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28 julho, 2016

E eu a julgar que mudar o mundo não custava muito...


Como é sabido, nos últimos tempos não tenho largado uma frase: "Mudar o mundo não custa muito, leva é tempo". Usava-a para auto-estímulo, como se Meu Contrário dissesse a Minha Alma, "Bora lá, quanto menos agires mais tempo leva!" E todos os dias me levantava com aquela energia de quem quer antecipar o tempo.

Há pouco, deambulando por leituras, dou com esta.  
O programador do jogo (Pokémom On) foi a Niantic Labs. É uma start-up da Google...Por sua vez, por detrás da Niantic está John Hanke, que fundou a Keyhole, Inc. E agora, atenção! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é oficialmente uma fundação da CIA, criada em 1999.(*)

E eu a julgar que caçar pokémons era um inocente (tonto) jogo... e que mudar o mundo não custaria muito...

(*)Ler tudo aqui

03 fevereiro, 2015

Mundar o Mundo não custa muito, leva é tempo...


"Vó, o avô ainda hoje não foi para o computador!" 
Interrompi o que estava a fazer não por estar surpreendido com a observação mas por me lembrar que estava em falta com todos os que se habituaram à minha presença. Mas o Diogo merecia resposta: 
"O avô está a ler, a estudar a melhor forma de mudar o Mundo!"
"E custa muito?"
"Custar não custa leva é tempo! Quando cresceres até podes ajudar!"
"Mas já tenho 5 anos... queres ver o que eu já sei fazer?"
E eu fiquei a ver.

28 abril, 2015

Confirma-se, mudar o mundo não custa muito... nem talvez demore muito tempo

O miúdo demonstrou-me que já conseguia mudar o mundo quando eu lhe disse que não custava muito, ressalvando, para não lhe transmitir irresponsável facilidade, que levaria tempo. Não sei se o convenci e, à sua maneira, ele tenta. 
Lembro ter escrito sobre este sucedido, numa altura semelhante a esta em que não tenho tempo sequer para me coçar. Entre uma tarefa e outra, veio uma notícia ter comigo. Veio do país do sol nascente, do qual eu já tenho falado tanto. E diz assim:

«...Pesquisas recentes mostram que quase 50% dos japoneses preferem o comunismo e acreditam que o capitalismo leva à pobreza e à fome. Diante deste quadro, o Partido Comunista tornou-se o segundo no Japão, o que alarmou analistas e investidores. Segundo a revista semanal de ultradireita The Economist, “nunca se imaginou que os comunistas japoneses poderiam chegar ao poder…”. A principal proposta do PC do Japão e o ponto central de seu programa de governo é o desmembramento da economia de mercado. Outras propostas incluem o fim da aliança com os Estados Unidos, o fechamento das centrais nucleares e a aprovação de medidas fiscais confiscatórias contra empresas. Apesar da relevância, a notícia ficou praticamente escondida nos principais meios de comunicação europeus, norte-americanos e brasileiros...»
E faz todo o sentido recordar palavras de Akira Miwa, então (2010) embaixador japonês:
“Há muitas semelhanças entre portugueses e japoneses (…) A maneira de ser, o modo de reagir é muito igual. À parte o nosso relacionamento histórico, temos muito em comum. O japonês é mais português que espanhol. Para nós a Espanha é um país muito interessante, sim, mas por causa da diferença. Portugal é como se fosse o Japão europeu".
Como o Japão europeu? Tomara eu!

11 fevereiro, 2015

A Municipalização do ensino, a carta do Rogérito e o que os professores pensam de tudo isto...

Não julguem que o miúdo escreveu aquela carta só pelo prazer de escrever ou para se entreter. Nem pensem. Quando ele escreve uma redação ou vai à luta ou anda por lá ou já lá esteve e pensa lá voltar. Volta e meia diz que mudar o mundo não custa muito, leva é tempo. Ele quer encurtá-lo, barrando o que considera injustiça, fazendo com que se discuta para se evitar coisas parvas ou com intenções de fazer acabar com o que de bom ainda resta neste nosso triste país. Falemos então das coisas da educação, agora pela escrita de um stôr que não tem papas na língua...

 Imagem retirada daqui

 ... e cá vai o texto todo:

Municipalização da educação: quietinhos, não respirem, já está!

