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05 fevereiro, 2018

Redacções do Rogerito (39) - [O Ranking das Escolas]

Veio a stora lavada em lágrimas pedir à turma que fosse ela própria numa nossa redacção a dar a explicação do porquê ter ficado a nossa querida escola cá em baixo da tabela e eu acho que não é culpa dela mas é mais culpa do tal diabo de que falava a stora Lídia que até é minha amiga e é isso mesmo que eu acho e é por isso achar que passo a relatar que essa coisa do ranquing mandado publicar em nome da transparência é coisa muito opaca e até mesmo uma indecência.
Eu acho que a nossa escola ficava no topo da tabela se os ministros todos desde este aos mais antigos olhassem e olhem mais por ela e não continuem a pôr a stora a fazer coisas com papeis às carradas só para que no ministério se faça uma vida ocupada mas que ao saber e ao conhecimento não acrescentam nada e que ainda por cima nem lhe pagam uma única hora extraordinária.
Eu acho que a nossa escola ficava no topo da tabela se valorizassem as matérias por igual como por exemplo o estudo do meio que é coisa que eu sei à brava e onde sou melhor que em matemática e assim a tabela ficava mais equilibrada e era mais transparente sobre os saberes da gente e sobre a nossa habilitação em lidar com os vizinhos dos nossos pais lá no bairro camarário e do outro fica logo ali ao lado ou daquele que fica lá mais abaixo.
Eu acho que a nossa escola ficava no topo da tabela se o ensino fosse orientado para os filhos dos homens que nunca foram meninos em vez de embandeirar em arco com o desempenho dos filhos dos amigos dos donos disto tudo.
Quando a escola mudar a minha irá ser a melhor do Mundo.

25 dezembro, 2017

Natal... a minha árvore nunca foi igual


Todos os anos faço um postal de Natal. Nunca igual. Em 2010 era pequenino, para logo dar um salto em 2011. Surpreendidos, os amigos, foram então muitos os que fizeram questão de vir ter comigo. 


Mas cedo se começou a inverter o movimento. E se este ano foram mais que em 2014, percebo que passam céleres, e dão prioridade às redes sociais... 

 

Temo que logo o jantar sofra do mesmo mal...



07 dezembro, 2017

Refeições escolares: "Que no ano letivo de 2018/19 não possam ser renovados os contratos de concessão em que a ação de fiscalização tenha identificado falta de qualidade"*

*Proposta do PCP que o PS rejeitou 

Com os ingredientes da imagem acima faria a minha Maria uma boa refeição.
As escolas, no geral, até parece que não. Mostra-o o programa "Linha da Frente".
Pena que o programa, em vez de um "chefe de cozinha" despropositado, não tenha colhido imagens do Parlamento onde o PS votou contra as propostas do BE e do PCP por elas assentarem num pressuposto que o PS considerou errado: o pressuposto de que todos os problemas ficariam resolvidos se os refeitórios e cantinas fossem todas geridas directamente pelas escolas. No programa da RTP  o diretor da Escola de Ponte de Sor desmente o argumento do PS e dá testemunho em reforço das cantinas geridas pela escola...
E quanto a qualidade, ponham o Diogo e a Maria como controladores e vão ver se a coisa não resulta! Resulta, e a baixo custo...

15 novembro, 2017

A luta dos professores, a procura da dignidade perdida e a história da carochinha


Na procura da dignidade perdida a luta dos professores deu um pequeno (grande) passo em frente. Alguém comentava por aí, alardeando um decreto de 1936, que sim senhor, que concordava com a luta dos professores mas deixava como reparo que a sua situação melhorou muito depois do 25 de Abril. E afirmava ter certeza que alguns deles ainda se lembram muito bem do que o Estado Novo impunha às professoras.

Lembrar o fascismo é sempre louvável, para que não nos matem a memória, mas tal comparação no contexto da luta de hoje soa a um "calem-se lá, que isto já esteve bem pior". Lá deixei um comentário a apontar-lhe que de facto já tinha melhorado antes de ficar péssimo. E como em assuntos de classe, nada melhor que passar a palavra a quem sabe da poda*, cá vai, a partir de uma conhecida história:
«“Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?” Muitos foram os pretendentes que se sentiram atraídos pelo convite da formosa Carochinha, que a todos rejeitou. João Ratão, o aparente felizardo por ela escolhido, como sabemos, acabou no caldeirão.

