13 novembro, 2015

Passos e as regras que quer ver alteradas a meio do jogo...


Os jogos de rua educavam muito. Se alguém quebrava as regras, de pronto, o grupo explicava que não era assim que se jogava. E se ostensivamente esse alguém insistia, mau destino escolhia, pois tinha que procurar outra rua onde não fosse conhecido o seu mau feitio. Essa exclusão era facilitada por um sentido de ética e de justiça que nenhum miúdo discutia. Era assim não por acaso, era assim simplesmente porque ninguém interferia no jogo pois só quem fazia de "mãe" podia comandar e decidir.  Era "a mãe" quem decidia quem ganhava e quem perdia. Quem fazia de "mãe" era o zelador das regras e se ele próprio as furava, lá tinha que ir brincar para a rua dele... expulso pelo grupo: "É pá, põe-te a andar! Aqui não brincas mais!"

ler também «como se pode correr com quem não segue as regras

Não será fácil Cavaco pôr em prática o que a Ferreira Leite há tempos pensava, mas...

«Será que aqueles que preferem estragar ainda mais Portugal, entregando-o, meses e meses, a um governo de gestão que não pode governar nada, apenas por raiva de poder haver outro, percebem a dimensão do conflito institucional que vão criar? É que se esquecem deste pequeno problema que é o facto do Parlamento não estar em gestão e poder, com certos limites, "governar"? E que a seguir vão ter que pedir ao Presidente para exercer uma espécie de veto contínuo a tudo que venha da Assembleia?»

10 novembro, 2015

Álvaro Cunhal, faria hoje 102 anos (e que melhor dia para o recordar?)

"António Costa, apelou (...) à "convergência no essencial", na cerimónia de inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, (...), durante a qual foi tocada "A Internacional" (foi em Junho de 2013)
"Amar o sol, o ar livre, a natureza, a terra e o mar, o ar e a água, as plantas e as flores, os animais, as pedras, a luz, a cor, o som, o movimento, a alegria, o riso, o prazer, é da própria natureza do ser humano (…)
Que ninguém tenha vergonha de ser feliz. Alem do mais porque a felicidade do ser humano é um dos objectivos da luta dos comunistas."
Álvaro Cunhal, 1946
(10 Novembro 1913 - 13 Junho 2005)

...e o Passos paf, viva o PAN!


Lá dentro ia-se passando o que se ouvia cá fora. Silêncio absoluto daquela massa compacta enquanto Ferro ia contando. Fila a fila. Na contagem, a dado momento (1min e 15seg) uma grande ovação ao voto de André Silva e só depois a euforia final: A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN.

Passos paf, viva o PAN!

(não julguem que este post faz um comentário ordinário e a despropósito da importância do momento que alterou o paradigma da nossa Democracia. É que aquele voto pode ser sintomático de a situação criada poder vir trazer para a cidadania muitos que dela se auto-excluíam e que dela se abstinham.)