É caso para citar Steve Jobs: “Porquê alistarmo-nos na marinha, se podemos ser piratas?”

Nuno Crato, Poiares Maduro e os autarcas experimentalistas trataram a Educação como se fosse uma grande rotunda e os professores como pacientes sujeitos a raio X: quietinhos, não respirem, já está!
É o mais generoso que se pode dizer quando se analisa o processo e a proposta de Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências, com que pretendem pôr em prática o que é comummente designado por municipalização da Educação. O processo teve a clareza de um pântano. O documento são 28 páginas de verbo magro e matreirice gorda. Deplorável, para qualquer administração pública decente. Adequado a um Governo a que só falta privatizar o Galo de Barcelos. Passemos a alguns factos ilustrativos da mediocridade, que todos não cabem.

Várias cláusulas da proposta de contrato são ilegais, porque desrespeitam o regime de autonomia, administração e gestão das escolas públicas, fixado em três diplomas (DL n.º 75/2008, de 22 de Abril, DL n.º 224/2009, de 11 de Setembro, e DL n.º 137/2012, de 2 de Julho). É o caso concreto da alteração das competências dos conselhos gerais e dos directores, que só um decreto-lei poderia derrogar. O choque entre a lei e o contrato é mais gritante no caso das escolas com contratos de autonomia. Aqui, são duas portarias (a n.º 265/2012 e a n.º 44/2014) implodidas pela autocracia dos contratantes.
Pelo escândalo que gerou, caiu o convite escabroso para que as câmaras cortassem professores, até ao limite máximo de 5% do número considerado necessário, a troco de 12.500 euros por docente abatido. Mas porque os agiotas não dormem em serviço, a Cláusula 40.ª ampliou o cinismo da poupança a todos os recursos educativos e regulamenta a partilha de 50% dos despojos. Chamam-lhe “incentivos à eficiência”.

O pessoal não docente passa a ser gerido pelas autarquias (Cláusula 19.ª), abrindo-se a porta à utilização do mesmo em qualquer serviço camarário. A Cláusula 21.ª torna ainda mais fácil a contratação de privados para o funcionamento das AEC. A Cláusula 25.ª congela todos os gastos por quatro anos. A Cláusula 39.ª favorece a desvirtuação do trabalho pedagógico sério em benefício dos resultados nos exames. A definição dos critérios para a organização e gestão da rede escolar fica pelouro da autarquia, via verde para a privatização que se pretende. E o empreendedorismo voluntarista que as autarquias podem iniciar com a decisão sobre 25% dos curricula já esboçou os primeiros sinais com o presidente da Câmara de Óbidos a anunciar Filosofia para os alunos do 1.º ciclo do básico, yoga para os do jardim-de-infância e golfe e eco design para os do secundário.
Serão poucos os que guardarão memória do Guião para a Reforma do Estado, apresentado pelo vice-primeiro-ministro e objecto de reunião magna do Governo na Sala do Capítulo do vetusto Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Redigido em corpo 16 e com espaçamento pródigo para suprir em espaço o que lhe faltava em ideias, o documento teve o mérito de fixar em escrita uma agenda de entrega ao mercado das mais importantes funções sociais do Estado, sendo as propostas para a Educação o paradigma claro da intenção de utilizar fundos públicos para financiar negócios privados: criação de escolas concessionadas, instituição do cheque-ensino e reforço dos contratos de associação.

Por ironia do destino, a pompa do acto foi servida por circunstância curiosa, que os monges de Cister não protegeram: a imprensa, nacional e internacional, com a prestigiada The Economist à cabeça, dava-nos na mesma altura conta da falência completa da alma mater das escolas concessionadas. A reforma inspiradora, a sueca, iniciada há 20 anos, falhara em toda a linha: a diferença de qualidade entre escolas tornou-se um problema nacional; a segregação social, que antes não existia, cresceu preocupantemente; os resultados dos alunos suecos, medidos pelo PISA, desceram exponencialmente; os gastos públicos não diminuíram; e o ministro sueco da educação anunciava o fim da festa e o retorno das escolas à tutela directa do Estado, reconhecendo que a reforma não poupou, não melhorou e segregou, em nome de uma liberdade de escolha que não funcionou.
Os pressupostos fixados na proposta de delegação de competências em apreço, cruzados com as intenções que já foram anunciadas quanto ao cheque-ensino, poderão repetir no país o que se verificou na Suécia, com a criatividade activa dos grupos económicos a explorarem o negócio até que, anos volvidos, se reconheça a sua falência. Com esta municipalização, os autarcas acabam promovendo políticas a que se oporiam se a iniciativa partisse do Governo central, e o Governo central subtrai-se, maquiavelicamente, aos protestos que as suas políticas originariam. É caso para citar Steve Jobs: “Porquê alistarmo-nos na marinha, se podemos ser piratas?”

