DIRECTO



Luís O. Nunes, Rio de Janeiro; com The Intercept Brasil

“Lula e Haddad vão apodrecer na cadeia” e “a faxina agora vai ser muito mais ampla”, porque “esses marginais vermelhos vão sair da nossa pátria”. Estas foram algumas promessas do candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, proferidas na Avenida Paulista, em São Paulo, precisamente a uma semana da segunda volta das eleições, a realizar no domingo. Fascista, xenófobo, homofóbico, racista, Bolsonaro é tudo isto não porque os adversários o digam no calor de uma campanha eleitoral. É um autorretrato autêntico que ele vem construindo em mais de 20 anos de carreira política na Câmara dos Deputados e com uma coerência assinalável. Quem votar em Bolsonaro jamais poderá dizer que se enganou. Eis Jair Bolsonaro em discurso directo:

“Sou a favor sim de uma ditadura, de um regime de excepção”
 

1999, Câmara dos Deputados

Entrevistador: “Se fosse eleito hoje Presidente da República fecharia o Congresso Nacional?
“Sem a menor dúvida, daria o golpe no mesmo dia! Não funciona! E tenho a certeza de que pelo menos 90% da população ia fazer uma festa, iria bater palmas, porque não funciona. O Congresso hoje em dia não serve para nada, só vota o que o Presidente quer. Se ele é a pessoa que decide, quem manda, que tripudia sobre o Congresso, dê logo o golpe, parta logo para a ditadura! 
Programa Câmara Aberta, 23 de Maio de 1999

19 outubro, 2018

Sobre como (realmente) vai o Mundo, ler tudo no "LADO OCULTO" - 7

 

AMEAÇA PARA LEVAR A SÉRIO

A edição Nº7 de O Lado Oculto  está à disposição dos leitores e nela divulgamos dados e factos sobre as crises agudas do neoliberalismo e do globalismo que merecem ser levados a sério.

Em primeiro lugar a ameaça fascista. A democracia formal, mesmo que expurgada da intervenção dos cidadãos, deixou de ser suficiente para saciar a gula inerente às "leis do mercado" e o neoliberalismo regressa gradualmente às origens, ao regime onde incubou: o fascismo. Exemplos flagrantes são o Brasil, através da candidatura de ódio, mentira e fundamentalismo cristão de Bolsonaro, assente numa conspiração que parece ultrapassar tudo quanto já se viu em falsificação política; e na Nicarágua, onde os Estados Unidos continuam a multiplicar ameaças enquanto o país regressa à paz.

A ameaça fascista sob mil e uma capas - populismos, nacionalismos - expande-se num mundo onde os que dizem defender a democracia não a travam, antes pelo contrário. A acumulação de armas nucleares atingiu níveis de extermínio total da vida na Terra. E a NATO continua a multiplicar guerras a que não põe fim. Por exemplo, há 17 anos que está no Afeganistão para "instaurar a democracia" e derrotar os talibãs; porém, democracia nem vê-la e os talibãs estão mais fortes do que nunca, ocupando a maior percentagem do território desde 2001.

O assassínio do espião e jornalista saudita Jamal Khashoggi exemplifica o tipo de aliados que a "civilização ocidental" escolhe no Médio Oriente, onde os Estados Unidos e Israel começaram a aplicar o "Acordo do Século" contra os palestinianos, mesmo sem o terem apresentado publicamente.

Entretanto a China vai fazendo o seu caminho nesta instabilidade mundial e acaba de adquirir a concessão dos portos de Israel e de Atenas - facto que pode ter repercussões em toda a região mediterrânica capazes de ultrapassar a mera questão comercial.