05 agosto, 2016

A dona Esmeralda e a vizinha do 4º andar, a conversar - (29) ["Ai o que vai ser de mim, como pagar tanto IMI?"]



Vizinha do 4º andar - Ó dona Esmeralda!, estou chocada. Sou uma contribuinte sem fugas e ao fisco não devo nada!
Dona Esmeralda - Mas... que se passa?
Vizinha do 4º andar - O IMI! O IMI! Eu que moro num quarto andar com vista para o mar, quanto terei de pagar? O que vai ser da minha vida? 
Dona Esmeralda - Se lhe é aplicada a taxa máxima, este ano até menos paga!
Vizinha do 4º andar - A sério? Mas então... e o sol que me bate lá no terraço? E a vista que eu tenho do estuário?
Dona Esmeralda -  É só para a construção nova... a menos que queira reavaliar o seu andar para o valorizar!
Vizinha do 4º andar -  Não é isso que a gente ouve e lê...
Dona Esmeralda - Se a manipulação pagasse imposto tínhamos a questão da dívida resolvida, minha querida!
Rogérito (interrompendo, da janela do seu apartamento) - Vizinha, fica em vantagem sobre "projecto do Jamor"  e o do "Alto da Boa Viagem". É justo que os ricos paguem o luxo!
Vão ser construídos cinco edifícios de habitação, comércio e serviços, um hotel, estacionamento, uma marina e uma piscina oceânica

04 agosto, 2016

Fez hoje a idade que o sorriso tem!


Ao centro, ela. De pé, os avós dela. O namorado, a seu lado. A tia e as macacadas do primito... 


Não, as mãos não tapam as velas, nem os números inscritos nelas. 20 anitos, bonitos!


O Diogo gosta do bolo, só que ele "vai a todas"

03 agosto, 2016

Quinhentos mil... e o socorro de Torga

 

Escrevia Drummond, não me ocorre onde, haver palavras que se amarravam ao dicionário e que lhe era difícil arranca-las de lá. Suponho que se referia a um momento pois, quando o lemos, em cada palavra sua há um assomo de sonho, de viagem, de liberdade. Esse momento acontece-me há muito e estende-se no tempo.
Cito outros escritos e deixei praticamente de escrever, depois de 2 500 "páginas" e meio milhão de olhares.
Socorre-me nesta angústia, Torga...
«...A vida não é para se escrever. A vida — esta intimidade profunda, este ser sem remédio, esta noite de pesadelo que nem se chega a saber ao certo porque foi assim — é para se viver, não é para se fazer dela literatura.»

Diz-me Minha Alma para me sossegar:  "Isso passa-te!"