01 janeiro, 2018

A minha mensagem de Ano Novo


Caros vizinhos, camaradas e amigos
Queridos familiares meus
e de todos os outros
dos mais próximos aos desconhecidos

Hoje é dia de mensagem

Hoje é dia de mensagem de Ano Novo
É dia de lembrar que Mudar o Mundo
Não Custa Muito
A questão é o tempo que isso leva

Então a questão também é
leve o tempo que levar
mais leva
se você não começar já a mudar

Mude você um pouco
e verá que o Mundo será outro

Assim, desejo-lhes um Bom Ano
Bom Ano e não Um Ano Feliz
Pois já dizia alguém*
não gostar de falar de felicidade,
mas sim de harmonia:
viver em harmonia com a nossa própria consciência,
com o nosso meio envolvente,
com a pessoa de quem se gosta,
com os amigos.
A harmonia é compatível com a indignação e a luta;
a felicidade não, a felicidade é egoísta
Ah! e não esqueça
Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas
(uma das frases batidas minhas preferidas)
Rogério Pereira

* Alguém, vejam quem
____________________________

29 dezembro, 2015

Balanço 2015: Os meus melhores, segundo critérios inspirados pela Minha Alma, aos quais não se opôs Meu Contrário (nem Eu)

A minha melhor frase: Publicada pela primeira vez, numa resposta ao Diogo, em Fevereiro
"Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo!"
O meu melhor post: "Filhos, hoje o dia é delas...", em Maio (é também o melhor vídeo)


A memória que fica

Depois do ventre, o seio
O colo
A caricia e o consolo 
O perfume que permanece
Enquanto se cresce
A mão na testa
A mão que tapa
A mão que lava
A mão que trava
(Por aí não, filho)
O sorriso
O ralhete, no momento preciso
E a memória que fica
muito depois da partida
Rogério Pereira
A minha melhor foto: no dia em que o (nosso) Mundo começou a mudar, em Novembro

Reafirmamos agora, e em definitivo, o que temos sublinhado: há na Assembleia da República uma maioria de deputados que é condição bastante para o PS formar governo, apresentar o seu programa, entrar em funções e adoptar uma política que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura.  - ler tudo aqui

27 novembro, 2015

O orçamento de Costa e o seu grande inimigo


O cartaz parece tenebroso e é. Pensei que o era na hora que marca a esperança de se ir sair dos salários de miséria. As pensões traduzir-se-ão, para já, no arrecadar de mais uns magros tostões e estes serão (espera-se que sejam) dirigidos ao consumo de bens essenciais de que a gente mais sofrida vem carecendo. 

Contudo, o risco foi hoje posto à vista exactamente no dia em que a esperança foi dada a conhecer. Por mim, manter-me-ei (eu e a minha família) dentro dos meus padrões de consumo, adquirido o estritamente necessário e o máximo no quiosque aqui de frente. É que mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo...
"A mentalidade antiga formou-se numa grande superfície que se chamava catedral; agora forma-se noutra grande superfície que se chama centro comercial. O centro comercial não é apenas a nova igreja, a nova catedral, é também a nova universidade. O centro comercial ocupa um espaço importante na formação da mentalidade humana. Acabou-se a praça, o jardim ou a rua como espaço público e de intercâmbio. O centro comercial é o único espaço seguro e o que cria a nova mentalidade. Uma nova mentalidade temerosa de ser excluída, temerosa da expulsão do paraíso do consumo e por extensão da catedral das compras. E agora, que temos? A crise. Será que vamos voltar à praça ou à universidade? À filosofia?" 