“Quem quer ser professor, uma profissão tão digna e de inegável valor?” Sabemos a resposta a esta pergunta, bem como conhecemos a opinião dos estudantes portugueses acerca dos seus professores. Podemos adivinhar (sem grandes probabilidades de erro) os seus motivos.

Comecemos pela resposta à pergunta. Segundo um estudo realizado para o Conselho Nacional de Educação (CNE) a partir do relatório dos testes PISA de 2015, somente 1,5% dos estudantes portugueses que fizeram esses testes consideram a possibilidade de virem a ser professores. Avancemos para as opiniões que os alunos têm dos seus professores. 

É também uma publicação do CNE que dá a conhecer que, segundo os dados dos testes PISA, em 2012 os alunos portugueses estavam entre os que, percentualmente, mais respostas afirmativas davam no que se refere a sentirem-se felizes na escola e a terem um bom relacionamento com os professores; a percentagem dos que se sentiam postos de parte por eles era mínima. A quantidade de estudantes portugueses que afirmavam relacionar-se bem com os professores (86%) contrastava, nomeadamente, com a dos finlandeses (43%).

Porquê, então, um tão baixo desejo dos jovens em optarem pela profissão de professor? Não será difícil encontrar resposta(s) para esta última questão. Difícil é abordar todos os motivos possíveis no espaço deste artigo.

A figura do professor sofreu uma desvalorização social enorme. Todos se lembrarão da imagem do professor preguiçoso, que trabalha pouco e falta muito, divulgada por uma ministra que, a reboque de tal imagem, retirou direitos aos docentes, aumentou-lhes o horário de trabalho e a carga burocrática.

Todos ouvem anualmente, nas notícias, o drama que vivem muitos professores, que chegam aos 50 anos de idade sem garantia de trabalho e sem estabilidade familiar, com a casa às costas de ano para ano ou de mês para mês. Atrás vem o drama dos filhos: a escola que vão frequentar, com quem ficam. Vem o drama da economia familiar: o baixo ordenado derretido nas viagens e, eventualmente, no aluguer de um alojamento.
E as diversas e indefinidas componentes do horário, cuja definição os professores têm vindo a exigir sem que a tutela lhes dê ouvidos? Falarei só da componente letiva e da não letiva. Esperar-se-ia que da não letiva estivessem excluídas as atividades com alunos, como, por exemplo, apoios individualizados, aulas de apoio ao estudo ou coadjuvação em sala de aula, mas tal não acontece. E assim, de forma mascarada, aumenta-se o horário de trabalho dos docentes e o seu consequente desgaste e diminui-se artificialmente a “necessidade” de contratação de novos professores.

Impensável é também o que se perspetiva no Orçamento de Estado em discussão: a função pública terá as suas carreiras descongeladas no próximo mês de janeiro, após mais de nove anos de congelamento, sendo o tempo de congelamento contado para progressão com mecanismos de faseamento. Deste processo estão excluídos os docentes, a quem está destinado o apagamento de nove anos da sua vida profissional, com a perda salarial que tal implica. Dizem os responsáveis governamentais que tal sucede por a sua progressão se fazer apenas por tempo de serviço. Contudo, os professores só podem mudar de escalão se, cumulativamente, obtiverem Bom, no mínimo, na avaliação a que são sujeitos obrigatoriamente, e se tiverem frequentado, com sucesso, um mínimo de 50 horas de formação.

Já vai longa a lista de “contras” na hora de tomar a decisão de ser professor. Perante este caldeirão fumegante, os pretendentes afastam-se assustados. De resto, já não conseguindo a profissão docente mostrar-se tão sedutora como a Carochinha da nossa história, revela-se, no entanto, igualmente inatingível, rejeitando aqueles que a ela querem aceder. O último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, mostrava que, num universo de 104 386 docentes da escola pública, em 2015/2016, apenas 383 tinham menos de 30 anos. No 2.º ciclo de escolaridade, por exemplo, 48% dos docentes tinham 50 anos de idade ou mais e 34,6% estavam na casa dos quarenta. Quantas histórias de emprego precário e mal pago e de vida pessoal e familiar instável se encontram nos docentes que vivem os seus “quarenta”!(...)»

*Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 no agrupamento de Escolas Eng. Fernando Pinto de Oliveira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.

05 novembro, 2017

Diálogo com o Diogo (a continuar... não sei onde, nem quando, nem como)

Foto de Andreia Couñago Pereira. 
Ele - Vô!?
Eu - Diz, pá!
Ele - O que acontece se eu escolher ser jogador?
Eu - Amador ou profissional?
Ele - O que é ser jogador profissional?
Eu - Ser profissional é viver intensamente aquilo que se faz e viver exclusivamente disso e... para isso!
Ele - Então não posso ir ser mais nada?
Eu - Podes, depois, só depois... mas há coisas que jamais poderás ser...
Ele - Diz lá coisas que depois não posso vir a ser
Ia a responder mas a bola veio ter com ele e o Diogo voltou ao jogo. Disse para mim como se lhe tivesse a dizer para ele: 
"Não poderás ser biólogo*, Diogo"
___________________
*ler aqui, em «Diogo, da "Maior Flor do Mundo" ao Polvo» as mil e uma razões porque achava que ele podia ser biólogo.

29 maio, 2017

No domingo aconteceram duas finais... e sei de qual gostei mais...


Entre as finais não há termo de comparação, são dois mundos diferentes. Não há mais nada em comum entre um palco e um estádio, para além de ambos serem cenários de um trabalho colectivo... de resto, mais nada.

Se não há mais nada que os distinga, não fará sentido enumerar as diferenças, pois são evidentes.

Por outro lado, falar de futebol é acrescentar ruído ao muito ruído que por aí vai e, depois de ter citado José Esteves e da actualidade do citado, só me apetece referir o que desde há muito ando a repetir: "o futebol é tão só e apenas a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar". 
Ganhou o meu SLB? Claro que embandeiro em arco, dá-me forte mas passa-me depressa...

Falemos então do GOT TALENT aquele concurso de formato marado que põe a concorrer artes e talentos diferentes. E que há para dizer?
"A arte e aquilo que a sustenta são as coisas mais importantes de entre as coisas realmente importantes com que nos devemos preocupar!"
Preocupemo-nos, então.


22 maio, 2017

Os papelinhos coloridos, os trocadilhos e os grunhidos


A questão, tal qual me surge, lembra aquela, bem colocada, de saber o que teria aparecido primeiro, se o ovo se a galinha. 
Transposta essa para este post, a pergunta é outra, o que apareceu primeiro? 
O grunhido* ou o papelinho?

Dizia um amigo que nem Mia Couto se livrara da tendência de enveredar pelo trocadilho curto, ele que é hábil nas palavras. Certamente que Mia não foi o único e instalou-se a generalizada tendência, com sucesso absoluto. Quanto mais curto, mais os cliques no "gosto", chegando estes a atingir centenas a que se juntam largas dezenas de comentários, esses inexplicavelmente longos e quase sempre adulatórios.  

O marketing facebookiano, sempre atento, passou a disponibilizar ambientes coloridos para trocadilhos e grunhidos* e, assim, passar a concorrer com o seu mais aguerrido concorrente, o twitter**.

E que tal regressarmos ao tempo da comunicação escrita?
______________
* "Nem sequer é para mim uma tentação de neófito (escrever no Twitter). Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido." - José Saramago, entrevista à GLOBO, Setembro de 2009
**(...) Um dos maiores riscos para o mundo é ter um presidente dos EUA que governa pelo Twitter como um adolescente, com mensagens curtas, sem argumentação, que, para terem efeito, têm de ser excessivas e taxativas.(…) Se acrescentarmos que muitos consumidores das redes sociais obtêm aí quase toda a sua informação, percebe-se os efeitos devastadores no debate público e como servem para a indústria das notícias falsas e para alicerçarem o populismo com boatos, afirmações infundadas, presunções, invenções (...)Ler só aquilo com que concordamos pode ser satisfatório psicologicamente, mas destrói o debate público fundamental numa sociedade democrática.» - José Pacheco Pereira in "A ascensão da nova ignorância"

07 março, 2017

Faltam só seis dias e nada (que eu saiba). Mas ainda estão a tempo...


