Mostrar mensagens com a etiqueta União Europeia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta União Europeia. Mostrar todas as mensagens

04 fevereiro, 2018

Correia de Campos quer o coro afinadinho

 

João Ferreira, eleito deputado no Parlamento Europeu pelo PCP, alertou na sua página do facebook, sobre iniciativa de Correia de Campos:
«O Presidente do Conselho Económico e Social vai organizar um debate no próximo dia 9 no CCB sobre "Orçamento da UE pós-2020: que impactos para Portugal?", para o qual convidou deputados dos partidos portugueses representados no Parlamento Europeu. Todos? Não. Correia de Campos, que até já andou pelos corredores de Bruxelas, sabe de onde pode vir uma voz dissonante num coro que quer afinadinho. Razão pela qual decidiu excluir o PCP do debate.
(Quem tiver uma concepção de democracia que não encaixe nos peculiares padrões do ex-ministro, pode exigir a reparação desta exclusão deixando a sua opinião aqui:
apoio.secretario.geral@ces.pt »
Já segui a sugestão, e você
Espera o quê

27 janeiro, 2018

DAVOS, onde os avisos soam como ameaças...


Entre o ar alucinado de um e outro escolho o dela, mais pela ameaça velada colocada do que por qualquer outro motivo. Lagarde avisa, mas seus avisos soam como ameaças e faz apetecer-me voltar a usar aquele vernáculo em tempos usado. 

Diz o FMI, pelos seus lábios, que “Esta retoma económica é cíclica. Não se sintam satisfeitos”e acrescenta, programática, que “a complacência é um erro” e que “na ausência de reformas contínuas" virá aí aquilo que um outro dia já veio. 

Hesito, entre voltar a citar Saramago (Davos, 2009) e repetir o poema de Gonçalo M. Tavares. 
Sem esquecer o outro, opto por este:
A Grande Inteligência é Sobreviver

A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto não são teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia é quase inútil e estúpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espontânea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
não passa, afinal, de um crustáceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.

Gonçalo M. Tavares
 

16 janeiro, 2018

Trump e a queda do império americano


Trump é tudo o que dele se diz e mais aquilo que é ocultado, ou pelo menos não se fala.
Não se fala no desespero de Trump. O mais certo, quando se lhe dá a imagem de louco, é que ele de facto estará desorientado, terá percebido que os EUA não terão saída. Ele e não só.

Quem me lê sabe que não sou dado a outros devaneios que não seja brincar com as palavras, sem beliscar a verdade, a qual me limito a avinagrar. Também sou avesso a fantasmas ou a teorias da conspiração. A noticia que vos trago não é devaneio, não é algo do outro mundo e nem é teoria.
Eis a noticia:
A partir de 18 de janeiro, a Bolsa de Xangai negociará petróleo em iuan atrelado (com paridade) ao ouro. Trata-se de um passo geopolítico importante, pois ameaça o petrodólar, um dos fatores do poderio norte-americano.
A seu favor, a China conta com o fato de ser o maior importador de petróleo bruto do mundo, com o apoio da Rússia e com a possibilidade de o comprador converter o petro-iuan em ouro – chineses e russos estão entre os dez maiores produtores do metal.
Rússia, Irão, Angola, Brasil e Venezuela já aceitaram que a China pague o petróleo importado em iuanes...(...)
Ler em "China acelera fim do petrodólar"
E o que é que significa tal notícia?  O vídeo explica


Agradeço ao Cid Simões 
a cedência deste vídeo

06 janeiro, 2018

Os CTT, o fecho dos balcões e... ah, pois!... as privatizações

O que aqui trago é texto antigo mas não antiquado. Data de 2011, em Maio.
A imagem mostra Passos Coelho a contrariar Jerónimo...
Por essa altura, escrevia eu assim:


«Os que me leem - e os que agora chegarem para o fazer - sabem (ou ficam a saber) o meu gosto em brincar com as palavras, não para lhes alterar o sentido, mas para esmiuçar o seu sabor e peso.
Sim, porque as palavras, independentemente do ar e da entoação com que são ditas podem ser doces ou amargas, leves ou pesarem chumbo. Pois foi brincando com as palavras que, num comentário a um blogue de pessoa amiga, escrevi que o discurso político carece de ser analisado tendo em conta a necessidade de discernimento entre "A substância da coisa e a coisa da substância" e de quando se falar de uma ser quase criminoso (porque manipulador) não falar da outra.
Contrariamente ao que possam pensar, o post de hoje é sobre isso. A alusão ao debate de ontem vai ser meramente ilustrativo da minha figura de estilo... (ver vídeo)

A SUBSTÂNCIA DA COISA (coisa política, claro)

Todos os conteúdos são definidos por uma substância, se não física e tangível, pelo menos demonstrável (frequentemente com recurso à frieza dos números). Por coisa deve entender-se o domínio a que o conteúdo diz respeito. Uma coisa é falar de galhos outra é de bugalhos. O valor atribuído não é exterior à substância da coisa. Depende dos interesses que se reúnem em torno e que frequentemente disputam a substância. Nada melhor do que um exemplo: AS PRIVATIZAÇÕES enquanto substância. Privatizar qualquer coisa: OS TRANSPORTES, A ENERGIA, O GÁS, OS CORREIOS, A ÁGUA, etc. Discutir a substancia da coisa implica, naturalmente, compreender as funções do Estado em confronto com os interesses privados que tomarão conta da coisa. Como a discussão se passou e quais as ideias em jogo, podem ver no vídeo junto. Compreenderão como os sujeitos em confronto discorrem e, até, formularem uma opinião (logo no inicio, mas mais detalhadamente a partir do 27º minuto) »
E depois continuava, em densa prosa, que agora não vindo ao caso substituo pelo vídeo que é, sublinho e noto, um verdadeiro documento histórico!

08 dezembro, 2017

Trump: “Hoje, finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel”

«...este súbito anúncio põe fim a uma encenação de décadas: a dos EUA como mediador do “processo de paz” israelo-palestiniano. As aspas são porque não há processo de paz nenhum. Portanto, o anúncio de Trump não o inviabiliza, como muita gente tem lamentado. O que faz é puxar o tapete a quem se esforçava por manter a ideia de que os EUA estavam empenhados num “processo de paz”. Desde que Israel é Israel, todos os presidentes americanos fizeram, mais ou menos, esse esforço. Era estratégico, dominou a política da Casa Branca, e o que muitos comentadores americanos parecem lastimar mais no anúncio de Trump é que ele retire aos EUA o protagonismo de sempre.»

Acabou o teatro dos EUA entre Israel e Palestina (ler tudo aqui)

A realidade? A realidade é nos vídeos narrada e explicada como se todo o mundo fosse muito estúpido...

.

04 dezembro, 2017

Centeno, a eleição e o furacão

A chamada de primeira página não é mais seguida no texto que o DN desenvolve no interior da edição de hoje. Os jornalistas de serviço não retomam o termo "furacão" e passam a citar Carlos Zorrinho, Paulo Rangel, Marques Mendes e Luís Campos e Cunha que, resumindo, consideram que se Centeno for eleito, "será bom" por isto e por aquilo...

Conhecido esta tarde o resultado, aqueles e outros andarão por ai reclamando parte dos louros e que estes competirão também a outros...

Quanto ao termo furacão, ele traduz bem duas coisas: 
  • a primeira, é que com toda a competência que se lhe reconheça, a Centeno não são atribuídos especiais conhecimentos em climatologia; 
  • segunda, o Eurogrupo é uma tertúlia onde, informalmente, se fala do tempo, se comenta e avalia o "Borda d´Água", sem agenda nem acta.
_____________________
«(...) Só uma ilusão desligada da realidade institucional da União Europeia – em que as grandes potências, com destaque para a Alemanha, determinam as decisões do Eurogrupo – ou uma estratégia de branqueamento das políticas e responsáveis da União Europeia a partir da actual realidade política portuguesa, é que pode ver na designação do Ministro das Finanças português uma qualquer alteração das políticas e opções da União Europeia.»

