11 julho, 2016

Um bonito hino ao colectivo... e mais umas quantas lições


Entre milhentas imagens hesitei na que escolher. Entre as da mole humana entusiasmada e festiva e a equipa, escolhi esta. Ela marca o que a muitos escapa e nela estão expressas todas as emoções. Campeões?
Sim e heis as lições:
  • Primeira: se todos têm valores individuais, soubemos diferenciar-nos apostando no colectivo; 
  • Segunda: se a correlação de forças não nos era favorável, seria suicida apostar no ataque;
  • Terceira: não há vitórias sem empenhamento, trabalho e humildade* 
* Na imagem, descubra Fernando Santos
  • Quarta: saber ser solidário com os vencidos (ver vídeo)
 

09 julho, 2016

DESFADO - Esta maneira de ser, este estado depressivo e este acreditar no destino


Quando há dias completava o conto iniciado pela Fê não deixei de passar em revista o muito que tenho escrito sobre um certo estado de espírito dominante no nosso povo e em particular na mulher portuguesa. Se bem se recordam, a personagem, porque mal amada no limite de se tolerar a si própria, num momento sóbrio decidira-se pelo suicídio. O que a Fê considerava sobriedade mais não será do aquela depressão que nos anima (e aqui lembrei-me da canção) e porque a autora afirmava ser destino, tal completa o quadro do que poderei considerar o retrato da nossa maneira de ser.
Ana Moura, vem reforçar tal tese, no seu "Desfado"

Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Ai se eu pudesse não cantar ai se eu pudesse
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro

Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande certeza de não estar certa de nada

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

É pá!, quem são esses, "meu"?

Durão Barroso sabe-a toda, mas eu também sei. E o PCP sabe o que ele e o outro sabem  e também sabe o que eu sei. E é uma excelente oportunidade, não só para pôr tudo em "pratos limpos" mas para que o povo saiba o que todos nós já sabemos.
E, porque tudo anda ligado, é tanto!
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E porque os protagonistas são os mesmos...