No próximo dia 13 termina o prazo para a consulta pública de um documento produzido por um grupo de trabalho, iniciativa do Ministério da Educação, e que se designa por “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”. Atento, eu tenho-o lido e analisado. De modo muito simples e resumido, diria que se trata de levar as antigas brincadeiras de rua para a sala de aula e levar a sala de aula antiga para o recreio. Tudo isto porque aprender a brincar é (pode ser) um caso muito sério.

Assim, faltam apenas seis dias para a comunidade educativa se pronunciar. Tenho procurado, procurado, mas acho que as vozes a que dava crédito têm estado caladas que nem pedras tumulares. O blog Terrear, de um prestigiado professor, limitou-se (até hoje) a editar o documento, sem o comentar. Outro, o Vox Nostra, depois do Crato ir dar uma volta, coincidência ou não, "fechou" a porta... O carismático Paulo Guinote, da Educação do Meu Umbigo, deixou-se disso.

A imagem? Ah, a imagem! Sem saudosismo vos digo, aquilo era mesmo a sério: Primeiro escolhíamos as equipas, tendo o cuidado de distribuir os leves e os pesados, de forma a que estes não ficassem só de um lado; a seguir negociávamos as regras; o passo seguinte era tirar à sorte quem primeiro "amouxava"; depois era jogar. E o jogo era um gozo. Uma das regras mais criativas era pôr os debaixo a dizer piadas... e se algum dos de cima mostrasse os dentes ou risse `"a bandeiras despregadas" perdia a jogada... outra regra, era não aleijar... e que o fizesse deliberadamente era excluído, sem poder ser substituído.

Se hoje também deve ser assim? Claro que não, aquilo era no tempo de escassez de recursos e de grandes carências na educação.  Hoje há mais oportunidades, e pelos vistos...

18 fevereiro, 2017

Ah!, o que eu gosto destas bacoradas...

Desabafo dum professor

Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;

Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;

Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;

Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;

Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, o ministro
e, como se não bastasse, outros professores,
e o ministro!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Que eu dê aulas!?...

13 fevereiro, 2017

«Não aos monólogos, sim à interacção!» falando, como se fala, da sala de aula, diria que vem aí a utopia


Se vasculharem lá no meu baú, encontrarão, com a etiqueta "Educação e jovens", mais de centena e meia de posts. Tem lá de tudo, desde a violência entre alunos até à violência exercida sobre eles, o que me terá levado a usar grosseiro vernáculo, com a exclamação "que merda é essa?". 
No entanto, os temas por mim desenvolvidos ao longo dos últimos seis anos têm maior incidência em práticas louváveis ocorridas em escolas portuguesas e que se aproximam do, para muitos de nós utópico, modelo finlandês. 
E sobre a utopia, dizia-me um amigo, deixando no seu texto, inequívocos testemunhos :
Há quem embirre com as utopias. O que é um pouco como achar que os sonhos são inúteis. Aí estão duas escolas em que o sonho está já transformado em vida.
Das vezes que falei deste assunto, da educação e destas duas experiências portuguesas da Voz do Operário e da Ponte, foi como tentar explicar o que é um oceano a quem só viu um charco de água. Falar deste assunto sempre foi muito complicado, excepto quando tive oportunidade de mostrar previamente alguns desses links e vídeos postados.
Vem a propósito disto, referir uma notícia do "Público" no jornal do passado domingo onde pré-anunciava ir passar a existir um novo perfil de competências para os alunos, que tal implicará alterações de práticas pedagógicas e didácticas, passando por recentrar o lugar do aluno na aprendizagem.
Falava o texto em se ir criar na escola “espaços e tempos para que os alunos intervenham livre e responsavelmente” e também promovendo, “de forma sistemática, na sala de aula e fora dela, actividades que permitam ao aluno fazer escolhas, confrontar pontos de vista, resolver problemas e tomar decisões com base em valores”. 
Tudo isto para que os alunos passem a ser capazes, entre outras vertentes, “de ouvir, interagir, argumentar, negociar e aceitar diferentes pontos de vista, ganhando novas formas de estar, olhar e participar na sociedade”.

Aproxima-se, então, a mudança necessária. Que "mude, mas que comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade."  