26 julho, 2016

O regresso... e algumas frases batidas


Por fim, regressado.
A imagem não é bem a de Manta Rota à hora-de-ponta, mas era parecida, com a maré vazia. Para evitar dar cotoveladas, chegávamos cedo. Toalha estendida, procedia à minha primeira rotina, ler a imprensa - "a leitura matutina do jornal é uma espécie de prece realista" (Hegel) - e, assim, dias a fio, fui consolidando a certeza e actualidade das minhas frases preferidas. Umas muito batidas, outras nem tanto:
  • Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo (aqui)
  • O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu (aqui)
  • "Insanidade é estar a fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes" (aqui)


  • A desvantagem de ter péssima memória é sofrer muitas vezes com as mesmas coisas más como se fosse a primeira vez. (aqui)

  • ______________
    NOTA DE AGRADECIMENTO: A todos os que aqui foram passando o meu obrigado. Beijos e abraços, conforme o caso.

    04 outubro, 2016

    Um ano de "geringonça"? Boa! Falemos então de esperança...


    De há muito que sinto que chamar esperança à esperança é suficientemente confuso e complexo para lhe chamar assim. E não chega ter presente o dizer do nosso povo que diz ser a última coisa a morrer, para perder a relutância em lhe pronunciar o nome. Começa por me soar a atitude passiva, de esperar, e termina  naquela repetida exclamação, "queira Deus que me saia" enquanto se esgravata a "raspadinha" com aquela "fezada" dos já sem esperança em mais nada. Evitando referir-me a ela directamente vou-a referindo em frases batidas, tais como "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo" ou "O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu" não confessando ter a esperança que aconteça...

    Em dia do primeiro aniversário da "geringonça" dou por mim a falar daquilo que gosto menos de prenunciar: a esperança. A culpada foi a Marisa Liz, quando diz:
    «As pessoas que têm um sonho e vão atrás dele, inspiram-me. Dão-me esperança. (...)
    A esperança está em tudo aquilo que consegues fazer, quando tudo à tua volta te diz que não consegues.»

    07 dezembro, 2015

    Não, não é desculpa. Estou fazendo a parte que me cabe...


    Não tenho vindo. É que mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo e este é escasso para aquilo que faço. Procuro, qual formiga no carreiro, fazer a minha parte. Faça a sua, com engenho e arte. Mesmo se pouca, a vontade ajuda. Verdade!

    21 março, 2018

    Poesia, como há muito não acontecia


    Coube à professora Luísa Esmeralda apresentar a nossa presidente e, de seguida, apresentar-me  a mim, para depois apresentar e o Davoud e o prof. Jorge Rodrigues.

    Coube-me a mim apresentar os  nossos convidados, Domingos Lobo (que, por seu turno, apresentaria o poeta Arménio Vieira) e o Manuel Diogo, que diria seus poemas.

    Depois dos ditos, em versos muito aplaudidos, o iraniano Davoud apresentaria quem ali se prestava a declamar Saramago, exibindo o livro e dando notícia de o ter integralmente traduzido e dizendo-os, ele também, em persa.

    Arménio e Saramago, foram quem mais nos ocupou o sonho, a nós todos, "Desenhadores de Sonhos", após apelo feito e que conduziria a sala cheia (cheia duas vezes, pois foram duas as sessões)


    Ficam as imagens, que são outros tantos vídeos a exigirem trabalhos redobrados, na produção e no enaltecer da participação de gente em processo de multiculturalidade... e foram gregos, costa-marfinenses, franceses, angolanos, são-tomenses, chineses, sírios, outros árabes, alemães e muitos africanos, que pretender dizê-los todos  falta-me o apontamento...

    Foi um fim de tarde bonito e uma noite promissora, neste dia dedicado à poesia...

    Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo!



    Esta reportagem refere-se a uma iniciativa bonita

    01 abril, 2019

    Dia da mentira... tolerada


    O elétrico ia como sempre ia, àquela hora. Ia meio vazio e a nove-à-hora. Minha mãe ia enfadada porque não me dava calado pois eu ia lendo tudo o que era anúncio, letreiro ou aviso, de nariz encostado contra o vidro, vaidoso e exuberante pelos meus precoces conhecimentos de leitura
    Chegando o revisor picou o bilhete* que minha mãe lhe estendera e quando ia para passar à frente, deu um passo atrás, questionando-me directamente:
    - "E o menino que idade tem?"
    - "A minha mãezinha disse-me para eu dizer que tenho quatro", e estendi de repelão a mão com cinco deditos trémulos, mas bem esticados...
    Debaixo do bigode farto, de inspiração republicana,  o revisor esboçou um largo (e cúmplice) sorriso.
    ______________
    * Bilhete foi um título de transporte único até 1976. Foi graças à Revolução de Abril que apareceu o passe-social e foi preciso esperar 22 anos para que uma proposta fosse colocada e aprovada e o passe passasse a ser gratuito até aos 13 anos. 
    Mudar o mundo não custa muito, leva é tempo!