17 novembro, 2017

Um grande número de pessoas que tomam decisões sobre o futuro da Europa, não tem quaisquer interesses diretos nesse futuro!


Segundo Alberto Castro*, Phil Lawyer terá feito um balanço curioso sobre os líderes da Europa
  • O recente eleito presidente da república francesa, Macron, não tem filhos
  • A Chanceler, Angela Merkel, não tem filhos
  • A PM do Reino Unido, Theresa May, não tem filhos
  • O PM de Itália, Paolo Gentiloni, não tem filhos
  • Mark Rutte da Holanda, não tem filhos
  • Stefan Lofven, da Suécia, não tem filhos
  • Xavier Better, do Luxemburgo, não tem filhos
  • Nicola Sturgeon, da Escócia, não tem filhos
  • Jean-Claude Juncker, Presidente da CE, não tem filhos
Portanto, um grande número de pessoas que tomam decisões sobre o futuro da Europa, não tem quaisquer interesses diretos nesse futuro!

*Alberto Castro é correspondente de Afropress em Londres e colabora na Página Global

29 outubro, 2017

Alberto Garzón, outro saramaguiano (se não me engano)


19 outubro, 2017

Irá Costa romper com o paradigma?



Há muito que não comprava um jornal e hoje decidi quebrar a promessa que a mim mesmo fizera. Nesta quebra, há a evidência que é tão difícil romper com hábitos antigos, como sair de qualquer toxicodependência. Isso, comprei o DN por vicío. Gostei da "chamada de capa" e fui diretamente à 4ª página.  E continuei a ler o texto encabeçado pelo título: «Costa admite flexibilizar défice publico por causa dos incêndios». 

Boa! Até que enfim que o Costa sai do paradigma do sacrossanto défice. 

Há hora (agora) de escrever algo sobre isso neste espaço, procuro a notícia. No google, coloco o título e como resposta... nada. Coloco o já referido subtítulo da 4ª página... e nada. Tento outras hipóteses no "motor de busca" e vou parar a parte nenhuma. Que se passa? 
Talvez que simplesmente "alguém" tenha considerado que a pressão de fecho da edição tivesse consentido algo inconveniente de ser escrito? Terá sido isso?   É que ceder em matéria de aumento da despesa pública agravando o défice é heresia. Na versão editada na net, o texto desaparece.
[ocorre-me o que, sobre a matéria, disse em Outubro de 2015  um herege: «Gostava que um economista me explicasse por que é que o défice tem que ser de 3% em vez de 4%»]
Sabem que mais? 
Não comprem mais jornais! 
Se querem saber, vão beber à fonte

08 outubro, 2017

Continuando com o tema Catalunha, me declaro saramaguiano... até ao tutano


Sobre os meus escritos citando Saramago, as "Homilias Dominicais", já por duas vezes lhes anunciei o fim. Uma, depois de 104 semanas a fio. Outra, sob a forma de posfácio. Não é sina, antes necessidade de repor valores, princípios, utopias... e venho trazer à liça o vaticínio da fundação da Ibéria.
E sobre valores, claro o da autodeterminação dos povos e... o não ser rendeiro em terra própria. O resto será o que tiver que ser, leve o tempo que durar.

17 junho, 2017

«Koln… meine freude Koln, très amie-de-monamie-miteran»

Koln foi buscar Merkel à ex-RDA para a colocar como cereja no seu bolo, e acabou por ter que engolir o caroço.
Os gatos-pingados que o levaram para o cemitério confirmaram que era um grande homem, pelos nossos cálculos ultrapassaria em muito os cem quilos. Os media exaltam o homem da unificação da Alemanha, cantam-lhe loas pelo Tratado de Maastricht e ignoram a dissolução da Iugoslávia e o massacre que tão cedo não se esquecerá.
Fac-símile de página do livro de Guy Mettan
__________________________
Wolfgang Schäuble era o predileto de Koln, e acabaram em grandes negócios de armas com a Arábia Saudita e o Canada, tudo feito com muitas, muitas luvas, a justiça marcou passo; privatizações da RDA, refinaria Leuna ‘vendida’ à ELF, Kohl admitiu ter depositado milhões de marcos de doações anónimas em contas secretas na Suíça.
Vejam bem!... ah! Falta cá o pai da nossa democracia para lançar a frase chapa para defuntos: Koln… meine freude Koln, très amie-de-monamie-miterand.
___________________________

texto publicado no blogue as palavras são armas e com o título «Estar vivo dá sempre nisto»

09 abril, 2017

ONU, ONU, para que nos serves tu? - III


A imagem retrata uma manipulação reconhecida pela BBC que a veio a retirar depois de uma chuva de críticas após “acidentalmente” usar uma foto tirada no Iraque em 2003 para ilustrar o “insensível massacre de crianças” em 2016, na Síria. O texto a que me refiro alude a mais casos de montagens para atingir os objectivos precisos: causar uma onda de indignação para fins que copiam outros já realizados e com os resultados conhecidos. Foi no Iraque e tudo se encaminha para ser também assim na Síria, caso se venha a concretizar o derrube de Bashar al-Assad.

Hoje, é irrefutável que terá havido mesmo a matança que a imprensa afirma ter havido. Quanto aos responsáveis... é mesmo melhor ver o vídeo e depois tirem as V. conclusões:

31 março, 2017

A dona Esmeralda e a vizinha do 4º andar, a conversar - (30) ["loja do chinês"]

Vizinha do 4º andar - Ó dona Esmeralda!, a minha alma está parva... o miúdo a dizer aquilo à Theresa May. Acha mal ou acha bem?
Dona Esmeralda - Acho bem ou mal, o quê?
Vizinha do 4º andar - O "brexit", a carta!
Dona Esmeralda - O povo escolheu...e depois há quem ache ser uma oportunidade para a própria Europa descobrir caminhos novos...
Vizinha do 4º andar - Mas, o miúdo ao falar na china confunde tudo...
Rogérito (interrompendo, da janela do seu apartamento) - Confunde o "carago", olhe lá bem para este retrato:
 

29 março, 2017

Redacções do Rogérito (37) - "Adeus ó vai-te embora"

Tema da redacção: "Brexit"

Acho uma maldade a stora ter escolhido um tema que nem os adultos entendem bem quanto mais uma criança a quem não foi dado ensinar uma palavra daquela língua que até é a que o senhor Shakespeare mandou adoptar para se falar em todo o lado e até em Bruxelas que é o lugar para se mandam cartas que esperam por uma resposta ao estilo do adeus ó vai-te embora que por acaso ainda não são escritas em chinês que é uma língua que por cá já devia ser a mais falada e eu até já sei mais mandarim do que inglês e quando peço no restaurante um xau xau eles sabem que não estou a dizer adeus e o arroz vem logo a seguir o que quer dizer que os chineses entendem bem o que queremos dizer e o problema é só quando os chineses aprendem inglês para que ninguém entenda  o que andam eles para aí a fazer e só iremos dar conta disso quando eles tomarem conta disto.
Rogérito

23 fevereiro, 2017

Percebo, pelo que leio, que cumprir por cima é também incumprimento


Em Setembro passado, o Conselho das Finanças Públicas mostrou cartão vermelho ao Governo, num claro erro seu. Como qualquer má arbitragem, devia ser a equipa suspensa de arbitrar durante uma boa porção de jogos e, num limite, dispensada até final da temporada.

Teodora Cardoso, previa que o modelo do incentivo ao consumo desse com "os burrinhos na água". Espetou-se, coitada, pois não houve incumprimento.

Contudo, e porque 2,1% é muito abaixo do limite consentido, também se pode dizer que o deficit não foi cumprido. Disse-o um meu camarada e amigo:
 "Cada décima adicional ao défice representa uma margem orçamental de 190 milhões de euros" (...) "Se o défice fosse 2,5% ou 2,6% permitiria, saindo do défice excessivo, a libertação de centenas de milhões de euros para a reposição de rendimentos"
Entretanto, não é só de Teodora o espanto...