___
Como o link à Escola da Ponte não funcionava o Bruno trouxe-me um vídeo alternativo

08 fevereiro, 2017

A educação na Finlândia (voltando à vaca fria)


Voltar à vaca fria é uma expressão que não só me agrada como frequentemente pratico. Quando pego num tema, não o largo e frequentemente nele insisto. 

Ao almoço, dizia eu, "bolas! entrar às 9h, ter uns quantos intervalos sem ter onde nem como gozá-los e depois ir buscar o miúdo às 17,30h. Chegar a casa e ainda ir fazer os trabalhos... não é uma violência, apre!, é um massacre"  

Procurando mais informação sobre como será a "coisa" por lá tropeço numa imagem. E... raios me partam, se este puto finlandês não está a copiar a obra do meu Miró (ver quadro ao lado)

Estar ou não é dúvida que não interessa. O que relevo, é que há grande proximidade na expressão plástica, na forma de combinar as cores... e qual é a tese? Os nórdicos finlandeses são quase tal e qual os netos de quem tem alma celta, coração luso e sangue mouro.

Qual é a diferença?

Veja-a, aqui, nestes 7 princípios de fazer inveja!


07 fevereiro, 2017

Que merda é esta? Deixem sossegadas as crianças... III


Ontem, dia de aniversário, aconteceu o que sempre acontece: parecia que tinha reunido o conselho de família e a discussão foi intensa. Os genros repartiram-se, ao seu estilo, entre a veemência e a fala mais pousada e calma. Elas, seguiam atentamente os argumentos esgrimidos, intervindo onde sentiam que era preciso e os netos distraiam-se com o que lhes era possível e legítimo distrair-se.  O tema central começou com a manifesta falta de concentração do meu neto nas aulas, para depois tocar de tudo um pouco, desde a necessidade de introduzir nova pedagogia no ensino da matemática até à organização do transporte escolar, passando pela elevada carga horária em sala, compelindo à total exigência das imobilizações dos pequenos corpos, na postura de sentados e com a exigência de elevada concentração do olhar e da audição. 
Apagadas as velas e partilhado o bolo de aniversário, cada um foi para seu lado.

De manhã, cedo, em trabalho com o "meu" vereador (sem pelouro) para arrumarmos ideias, veio à baila a "municipalização da educação" e o tanto que me insurgia contra o que julgava eu ser a ingerência da autarquia nos conteúdos curriculares. E o vereador lá me foi dizendo que eu estava enganado e que aquela porra do "empreendedorismo" está mesmo contemplada, no 1º ciclo, como área temática.

Hoje, à noite, no telejornal foi atraído pelo titulo "Agravamento de indisciplina nas escolas causa preocupação" e concentrei aí toda a atenção. Findo o programa, comentei para mim próprio, a propósito da indisciplina: "Não há efeito nefasto, que não tenha uma estúpida causa"
E fui fazer uma comparação justificada.  
Viram? 
Fica agora a pergunta: Quantas participações disciplinares produzirão os directores das escolas finlandesas?




04 fevereiro, 2017

Juro que isto não tem nada a ver com futebol... e nem sequer com fair play


Perder ou ganhar é regra de quem disputa, entra na luta ou, simplesmente, aceita as regras de um qualquer jogo e joga. Falando de regras, há-as não escritas. São as da ética, da moral, da solidariedade de classe, da defesa de uma mística, do respeito pelo adversário... 
Hoje, não perdeu só um jogo. Perdeu o que já há muito tinha perdido...
Expõe-se agora a quem não erga uma só voz a amenizar o peso amargo, não da derrota, mas de desaire maior.  
Que se lixe o gajo, por tão baixo! 

27 janeiro, 2017

A Academia, o "acordo" e o que pensa Mia Couto


Segundo percebo dos propósitos da Academia as  suas sugestões sabem a pouco.
É o que eu percebo, até por leituras muitas e tantas e esta, de Mia Couto:

«Venho brincar aqui no Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta.

