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| túmulo de Cristo |
A dignidade que dou à Pascoa inibe-me de dar e receber coelhinhos e até mesmo de desejar que seja feliz. Fico-me pelos desejos, sinceros, de Boa Pascoa e, assim, respeito a forma como cada um a sente e celebra. Refiro, com frequência ser ateu sempre com aquela ironia avinagrada que sublinha sê-lo, graças a Deus.
Mas vamos ao que me trouxe:
Quando um homem morre, mesmo que tenha tido projeção por palavras e obras e por isso tenha sido temido pelos poderes da sua época, pode acontecer não ser esquecido e perdure na memória.
Mas se o mesmo homem vier a ser um mártir por proclamar a igualdade e por resistir ao poder, mesmo que Pilatos lave daí as suas mãos, pode acontecer o que veio a acontecer: uma mudança no curso da História, com o fim do esclavagismo e a queda do Império Romano. É essa a dignidade que dou à Páscoa, o que não me inibe de gostar... de amêndoas.