Reproduzo este vídeo ao abrigo de um acordo de cooperação Geringonça / Tornado. Isto é, foi aí roubado

24 janeiro, 2017

Para reflectir amanhã. Hoje é dia do tal 1º aniversário e, por sinal, bem assinalado

Assistimos hoje a festejos, bem assinalados. Foi o primeiro aniversário de um mandato presidencial e importa não estragar a festa.
Por isso, o que aqui escrevo hoje é para ser meditado amanhã.


Diz-se, em  título deste espaço, que não nos faltam palavras-adubo, palavras-semente... não nos faltam sequer ideias... o que nos falta é deixarmos de ser rendeiros da nossa própria terra. Acrescento: O que nos falta é deixar de pagar "dízimos" como antes não se pagavam, pois eram as leis menos severas do que as que hoje são ditadas por Bruxelas e agravadas pelos seus acólitos
«Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem.»

29 dezembro, 2016

Mário Soares e o apelo de Manuel Alegre


Leio o apelo, certamente sentido, do poeta "“Não se pode mutilar a biografia de Mário Soares nem adaptá-la às conveniências”. Neste momento nem entendo o que que seriam as (minhas) conveniências em distorcer, enviesar ou omitir passagens de uma biografia daquele a que podemos considerar o pai (desta) democracia. Aqui ficam os meus contributos ao longo dos tempos, para que nada falte ao biógrafo:

09 dezembro, 2016

Marcelo Rebelo de Sousa confessa...

“Só se quisermos um daqueles debates a que eu estava habituado na universidade, em que debatemos, teoricamente, tudo. E é muito útil. Mas debater [a renegociação da dívida], em termos concretos, com relevância política, não faz sentido nenhum” - no Observador, claro
Andam por aí perdidas essas rogériografias que explicam tudo...
Quando as encontrar aviso... e... ei-las aqui

07 dezembro, 2016

Ainda o XX Congresso e a esperanca de quem não esquece o Congresso do PS


Por acaso foi para o Tornado (e não neste espaço) que me atrevi a dar (para já) alguns contributos para um balanço de como eu vi o XX Congresso do meu Partido.

Recuo no tempo, heis-me em Junho passado a revisitar o Congresso do PS e detenho-me num painel temático, moderado por Nicolau Santos.
Avanço e, chegando a esta cena, estanco. 
Alto, isto está um espanto.
Não pelo o que disse o convidado, pois o que Pacheco Pereira disse não compromete o PS. Não diria o mesmo do que aconteceu em sala, aliás, na altura muito bem composta. Sigam o vídeo:
  • ao 5º minuto, aplauso;
  • ao 7º minuto, novo aplauso;
  • mais coisa menos coisa, ao 8º, ao 10º, ao 12º, 15º, 16º aplausos;
  • após o 17º minuto, aplausos quase seguidos...
 Ah, se os dirigentes do PS souberem, como eu, ouvir... (refiro-me às palmas e ao que elas sublinhavam, claro)

06 dezembro, 2016

António Costa, os entrevistadores e nós, os telespectadores (continuação)


Dormia Cristo a sono solto e, para que não acordasse, tirei o som àquela coisa. Habituado que estou a interpretar comportamentos não verbais e a discernir o significado de um olhar de esguelha, de um sorriso inexpressivo e de mãos cerradas, foi, em certo sentido, mais esclarecedor ver isso do que se tal tivesse ouvido. Curioso, curioso, foi o facto de os dois, cada um em alturas distintas, terem assumido esgares mal contidos, músculos faciais tensos, sinalizadores de contenção de raiva. 
Surpreendido por se terem a tanto atrevido, fui validar o meu entendimento com insuspeitos especialistas
Entendimento validado, tive um alerta que me recomendava cuidado e me dizia «Não é suficiente perceber que alguém sentiu raiva, o mais importante é verificar o que essa pessoa fará a partir da raiva que sente. Alguém, diante da raiva, pode controlá-la, ressignificá-la e agir de forma assertiva.»

Assertivo seria, por exemplo, um deles, explicar a Maria Luís Albuquerque que não há assim grandes diferenças entre as acusações de António Costa e as conclusões do Tribunal de Contas.   
Eu por mim espero sentado, Ele, Cristo, espera dormindo.