17 janeiro, 2017

Redacções do Rogérito (35) - "A minha visita à Assembleia da Freguesia"

Tema da redacção: A Assembleia da União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Eu gostei muito da ideia da stora em ir fazer uma visita àquela sessão e estar de corpo presente a assistir a uma demonstração de democracia que foi poder ver e ouvir tim tim por tim tim o que os nossos eleitos diziam dos problemas locais e de como eram apresentadas as queixas de quem lá estava para se queixar e de como eram dadas as respostas às queixas apresentadas e de como estas também não eram dadas pois o poder da freguesia é um poder poucochinho a crer num senhor que estava sentado que dizia até não mais se calar que fazia mails para a câmara até se cansar só que a outro executivo não executava o que este executivo por lei devia ser ele a executar como disse um senhor que lá estava e que eu até gostei muito de ouvir pois até falou numa lei que estava ainda por cumprir.
Gostei muito de aprender muitas coisas só não gostei foi que a Assembleia  se iniciasse a hora tão tardia e eu quando lá cheguei a sala estivesse vazia e só começasse a encher à hora de eu me ir deitar pois já minha mãezinha me dizia que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer e assim eu acho que ou há mais disciplina de horário ou aquela gente nem fica saudável nem cresce.
Eu gostei muito do diálogo entre diferentes mas só não gostei de perceber que entre os iguais havia gente que falava demais e fazia um barulho do caraças muito perturbador sem que o presidente pusesse ordem naquela gente nem nele próprio pois metia os pés pelas mãos sem que percebesse que eu estava ali para aprender como é que uma assembleia funciona e se não fosse a stora a dizer-me que as coisas se passam noutros lados de outra maneira eu ficava com uma ideia da democracia pouco lisonjeira.
Eu gosto muito de coisas bem combinadas e fiquei com a impressão de que há gente ali que se combina coisas entre elas não o sabem fazer como se combinam noutras assembleias tais como naquelas em que as unanimidades se conseguem sem confusões nem grandes abdicações como parece ter acontecido com aquele senhor há poucos dias falecido num voto de pesar que ainda vai dar muito que falar que espero não dê muito que falar pois há remédio para tudo menos para a morte.
Eu gosto muito de viver num município que é muito bonito e que dizem ser muito rico pois há aqui muita gente educada graduada e de posse elevada só não gostei de saber que entre a malta o pessoal que para a junta trabalha há muita gente precária.
Quando eu for crescido quero dar volta a isto!
Tenho dito, e me assino
Rogérito
 _____________
Nota: Ocorreu-me este texto pelo facto de um grupo de alunos da Escola Secundária Quinta do Marquês ter estado ontem a assistir à Assembleia de Freguesia na qual sou eleito. Qualquer leitura que possa levar o leitor a pensar que os jovens presentes pensaram como este escrito é mera especulação (ou talvez não)

13 janeiro, 2017

Que merda é esta? Deixem sossegadas as crianças... II

Se disserem que sou contra o empreendedorismo eu desminto. Agora, não concordo é com isto.
Há uma idade adequada para tudo... as crianças brincam, os adolescentes descobrem-se a si mesmos e os jovens vão à luta. Tudo tem seu tempo. E se Oeiras se orgulha do elevado nível de vida que tem, porque não adopta as práticas de países avançados?
Não pode? Faça por isso! Eu, por mim, alinho!

07 janeiro, 2017

Mário Soares «In Memoriam» (1924 - 2017)


Foi Soares o que dizem que ele terá sido. Foi Soares o que de si ele próprio disse que foi. Mas ele foi também o que dele não se diz ... Partiu. A História, que não julga, irá pôr rigor nesse percurso e dará conta de como evoluirá a sua obra. Ela, a obra, sobrevive-lhe ainda (pois marcou este regime e é sua a bandeira europeia).
Que descanse em paz.

06 janeiro, 2017

Que merda é esta? Deixem sossegadas as crianças...


Tenho dito, e agora repito, que não me incomoda nada (mesmo nada) que o Poder Local, em articulação com a Escola, defina um tanto da carga horária, influenciando os conteúdos curriculares.
Oeiras tem vida, tem instituições milenares, tem pescadores com suas artes, tem personalidades, tem história e, sobretudo, tem memória, desde o presidio de Caxias até às pedreiras que permitiram a reconstrução da Baixa Pombalina.

Oeiras tem até excelentes contadores de histórias e sítios excelentes onde essas histórias podiam (e podem) ser contadas.

Não lembra ao diabo, o que está a ser preparado depois de já ter começado
 (saiba mais, aqui)