DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA
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Das migalhas que ao povo atirava,
Dona Elite, pensando melhor,
Entendeu ser demais o que dava
E que ao povo sobrava vigor
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Porque, quando a migalha abundava,
Poderia sentir-se um senhor
E atrever-se a sonhar que mandava
Em si próprio, apesar de “inferior”
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Dona Elite, prevendo o pior,
Sem cuidar do que ao povo faltava
Comeu tudo o que, a si, lhe sobrava:
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Comeu pobre e criado e senhor
E, por fim, sem notar quanto inchava,
Engoliu tudo quanto restava
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Até ver que mais nada, em redor,
Preenchia o vazio que gerava
E onde, impante e rotunda, orbitava
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Muito alheia ao seu próprio fedor.
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Maria João Brito de Sousa
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