    10 setembro, 2018

    Festa do AVANTE - A minha estatística


    Há estatísticas que gostava de poder agora dispor, mas, não as podendo dar, imaginem. Imaginem o número de militantes e amigos envolvidos a montar a Festa. Imaginem os milhares de quilómetros de tubos de ferro erguidos e os milhares de abraçadeiras a ligá-los. Imaginem os milhares de metros quadrados de tábuas, placas e painéis pintados. Imaginem o número de militantes a planear a Festa, a divulgarem-na, a assegurarem o seu funcionamento. Imaginem o número de EP vendidas. Imaginem o número de operações multibanco, nas muitas "caixas" disponibilizadas no espaço. Imaginem os milhões de sorrisos trocados... Imaginem tudo o resto, que agora me ocorrendo, me dispenso. 

    Há estatísticas apuradas directamente por mim. E dessas dou conta:
     

    26 dezembro, 2017

    Um debate vivo, em ambiente natalício (como documenta o vídeo)


    Às tantas, estávamos os quatro reunidos. Já nenhum se lembra como começou a conversa. Talvez pela água, passando pela seca que nunca mais acaba e esta ser um recurso escasso. É ouro! Se é raro, que se penalize o desperdício, se carregue no preço. Cuidado, há 10 milhões e ninguém sabe a quantos o salário mal chega para pagar as alcavalas associadas ao preço da água. Há quem se sirva nos fontanários e mal abra a torneira.
    Tendo chegado a acordo nesse ponto, passou-se a falar da justiça e dos que a ela vão escapando, das redes de compadrio, dos boys, dos escritórios de advogados bem representados nas bancadas dos deputados, da maçonaria. E como as palavras são como as cerejas, depressa caímos na apreciação à Democracia, de como Hitler foi inicialmente apoiado e depois derrotado, e como a noite era nossa, debatemos noite fora, tirando eu a mesma (ali inconfessada) conclusão: MUDAR O MUNDO NÃO CUSTA MUITO, LEVA É TEMPO!

    O jantar? Ah, pois! Foi assim!

    04 setembro, 2017

    AVANTE! Três momentos altos e uma ameaça


    Falar da Festa..."Só" falta estendê-la cidade a cidade e alargá-la do Minho ao Algarve. Mas o impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu
    Valeu? E cabe aqui a tal minha frase batida:
    mudar o mundo não custa muito, leva é tempo...
    Quanto ao meu plano, ele foi cumprido e alargado. Do todo, falemos então dos pontos altos, com fotos a ilustrá-los:


    Excelente, no sábado (Avanteatro). Excelente (pelo texto e encenação) e impressionante (pelo desempenho, hora e meia em palco num irrepreensível monólogo, é obra).


    António Zambujo não estava no meu plano. Ocorreu-me quando estava num outro ponto alto, saboreando um bom prato alentejano a que os menos conhecedores da nossa gastronomia insistem em chamar gaspacho.


    Ponto alto, que deve ser (integralmente) lido... 
    Estes foram os momentos mais altos.
    E qual é a ameaça? Depois vos digo!

    28 maio, 2017

    Miguel Urbano Rodrigues... morreu? Quem disse?


    Os Homens que trazem a alma na cara, não morrem. Essa lei da vida (nem sei se fui eu que a inventei) aplica-se a quem a frontaliza e a assume como bandeira. Gostaria de ter dito ao Miguel Urbano Rodrigues que mudar mudar o mundo não custa muito, leva é tempo.
    Mas vou dizer-lho!

    Sobre o Miguel, um apontamento escrito e um vídeo. Ele (não) está todo aí.


    09 fevereiro, 2018

    Tão bonito, isto!


    Eu sei, eu sei... diz-se que uma imagem vale mais que uma carrada de palavras... diz-se que quem acena, chega... diz-se que quem aplaude, gosta.
    E é por tudo isso tudo se dizer, que tenho a esperança de que algo de diferente venha a acontecer...

    Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo!