05 julho, 2018

Todos os dias podem dar azo a um dia histórico, nem que seja por más razões

«Estão em causa limites que vigoram em Portugal desde 10 de Maio de 1919 (Decreto n.º 5616) e que foram aprovados pela Convenção n.º 1 da Organização Internacional de Trabalho, de 29/10/1919.

O direito do trabalho nasceu no final do século XIX para mitigar a desigualdade entre empregadores e trabalhadores, protegendo estes, em especial, os jovens e as mulheres.

Em Portugal, a Constituição da República Portuguesa garante, nos artigos 53.º e 59.º, a segurança no emprego e o direito dos trabalhadores à organização do trabalho em condições dignificantes.

Assim sendo, impõe-se que as anunciadas alterações legislativas respeitem estes princípios fundamentais, contribuindo para a crescente humanização do trabalho.»

ler tudo no "Antreus"
... e ainda
«O Parlamento vai amanhã discutir o novo acordo laboral, fechado na comissão permanente da concertação social.

E, como os governos nunca quiseram clarificar a questão, vai gerar-se - de novo - aquela confusão que interessa à direita: deslocar o poder legislativo do Parlamento para o entregar a um fórum em que a correlação de forças lhe é favorável. Algo que se assemelha bastante a um neo-corporativismo, mas que mais não é do que a governamentalização do poder legislativo. E os deputados deixam.»

ler tudo no "Ladrões de Bicicletas"
... e ainda
«Contra o acordo laboral do Governo PS, lutar pelos direitos e o aumento dos salários, valorizar os trabalhadores».Este deve ser um momento de resposta à opção assumida pelo Executivo e pela UGT de privilegiar o acordo com os patrões, que resultou numa proposta que a principal central sindical nacional considera ser «contrária aos interesses dos trabalhadores e ao desenvolvimento do País, porque acentua desequilíbrios na repartição da riqueza, põe em causa a segurança no emprego, perpetua a precariedade, ataca a contratação colectiva e reduz direitos e rendimentos dos trabalhadores»

ler tudo em "Abril, Abril"

04 julho, 2018

Saramago e um seu "caderno" perdido, agora achado...


Nunca me surpreendo com más noticias, só com as boas. Sou assim. Aquando da noticia da troca de editores, não me surpreendi. Nem com a partida de Saramago, pois a vida tem sempre um limite mesmo para quem impôs intermitências à morte, como um dia vos contei

Dizia Zeferino, único editor português com um Prémio Nobel, perante a decisão de lhe passarem a perna :
O dinheiro tem muito importância, mesmo quando a gente acha que não. Existe a Fundação Saramago, não é fácil gerir uma fundação assim, e a oferta que tiveram era relevante. A Pilar ainda me perguntou: "O que é que tu achas?" E eu disse: "Se me pões a mim num prato da balança e no outro pões meio milhão de euros, o que queres que eu ache?" Não acho nada. Não gosto de estar a chatear as pessoas e não tenho feitio para me chatear com ninguém. 
Eu também não tenho feitio para chatear quem quer que seja e, saramaguiano até ao tutano, aguardo o livro... que estava estranhamente perdido e que agora foi achado...
(alterei este final, o que cá estava soava mal.)

02 julho, 2018

A minha primeira tarefa p´ra Festa (aquela que não há outra como esta)


Eu e o Bruno estamos fazendo coisas pela primeira vez. Mas, ele que era iniciado, ficou convencido que eu era mais que batido...

Quanto à Festa, ainda não decidi o que vou ser. Não sei se serei entregador de martelos, se abastecedor de pregos, se recuperador de fogões, se escolhedor de telas e estrados, se testador de esquentadores... mas nada acontecerá como no ano passado... este ano vou estar em todo o lado e depois... conto não perder "Vado"

01 julho, 2018

Portugal precisa de mais crianças!


Portugal precisa de mais crianças! Para Portugal ter mais crianças é preciso que os jovens casais tenham confiança e vontade de ter mais crianças! Para que os jovens casais tenham confiança e vontade de ter mais crianças é preciso dar condições aos jovens casais para que possam dar colo às crianças.

Passei praticamente todo dia no batizado da Carolina. Festa linda, com crianças por todo o lado. Escrevi assim num livrinho de dedicatórias que os pais da Carolina fizeram circular entre os convidados:
Foi muito bonito o teu batizado e dele guardarei duas recordações. A primeira, será o teu sorriso. A segunda, os colos que ias percorrendo entre muitos teus amigos presentes que te adoram. Fica o meu desejo: que no futuro, não te falte nem o sorriso, nem o colo.
Escrevi, certo que meu desejo será cumprido. Os pais da pequenina Carolina têm emprego estável, de trabalho não precário cumprem horários estáveis. Essas garantias fizeram com que desejassem ter (mais) essa filha...

Quem ousar falar em dar incentivos à natalidade, terá que começar  por falar em como assegurar esse colo, e depois, terá de falar de cresces, escolas e... pavilhões, para todos. Mais pavilhões gimnodesportivos? Sim, são precisos! Bem dimensionados, cuidados e onde se assegure emprego digno a quem treine crianças. Caso contrário, como  proporcionar ao Diogo aquela escola de vida

E, falando de netos, chegou ontem mesmo este vídeo da Maria, que continua, depois da sua primeira medalha, a ser muito aplaudida: 


A minha neta Maria representou, num sarau na Figueira da Foz, o Clube Náutico de Abrantes...