07 setembro, 2016

Com as aulas à porta, vamos ao que importa!

«As crianças merecem ter tempo para serem crianças, para brincarem, conviverem, descobrirem, merecem aprender a pensar pelas suas cabeças e serem críticos com o que lhe estão a ensinar, merecem aprender a respeitar os outros e a si próprios,  e sobretudo, merecem ser felizes!»
As palavras citadas foram escritas num espaço recomendado - "Sustentabilidade é Acção" - e são oportunas agora, a uma semana do inicio da escola.
Na foto: o Duarte, a Maria e o Diogo. Eles jogam um jogo e o Duarte explica, provavelmente, as regras de um cessar fogo, pois os exércitos estão apartados e os tanques virados para outros lados. É impossível evitar que joguem jogos de guerra, pois a violência está generalizada, na realidade e em tudo a que acessam.
Perdi há muito a ligação com os conteúdos do ensino, mas julgo que fotografei uma lição que devia ser repetida em sala de aula. Como se negoceia a paz, é um bom tema. Se não se fala disso é pena. Como começa a guerra, é outro bom tema. Pode-se até pegar numa zaragata para se fazer entender que uma guerra pode se iniciar num pequeno nada, dentro de um enquadramento mais complexo que, mais tarde, noutro programa mais avançado, poderá (poderia) ser explicado.
Partir das regras de um jogo para o ensino poderia (poderá) ser o caminho. Pegar na sala de aula e despejá-la no recreio podia ser o mesmo caminho, em sentido inverso. Pôr a brincadeira no centro seria (será) de bom-senso.
É o que parece acontecer num um ensino centrado na criança, num país avançado...

06 setembro, 2016

A Festa, o poder imenso da Imprensa e a surpresa de Pacheco Pereira

Foto de Eduardo Baptista
«O crime em si é já uma imperfeição. Esta tirada filosófica, vem a propósito, e uma vez mais, da censura canalha da RTP1 paga por todos nós.
4 de setembro de 2016. Recuperei o início do jornal da manhã e, às seis e meia (6.30 da manhã) tive a grata surpresa de ver uma peça muito correta sobre a ‘Festa do Avante’. Com a ingenuidade natural a quem está sempre disposto a acreditar na regeneração de gente menos sã, exclamei para os que me rodeavam: Já não era sem tempo!
No noticiário das nove dessa mesma manhã a notícia tinha sido castrada e a ‘peça’ insossa e reduzida aos banais vinte e poucos segundos.»
José Pacheco Pereira, aqui
Só pode ser ironia do acima citado pois se há quem saiba, até à medula, as teias que a nossa imprensa tece, esse é ele.
Por ventura não é o único a ter tal saber. Hoje sabe-se que os media terão a sua própria agenda. Quanto ao poder que detém, ele pode fazer eleger um presidente ou até fazê-lo destituir. Esconder a Festa é pois tão só e apenas a forma de ir adiando o ponto em que usará todo o poder de que dispõe. Por enquanto basta ir omitindo, manipulando.

O vídeo abaixo não trata a realidade nacional, mas quem diz que haja diferença nos processos? 

05 setembro, 2016

Entre os discursos de Jerónimo e de Joseph escolha... (embora no essencial digam a mesma coisa)


Do discurso de Jerónimo de Sousa, ontem, na Atalaia:
«Duas ameaças – a que resulta da insidiosa acção dos partidos do revanchismo, PSD e CDS, apostados que estão desestabilização do País a todo o custo, a pensar no seu rápido regresso ao poder e a ameaça que se desenvolve a partir da União Europeia com o mesmo objectivo de fazer implodir qualquer solução que ponha em causa a orientação da política dominante.
E a ilusão, tão perigosa quanto as ameaças, de que é possível avançar de forma decidida na solução dos problemas de fundo do País com simples ajustamentos ao modelo imposto pelo processo de integração capitalista da União Europeia e sem o libertar das amarras da política que o conduziu à crise e à ruína.
As opções do PS e a sua assumida atitude de não romper com os constrangimentos externos – sejam as imposições da União Europeia, a submissão ao Euro ou a renegociação da dívida - seja a não ruptura com os interesses do capital monopolista, são um grave bloqueio à resposta aos problemas do País. Mas também uma forma de favorecer as forças que querem impor o regresso ao passado e continuar a levar o País pelo caminho da crise e ao declínio. »
Da entrevista do Nobel de Economia, hoje, à Antena 1:
«Acho que é cada vez mais claro que ficar [no euro] é mais custoso ficar do que sair. A ideia de ficar tem sido defendida com base na esperança de que haverá uma posição mais suave na Alemanha, que as políticas de austeridade prescritas pelos alemães vão funcionar, mesmo que a teoria económica e até o FMI mostrem claramente que a austeridade nunca irá funcionar! Mas o que acontece é o oposto do que os visionários criadores do euro esperaram: esperaram que o euro levaria a prosperidade, logo a solidariedade política. Mas o que está realmente a acontecer é que o euro levou a estagnação, a uma falta de solidariedade e discriminações.»
Quanto à Festa?
Não há mesmo outra como esta!



01 setembro, 2016

Amanhã... até do outro lado do Atlântico sabem do que estou falando


Quando, por esta mesma altura do ano, eu escrevia sobre uma Festa passada ("E se vivêssemos nessa harmonia? Sei que muita gente não gostaria... e é pena!") alguém que muito estimo vem-me comentar esse texto. Dizia ela assim:
«Sei exactamente o que descreve. É bom sentir-se assim. Vou te contar um caso. Quando meu filho começou a estudar na escola onde está até hoje, há uma moça que vende pães caseiros. Ela deixa os pães sobre a mesa. Vc passa, pegava o pão e deixa o dinheiro. Se vc não tiver dinheiro, pode levar o pão e pagar depois. Ela não fica ali. Deixa apenas o pão e nunca é roubada. Só por isso já me apaixonei por essa escola.»
 Obrigado Malu Machado, tal escola é uma representação da nossa, um país como deve ser. E será!