05 outubro, 2016

ONU, ONU, para que nos serves tu? - II


A pergunta nem é cínica nem tem sofisma, nem sequer significa, neste momento, qualquer discordância ou hesitação quanto à necessidade de que os objectivos expressos na "Carta da ONU" permaneçam. Estão mais actuais que nunca. O candidato melhor posicionado (e que, tudo aponta, poderá ser seu líder) terá afirmado que a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS é mais progressista de qualquer uma outra hoje que se sujeitasse ao escrutínio dos seus membros actuais. Não podia estar mais de acordo! E não é um mero acordo formal, pois juro que tenho as minhas cotizações anuais para a UNICEF em dia.
Mas...
Olhando a imagem escolhida para este texto a declaro, essa sim, cínica. O mundo hoje gira em sentido retrógrado. Talvez Guterres seja o líder necessário, mas ocorre-me repetir a máxima que encima esta minha "Conversa":
«De individualidades se faz um percurso,
mas o verdadeiro protagonismo pertence aos povos»   
NOTA: Não perde nada em ler o post anterior

04 outubro, 2016

Um ano de "geringonça"? Boa! Falemos então de esperança...


De há muito que sinto que chamar esperança à esperança é suficientemente confuso e complexo para lhe chamar assim. E não chega ter presente o dizer do nosso povo que diz ser a última coisa a morrer, para perder a relutância em lhe pronunciar o nome. Começa por me soar a atitude passiva, de esperar, e termina  naquela repetida exclamação, "queira Deus que me saia" enquanto se esgravata a "raspadinha" com aquela "fezada" dos já sem esperança em mais nada. Evitando referir-me a ela directamente vou-a referindo em frases batidas, tais como "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo" ou "O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu" não confessando ter a esperança que aconteça...

Em dia do primeiro aniversário da "geringonça" dou por mim a falar daquilo que gosto menos de prenunciar: a esperança. A culpada foi a Marisa Liz, quando diz:
«As pessoas que têm um sonho e vão atrás dele, inspiram-me. Dão-me esperança. (...)
A esperança está em tudo aquilo que consegues fazer, quando tudo à tua volta te diz que não consegues.»

03 outubro, 2016

ONU, ONU, para que nos serves tu?


Tenho acompanhado as notícias, posições e declarações e venho ao tema não para demonstrar repúdio ou dar previsões quanto ao desfecho da disputa.
A minha questão é de fundo: está a ONU em condições para resolver os problemas do Mundo e cumprir a sua missão? Que pode tal organização para além do que é decidido em Bindelberg? E no G7? E no G20? E em outros areópagos onde a concertação passa pelos interesses de um número reduzido de grandes e poderosos e à margem dos seus povos? Qualquer cimeira entre essa gente esvazia de sentido qualquer outro caminho e passa a valer o "deles".
Quem?
Boa pergunta!

01 outubro, 2016

Os ensinamentos do Prof. Marcelo - hoje os jornalistas leva-os a peito!

Resultado de imagem para conversa avinagrada o que a televisão não mostra não aconteceu

A lição teórica de Marcelo é antiga e desde ela sucederam-se, até à exaustão, as aulas práticas. As práticas estão assimiladas como se prova quando procurei, procurei, procurei e não encontrei
Mas o que a imprensa não mostra vai acontecendo. E, neste caso, aconteceu. Juro! eu vi com estes dois olhinhos que a terra há-de comer ou o crematório transformar em cinzas. Vi-os chegar durante os cantares alentejanos, pousar o tripé e sobre ele a pesada (?) câmara onde se lia "RTP". Enquanto ele regulava os parâmetros da máquina, ela passava os olhos pelo texto do discurso escrito e ambos esperaram. Ele chegou entre palmas e punhos erguidos e a sua voz ecoou, bem timbrada e projectada pela instalação sonora e pela boa acústica da sala. A equipa iniciou a recolha de imagem e a captura do som. Acho que terão feito tudo perfeito.  
Perfeito. Contudo omisso, tal como ensinou Marcelo.

NOTA: A TVI terá dado qualquer coisa